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Conselho Regional: “Norte continua a ser das regiões mais pobres do país”

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O presidente do Conselho Regional do Norte, Miguel Alves, disse hoje que a região continua a ser das mais pobres do país e até da Europa e que “não basta fazer o mesmo com mais força, é preciso fazer diferente”.

“A região Norte, com toda força que tem, com toda a pujança económica, com a vontade das suas gentes e dos seus autarcas, continua a ser, décadas depois de receber fundos comunitários, uma das regiões mais pobres do país e da Europa”, afirmou.

O responsável que falava à Lusa no final do debate sobre a participação da Região Norte no Programa Nacional de Investimentos (PNI) 2030, que decorreu hoje na Comissão de Coordenação Regional do Norte (CCDR-N) e que contou a presença do ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, defendeu que “não basta fazer o mesmo com mais força. É preciso fazer diferente, porque os recursos são escassos”.

O presidente do Conselho Regional e também da Câmara de Caminha avisou que, desta vez, o país “não pode voltar a errar” e admitiu a possibilidade de até ao final do ano se poder debater “um documento já não tão extensivo ou tão pormenorizado, mas que elenque as prioridades absolutas da Região Norte”.

Em declarações à Lusa, Miguel Alves disse ainda que esta reunião é também “o reconhecimento de que nem tudo foi sempre bem feito”, o que levou a que, “por uma vez, pela primeira vez talvez, o governo tenha tido a preocupação de ouvir aqueles que estão no território para perceber o que é necessário fazer para alavancar o território”.

“Estamos a falar de grandes investimentos. Para termos uma ideia, o que o governo nos propõe é que possamos identificar investimentos até 75 milhões de euros”, acrescentou, sublinhando que “obviamente haverá investimentos estruturantes que poderão ter este valor ou até valores superiores” que não podem ser vistos de forma isolada.

Segundo o autarca, “os investimentos na ferrovia ou em itinerários complementares, na rede de ferrovia continuada até Espanha, não devem ser vistos de forma isolada, mas inseridos num programa global a aplicar à região Norte”.

O presidente do Conselho Regional do Norte, órgão consultivo da CCDR Norte, considera que “não se pode ficar por uma soma de vontades ou soma de projetos que pode haver em cada território, porque o dinheiro não vai chegar”.

Para Miguel Alves, o aeroporto Francisco Sá Carneiro, os portos de mar, neste caso o de Leixões e o de Viana do Castelo, as infraestruturas rodoviárias e a ferrovia, são questões transversais a toda região e constituem fatores decisivos quer para as empresas, quer para os territórios.

Na abertura deste debate, o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, disse que a região Norte é “a maior plataforma exportadora” do país e que por isso a consistência dos investimentos é “muito importante para a capacidade exportadora do país”.

“É uma das zonas mais dinâmicas do ponto de vista económico do país, é uma das nossas grandes, senão a nossa maior plataforma exportadora e por isso a consistência dos investimentos nos nossos portos, na ferrovia, nas ligações à Galiza, no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, estes investimentos são certamente muito importantes para região, mas para a própria capacidade exportadora do país”, afirmou.

Pedro Marques lembrou que “o país já pagou bastante caro pela incapacidade que teve, no passado e ao longo de décadas, de consensualizar os seus principais investimentos”.

Para o governante, os avanços e recuos que aconteceram em investimentos estruturantes para o país, tem feito Portugal “pagar preços demasiado elevados, em algumas circunstâncias, o que é precisamente isto que o governo quer evitar, nesta fase.

O Programa Nacional de Investimentos 2030 define os investimentos estratégicos que o país deverá alcançar na próxima década, estando articulado com os objetivos estratégicos definidos para o Portugal 2030, neste caso nos setores da Mobilidade e Transportes, Ambiente e Energia.

Abrange as infraestruturas de nível nacional localizadas em Portugal continental com projetos ou programas com um investimento superior a 75 milhões de euros.

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Vila Verde

Festa do Caldo do Pote vai servir dezenas de sopas diferentes

Evento espera conta com mais de mil pessoas.

