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Viana do Castelo

Construção de nova rotunda de Cabedelo, em Viana, arranca na segunda-feira

Obras públicas

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Foto: DR

A última fase da empreitada de três milhões de euros que visa melhorar o acesso ao porto de mar de Viana do Castelo começa na segunda-feira, com a construção de uma nova rotunda no Cabedelo.


Em comunicado enviado à Lusa, a Câmara Municipal de Viana do Castelo refere que a obra pretende “atrair novas atividades económicas para a área de influência do Porto, reduzir os custos operacionais inerentes aos tempos de ligação rodoviária do Porto aos principais polos de atividade, reduzir o ruído e as emissões poluentes, aumentar a segurança da circulação, e contribuir para o descongestionamento da circulação rodoviária, retirando o tráfego pesado das vias urbanas”.

A autarquia avisa que os trabalhos obrigarão ao condicionamento do trânsito na segunda e na terça-feira para abate de cerca de duas dezenas das 170 árvores (plátanos) existentes na avenida.

“A intervenção técnica que irá ser realizada irá preservar uma fatia do tronco de cada um dos exemplares abatidos, elementos com relevante valor científico e educativo, tendo em conta que podem ser estudados com detalhe as variações anuais do clima, existência de pragas e doenças, regime dos ventos, configuração do crescimento e incidentes como a ocorrência de fogos”, esclarece o texto.

Com o objetivo de “minimizar o impacto” daquele derrube de árvores, a autarquia prevê investir 30 mil euros na plantação de 200 árvores resinosas e folhosas autóctones com grande capacidade de reserva de carbono, como é o caso do pinheiro-bravo e do sobreiro, nos próximos dois anos em várias áreas do Cabedelo.

O objetivo desta ação “é repor, mas também reforçar, a capacidade de sequestro de CO2 naquele território e contribuir também para a melhoria do aspeto cénico, conforto climático e dos locais que podem ser usufruídos”

A empreitada da nova rotunda irá permitir o acesso à nova via com 8,8 quilómetros de extensão a ligar a Autoestrada 28 ao Porto de Viana do Castelo em São Romão de Neiva, com duas faixas de rodagem de 3,5 metros de largura.

A obra inclui ainda a requalificação de um troço e bermas da Estrada Nacional (EN) 13 e a construção de dois novos troços a ligar esta estrada nacional à A28, com acesso direto ao porto comercial.

A nova via pretende descongestionar as vias urbanas do tráfego de veículos pesados, retirando da antiga EN13 e do interior da freguesia de Darque o tráfego de pesados de e para o porto de mar.

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Viana do Castelo

Funeral de bispo emérito de Viana realiza-se na sexta-feira

D. José Pereira

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Foto: DR

O funeral do bispo emérito de Viana do Castelo, José Pereira, que morreu hoje aos 85 anos, vítima de doença prolongada, realiza-se na sexta-feira, no cemitério municipal da cidade, depois da cerimónia fúnebre na Sé Catedral, anunciou hoje a diocese.

Em nota enviada às redações, a diocese de Viana do Castelo informou que “as exéquias terão lugar na sexta-feira, às 15:00, na Sé Catedral da cidade, sendo que o corpo irá, posteriormente, a sepultar no cemitério municipal” da capital do Alto Minho.

“Num momento em que ainda recordamos de forma viva a partida repentina de D. Anacleto Oliveira, a diocese de Viana do Castelo comunica o falecimento do seu bispo emérito D. José Augusto Martins Fernandes Pedreira, vítima de doença prolongada, ao final da manhã” refere a nota.

José Pedreira, bispo da diocese de Viana do Castelo entre 1997 e 2010, morreu hoje de manhã no hospital de Braga onde se encontrava internado.

O presidente da Câmara de Viana do Castelo expressou hoje o seu pesar pela morte de “uma personalidade de referência”, anunciando que a autarquia “vai decretar um dia de luto municipal”.

Também a Câmara de Arcos de Valdevez manifestou, hoje, o seu “profundo pesar” pela morte do prelado que descreveu como uma “figura que se demarcou pelo seu trabalho em prol da comunidade do Alto Minho”.

