O consórcio que junta a construtora bracarense Casais e a Somafel – Railway Works Experts assinou, anteontem, a consignação da empreitada de modernização e eletrificação da Linha do Douro. Uma empreitada de 110 milhões de euros com um prazo de três anos.
António Carlos Rodrigues, CEO da Casais, salienta que é “com enorme sentido de responsabilidade” que o consórcio assume a obra adjudicada pela Infraestruturas de Portugal.
“Trata-se de uma intervenção estruturante para a região e para o país, que irá modernizar esta linha histórica, melhorar a mobilidade, reforçar a segurança e contribuir para um sistema de transportes mais sustentável”, salienta o patrão da construtora de Braga.
Esta intervenção, enquadrada no processo global de modernização da Linha do Douro, vai permitir assegurar a tração elétrica até a Peso da Régua, melhorando o serviço regional, reduzindo o tempo de percurso em cerca de sete minutos, nesta que é também uma das linhas ferroviária mais atrativas em termos turísticos, atravessando a paisagem do Alto Douro Vinhateiro, Património Mundial da Unesco desde 2001. Em resposta aos desafios da sustentabilidade e redução de emissões, permitirá ainda diminuir as emissões de CO2 na ordem das 16mil toneladas/ano com a utilização de material elétrico no troço Caíde – Peso da Régua, melhorando a eficiência e competitividade do sistema ferroviário. Após a conclusão deste investimento, será assegurado o aumento da qualidade do serviço, através da melhoria das interfaces, bilheteiras nas estações e instalação de Sistemas de Informação ao Público. Serão igualmente melhoradas as condições de acesso às estações, a apeadeiros e a construção de acessos para passageiros com mobilidade reduzida. Esta intervenção considera ainda a melhoria das condições de segurança e fiabilidade, através da modernização dos sistemas de sinalização eletrónica, telecomunicações, de informação ao público e ainda, a supressão/automatização de passagens de nível e da construção de desnivelamentos. Para além da intervenção que será agora iniciada, o troço entre Caíde e Marco de Canaveses já se encontra eletrificado e com via modernizada, correspondendo a um investimento de 33M€. Atualmente está também em curso o desenvolvimento do projeto de modernização para o troço entre Peso da Régua e Pocinho, avaliado em cerca de 180M€, assim como os estudos para o troço final entre Pocinho e Barca d’Alva correspondendo a um investimento estimado de 80M€. No cômputo geral, a modernização da Linha do Douro irá beneficiar o sistema de transporte ferroviário, com importante impacto económico e para a mobilidade nesta região, num investimento global avaliado em cerca de 460M€. Para o Ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, a modernização da Linha do Douro é mais do que um investimento em infraestruturas — é um compromisso com o interior, com a coesão territorial, com o ambiente e com o futuro do país. “Ao eletrificar o troço entre Marco de Canaveses e a Régua, estamos a dar mais um passo decisivo para tornar o Douro uma região ainda mais acessível, competitiva e sustentável. Modernizar a Linha do Douro é honrar o património ferroviário português, preservando a memória e a identidade desta região. Trata-se de um investimento que permite que o passado e o futuro viajem lado a lado, ao serviço das populações e do país.” Tags: sustentabilidade, modernizaçãoA cerimónia da consignação contou com a presença do ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, do presidente da Infraestruturas de Portugal, Miguel Cruz, entre vários outros representantes de entidades locais e nacionais..
Menos 16 mil toneladas de CO2 por ano
Segundo, uma nota do Governo, esta intervenção, enquadrada no processo global de modernização da Linha do Douro, vai permitir assegurar a tração elétrica até a Peso da Régua, melhorando o serviço regional, reduzindo o tempo de percurso em cerca de sete minutos, nesta que “é também uma das linhas ferroviária mais atrativas em termos turísticos, atravessando a paisagem do Alto Douro Vinhateiro, Património Mundial da Unesco desde 2001”.
Permitirá ainda diminuir as emissões de CO2 na ordem das 16mil toneladas/ano com a utilização de material elétrico no troço Caíde – Peso da Régua.
“Após a conclusão deste investimento, será assegurado o aumento da qualidade do serviço, através da melhoria das interfaces, bilheteiras nas estações e instalação de Sistemas de Informação ao Público. Serão igualmente melhoradas as condições de acesso às estações, a apeadeiros e a construção de acessos para passageiros com mobilidade reduzida”, destaca o Governo.
“Ao eletrificar o troço entre Marco de Canaveses e a Régua, estamos a dar mais um passo decisivo para tornar o Douro uma região ainda mais acessível, competitiva e sustentável”, defende o ministro das Infraestrutura, Miguel Pinto Luz, para quem “modernizar a Linha do Douro é honrar o património ferroviário português, preservando a memória e a identidade desta região”.