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Os antigos potes em ferro estão, de novo, no centro de todas as atenções em Sabariz, no concelho de Vila Verde, já que a população local e das freguesias vizinhas do Vale do Homem trabalham já para que tudo esteja pronto para, no próximo sábado, dia 22, ao final da tarde sirvam a mais de mil pessoas os sabores dos caldos feitos à moda antiga da aldeia.

É a Festa do Caldo do Pote, num serão de sábado que promete muita animação, onde mais de duas dezenas de homens e mulheres vão dedicar-se a confecionar os mais diversos caldos, com os potes em ferro, sobre o lume de diferentes fogueiras a lenha espalhadas por um terraço ao ar livre.

Estão previstos 24 caldos diferentes, estimando-se que venham a ser confecionados cerca de 1.500 litros de caldos à moda antiga, pois não há recurso a aparelhos elétricos e, tal como no tempo das boas cozinheiras deste mundo rural em que não havia varinhas mágicas, a batata cozida, por exemplo, é esmagada à colher.

Os produtos hortícolas são colhidos do campo e oferecidos pelas pessoas da terra que vão estar a preparar os caldos. Couves, repolho, nabos, nabiças e os mais variados feijões, sem esquecer as boas carnes – de vaca, porco ou galinha –, fazem parte do leque de ingredientes.

Os potes de caldo, expostos numa fileira com as respetivas fogueiras e com os vastos ingredientes bem visíveis ao público, assumem tamanhos variados, desde os 100 e 80 litros de capacidade até aos de menor dimensão, como 40 e 30 litros.

A variedade de caldos vai desde o de Pedra ao de Galinha, à Lavrador, de Ossobuco, de Farinha e o de Bacalhau. Além das propostas a apresentar por emigrantes vindos de França, Suíça e Alemanha, a listagem inclui os caldos de Ministros, Rabo de Boi, Feijão do Campo, Feijão Mireinho com Castanhas e o tradicional Caldo Verde, entre outros.
Num ambiente de festa e boa animação popular, todas as pessoas, de diferentes idades, podem provar os caldos que entenderem.

A entrada tem um preço de quatro euros, que inclui a oferta de um ‘kit’ (com oferta de malga, colher e broa) e as pessoas podem comer de todos os caldos que entenderem.

É um desafio para um final de tarde de sábado com muito convívio e recordação da saudável gastronomia campestre do interior minhoto, no recinto da sede da Junta de Freguesia de Sabariz, no centro da localidade, a festa inclui feira de produtos agrícolas e animação popular, afirmaram a O MINHO o presidente da Junta de Freguesia de Sabariz, Fernando Silva, com outro fundador, Mário Fernandes, da Associação Popular de Sabariz e sendo ambos quem desde o início do evento que se tornou um êxito, a têm impulsionado.

Integrada na Rota das Colheitas, promovida pelo Município de Vila Verde, a Festa do Caldo do Pote é organizada pela Junta de Freguesia e pela Associação Popular de Sabariz.

No recinto, que abrirá ao público a partir das 17h00, mas onde os caldos são servidos apenas a partir das 19h00, estão ainda disponíveis pataniscas – confecionadas igualmente sobre lume a lenha.

Forasteiros até da Galiza

É um evento anual de grande mobilização popular, que junta gentes vindas de todo o país e também da Galiza, incentivando a população para a recuperação dos antigos potes de ferro, considerados hoje verdadeiros artigos de luxo, mas que foram deixados quase em desuso por força de alternativas mais cómodas nas cozinhas modernas.

As cozinheiras e cozinheiros vêm das mais diferentes áreas de atividade, desde domésticas, professoras e assistentes sociais, a madeireiros, maquinistas e construtores. São quase todos de Sabariz, a que se juntam também moradores de freguesias vizinhas do Vale do Homem, acrescentaram a O MINHO ambos os organizadores.

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Região

Inquérito judicial: AIMinho afirma que o seu ex-presidente não mexeu num tostão

Mais de 50 arguidos.

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O inquérito do DIAP à Associação Industrial do Minho (AIMinho) tem já mais de 50 arguidos, entre eles o ex-presidente, António Marques e quatro outros membros da Comissão Executiva. Envolve verbas estatais e europeias de 18 milhões de euros. O «super-juiz» Carlos Alexandre determinou uma caução de 500 mil euros ao ex-presidente, e outras, de 10 a 60 mil, aos restantes dirigentes. Mas – diz fonte da AIMinho – nada foi encontrado que indiciasse corrupção, em proveito pessoal, dos visados.