Anteriormente à Lusa, o presidente da Câmara de Valença, concelho de onde o prelado era natural, lamentou a “perda de uma figura carismática” do concelho.

“É um filho da terra, era uma pessoa muito ligada à terra. É uma grande perda para Valença e para a freguesia de Gondomil. Era uma pessoa muito estimada”, reforçou.

D. José Augusto Martins Fernandes Pedreira nasceu na freguesia de Gondomil, no concelho de Valença, distrito de Viana do Castelo, no dia 10 de abril de 1935.

Foi ordenado sacerdote a 12 de julho de 1959. Em 1982 foi nomeado bispo-auxiliar do Porto, com o título de bispo-titular de Elvas.

A ordenação episcopal decorreu a 19 de março de 1983, tendo como principal consagrante Armindo Lopes Coelho, na altura recentemente nomeado bispo de Viana do Castelo, e como consagrantes, Eurico Dias Nogueira, arcebispo de Braga e Júlio Tavares Rebimbas, arcebispo do Porto.

Foi ainda formador no Seminário Maior de Braga, diretor e professor do Colégio do Minho, em Viana do Castelo, e professor da Escola do Magistério Primário, da Escola de Educadoras de Infância e da Escola de Enfermagem de Viana do Castelo (1975-1979).

Entre 1978 e 1983, foi chanceler secretário da Cúria Diocesana e, em 1982, Promotor de Justiça do Tribunal Eclesiástico.

A 29 de Outubro de 1997 foi nomeado bispo de Viana do Castelo, cargo onde se manteve até ao seu pedido de resignação e consequente nomeação de Anacleto Oliveira, que morreu em setembro, aos 74 anos, na sequência do despiste do automóvel que conduzia na Autoestrada do Sul perto de Almodôvar, no distrito de Beja.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, lamentou hoje a morte de José Pedreira, considerando que deixou “um admirável exemplo de serviço aos outros”.

Através de uma nota divulgada no portal da Presidência da República na Internet, Marcelo Rebelo de Sousa apresentou os seus “mais sentidos pêsames” à família do bispo.

“Apresento igualmente as minhas condolências à comunidade de fiéis de Viana do Castelo, que tiveram em D. José Pedreira, ao longo de vários anos, de 1997 a 2010, um prelado esclarecido e empenhado, que em todos deixa uma mensagem de esperança e um admirável exemplo de serviço aos outros”, lê-se na mesma nota.

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Viana do Castelo

Morreu bispo emérito de Viana do Castelo

Óbito

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Foto: DR

O bispo emérito de Viana do Castelo, José Pedreira, morreu hoje aos 85 anos, disse à Lusa o presidente da Câmara de Valença, concelho de onde o prelado era natural.

Manuel Lopes lamentou a “perda de uma figura carismática” do concelho, natural da freguesia de Gondomil.

“É um filho da terra, era uma pessoa muito ligada à terra. É uma grande perda para Valença e para Gondomil. Era uma pessoa muito estimada”, referiu o autarca.

A Lusa contactou a diocese de Viana do Castelo que remeteu para mais tarde uma posição oficial sobre o assunto.

Manuel Lopes adiantou que, “D. José Pedreira morreu no hospital de Braga, onde se encontrava internado”.

José Pedreira foi bispo da diocese de Viana do Castelo entre 1997 e 2010.

Foi ordenado sacerdote a 12 de julho de 1959. Em 1982 foi nomeado bispo-auxiliar do Porto, com o título de bispo-titular de Elvas.

A ordenação episcopal decorreu a 19 de março de 1983, tendo como principal consagrante Armindo Lopes Coelho, na altura recentemente nomeado bispo de Viana do Castelo, e como consagrantes, Eurico Dias Nogueira, arcebispo de Braga e Júlio Tavares Rebimbas, arcebispo do Porto.

A 29 de Outubro de 1997 foi nomeado bispo de Viana do Castelo, cargo onde se manteve até ao seu pedido de resignação e consequente nomeação de Anacleto Oliveira, entretanto falecido.

