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Conselho das Finanças Públicas revê em baixa crescimento da economia para 1,9% em 2025

Devido ao menor investimento público e exportações
Conselho das finanças públicas revê em baixa crescimento da economia para 1,9% em 2025
Foto: Lusa

O Conselho das Finanças Públicas (CFP) prevê que a economia portuguesa cresça 1,9% este ano e 1,8% em 2026, uma revisão em baixa face ao projetado em abril devido ao menor investimento público e exportações.

A projeção para este ano fica abaixo do estimado pelo Governo, que no Orçamento do Estado para 2025 (OE2025) tinha inscrito um crescimento de 2,1%, que foi revisto para 2,4% no relatório submetido a Bruxelas, em abril.

O CFP considera, no relatório divulgado hoje, que “o crescimento em 2025 deverá ser impulsionado pelo consumo e investimento”, sendo que a projeção para o consumo privado “beneficia do impacto esperado das medidas de política económica (e administrativas) de cariz pontual”, como o suplemento extraordinário de pensões e o ajustamento das tabelas de retenção na fonte em sede de IRS.

As previsões do CFP para o Produto Interno Bruto (PIB), em políticas invariantes, inscritas no relatório “Perspetivas Económicas e Orçamentais 2025-2029 (atualização)”, comparam com estimativas de crescimento de 2,2% este ano e 2% no próximo nas previsões de abril.

Esta revisão em baixa “fica a dever-se a taxas de investimento público inferiores, em todo o horizonte, bem como a um peso das exportações no PIB mais baixo”, explica o CFP.

No que diz respeito às exportações, este poderá mesmo ser o primeiro ano no pós-pandemia com um crescimento das exportações inferior à procura externa dirigida à economia portuguesa, segundo o documento.

Já para 2027, o organismo liderado por Nazaré da Costa Cabral prevê uma desaceleração mais expressiva para 1,6%, devido ao fim do ciclo de investimentos associados ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Quanto à inflação, o CFP projeta uma redução gradual, com a taxa harmonizada a abrandar para 2,3% em 2025, após os 2,7% registados em 2024, convergindo para 2% no médio prazo.

A entidade independente deixa ainda, assim, o alerta de que cenário macroeconómico “continua pautado por um enquadramento de elevada incerteza, com os riscos a penderem maioritariamente de forma descendente sobre a atividade económica e permanecendo globalmente equilibrados para a inflação”.

Estas projeções são feitas num cenário de políticas invariantes, ou seja, apenas considerando medidas em vigor ou anunciadas com detalhe suficiente. Incluem já novas medidas face à publicação de abril, como a redução das taxas de IRS em 2025 e o novo suplemento extraordinário de pensão.

O CFP teve também em conta a informação contida no quadro de políticas invariantes recentemente enviado à Assembleia da República, a considerar na preparação da POE/2026.

 
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