Uma outra fonte ligada ao processo garantiu a O MINHO que a vida pessoal e as contas bancárias do empresário foram escrutinadas pela investigação, nada de irregular se tendo encontrado, quer em termos de dinheiro quer de bens móveis ou imóveis: “ficou provado que, tudo o que tem foi ganho enquanto administrador no grupo Espírito Santo e como empresário. Nem um tostão a mais foi encontrado, em Portugal ou no estangeiro”, disse.

O inquérito judicial – ainda sem acusação – arrancou em 2013 na sequência de uma denúncia anónima. Envolveu buscas da PJ a casa dos dirigentes e a instituiçoes e empresas ligadas à AIMinho. Entre elas, o IDITE-Minho, Instituto de Desenvolvimento Tecnológico do Minho, o IEMinho – Instituto Empresarial do Minho (de Vila Verde), o BIC-Minho (uma incubadora de empresas de Braga), e a ADRAVE- Associação de Desenvolvimento Regional do Ave (de Famalicão), entidade entretanto extinta.

Entre os 50 arguidos estão, ainda, formadores e formandos de cursos, gestores dos institutos e de empresas de consultadoria da região. São suspeitos de mau uso de fundos estatais e comunitários e de falsificação contabilística.

O “bolo” total, 18 a 19 milhões, integra verbas para ações de formação, para iniciativas de modernização de empresas e, também, para a criação de um «cluster» empresarial da construção civil na região, para captar obras no estrangeiro.

A mesma fonte assegurou que todas as ações financiadas foram executadas, tendo sido já devolvidos os dossiers levados pela PJ: “as pessoas e as empresas foram todas ouvidas. E nada consta no inquérito que prove o contrário”, disse.

Acrescenta que o ex-líder da AIMinho deu todas as explicações ao juiz, e que, “estranhamente”, este se desdobrou em perguntas sobre o antigo BES (Banco Espírito Santo) que nada tinham a ver com o assunto. “Isto é uma tentativa de assassinato de caráter”, alvitra.

Há dias, os credores da AIMinho, que deve 12 milhões de euros, votaram, no Tribunal de Famalicão a sua liquidação. O voto contra do Novo Banco, credor de cinco milhões, foi decisivo.

O ex-presidente da AIMinho, António Santos “não tem reservas” em dizer que António Marques não pegou nem num tostão. “É triste ver um homem sério, que deu 12 anos de trabalho, de borla, em prol do desenvolvimento regional, ver o seu bom nome denegrido, sem razão válida”, disse a O MINHO.

Recorde-se que, já em dificuldades de tesouraria, a AIMinho viu, em 2015, a Agência de Coesão suspender-lhe os pagamentos de projetos executados e o Ministério Público determinou, em 2018, como coação, a proibição de se candidatar a fundos comunitários em janeiro de 2018

A AIMinho tem edifícios em Braga e em Viana do Castelo, de 3,6 milhões de euros. E participações no Idite-Minho-Instituto de Desenvolvimento e Inovação Tecnológica, no IEMinho (Instituto Empresarial do Minho), e no BIC-Minho.
Investiu, também, com a Câmara de Monção, na construção de um parque empresarial em Monção, o MinhoPark, com 90 hectares.

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Alto Minho

Melgaço. Reunião descentralizada do executivo realiza-se em Gave

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O executivo municipal da Câmara de Melgaço vai reunir-se, na quarta-feira, às 14:30, na freguesia de Gave em sessão descentralizada, informou hoje aquela autarquia.

Segundo aquele município, “as sessões públicas têm percorrido as várias freguesias do concelho, garantindo, assim, a descentralização do funcionamento do órgão deliberativo municipal com o objetivo de envolver a população, proporcionando-lhes uma maior possibilidade de participação na gestão do território”.

Castro Laboreiro, Penso, Cristóval e Prado foram as freguesias que já receberam as reuniões descentralizadas do executivo municipal.

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