O bispo de Viana do Castelo, Anacleto Oliveira, morreu em setembro, aos 74 anos, na sequência do despiste do automóvel que conduzia na Autoestrada do Sul perto de Almodôvar, no distrito de Beja.

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Viana do Castelo

Cinco extensões de saúde de Viana do Castelo reabrem na próxima semana

Estavam fechadas devido à pandemia

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Extensão de saúde de Chafé. Foto: Google Maps

Cinco das dez extensões de saúde do concelho de Viana do Castelo vão reabrir durante a próxima semana e, para as restantes, estão a ser encontradas “soluções estruturais” para retomar o atendimento aos utentes, revelou hoje a autarquia.

“Na próxima semana, temos a previsão de abertura das extensões de saúde de Vila Franca, Chafé, Castelo de Neiva, Geraz do Lima e Lanheses. Foram detetadas outras extensões que não têm condições estruturais para reabrir e estamos a resolver essa situação, nomeadamente em Alvarães, Meadela, Afife, Carreço e Vila Nova de Anha”, afirmou hoje o vereador da Câmara de Viana do Castelo com o pelouro da promoção da saúde, Ricardo Rego.

O responsável, que falava em conferência de imprensa, referiu que “a diretora dos serviços de saúde primários manifestou sempre o carácter estratégico da reabertura das extensões”, nomeadamente por tal permitir evitar “a pressão sobre os três centros de saúde do concelho, situados no centro da cidade, e nas vilas de Barroselas e Darque”.

De acordo com o vereador, a reabertura das extensões de saúde de Alvarães, Meadela, Afife, Carreço e Vila Nova de Anha ocorrerá de “forma gradual”.

Ricardo Rego admite que poderá ainda “demorar algum tempo” até estarem criadas as condições para reiniciarem a atividade, cumprindo as orientações do Ministério da Saúde e da Direção Geral da Saúde (DGS).

O vereador apontou o caso da extensão de saúde da vila de Alvarães, na margem esquerda do rio Lima, que “teve de ser relocalizada por falta de condições estruturais do espaço que ocupava”.

A extensão de Alvarães foi transferida para uma “estrutura móvel”, atualmente em fase de instalação.

“É uma estrutura provisória, móvel, que será dotada de circuitos de entrada e saída, dois gabinetes médicos, dois de enfermagem, uma sala de tratamento, duas salas de apoio e uma área administrativa. Estamos a falar de condições adequadas, porque vai servir uma área com muita população”, especificou.

O vereador acrescentou que, nas restantes extensões, a Câmara, em parceria com as Juntas e Uniões de Freguesia, “está a tentar encontrar soluções para que o serviço possa ser assegurado com a celeridade possível”.

Ricardo Rego disse que a abertura faseada das extensões de saúde resulta de um protocolo estabelecido entre a Câmara e a Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM), com o envolvimento das Juntas.

“Ajudámos a ULSAM, do ponto de vista operacional, verificando lacunas ou dificuldades que existiam para reabrir estas unidades e estamos a supri-las, nomeadamente no âmbito dos recursos humanos, com recrutamento e a alocação de assistentes operacionais, em parceira com as Juntas de Freguesia”, referiu.

No âmbito do protocolo, compete à ULSAM “garantir a atividade de prestação de cuidados de forma ininterrupta das extensões de saúde” e dotá-las “de recursos humanos específicos”.

Nas localidades onde não estejam asseguradas condições estruturais nos edifícios existentes, o município, em parceria com as Juntas e Uniões de Freguesia, está a tentar encontrar soluções para que o serviço possa ser assegurado.

No encontro com os jornalistas, realizado na unidade de retaguarda instalada no centro cultural da cidade, ativa pelo menos até final de novembro, Ricardo Rego apresentou ainda o programa de vacinação contra a gripe sazonal, que vai começar na próxima segunda-feira, nas Juntas de Freguesia.

O objetivo é “aliviar a pressão sobre os três centros de saúde do concelho”.

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