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Guimarães

Conheça o sistema que a UMinho está a desenvolver e chamou a atenção da Honda

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Foto: Mônica Costa

Um projeto inovador, chamado ‘Exhaust2Energy’, coordenado pela Universidade do Minho promete recuperar energia perdida no escape dos automóveis e recuperar para a produção de eletricidade. Multinacionais como a Honda e a BorgWarner já conversaram, ainda que de forma embrionária, sobre o sistema.

“O motor de combustão interna tem baixa eficiência. Da energia que a gasolina ou o gasóleo libertam, digamos assim, só um pouco é aproveitado e convertido à energia mecânica. O resto é desperdiçado pelo sistema de arrefecimento, do radiador e pelo escape. Uma parte dessa energia do escape pode ser reaproveitada“, explica Francisco Brito, do Centro de Tecnologias Mecânicas e Materiais da UMinho, do Departamento de Engenharia Mecânica, no pólo de Azurém, Guimarães, em conversa com O MINHO.

“Ou seja, essa energia, que é em forma de calor, pode ser convertida em eletricidade através dos módulos termoelétricos, e é essa a tecnologia que usamos. A energia desperdiçada pelo escape em forma de calor, conseguimos converter uma parte em eletricidade”.

Um carro, normalmente, precisa produzir a sua própria eletricidade indo buscar energia ao motor. Tal como se nota que quando liga o ar condicionado, o motor perde um pouco de potência, o mesmo acontece quando o alternador está a carregar a bateria, para depois usar em iluminação e o resto.

Ao produzirmos eletricidade com algo que é de graça, com energia que seria desperdiçada, estamos a evitar ter que gastar potência do motor. Portanto, produzimos eletricidade e podemos usar para as luzes e outros componentes. Temos eletricidade em abundância e o carro pode incorporar muito mais componentes, em vez de serem mecânicos, seriam elétricos e muito mais eficientes. E poupamos a potência do motor e o consumo. Portanto, o carro vai gastar menos globalmente. E depois pode incorporar uma direção assistida elétrica, bombas de óleo e de água, que podem ser inteligentes”.

Nos carros híbridos pode ser ainda mais vantajoso. Quando está com o motor em combustão, a eletricidade e aumentamos a autonomia elétrica, e vai emitir menos gases.

“Esse sistema, em princípio, a ideia é que seja incorporado de origem nos automóveis. Seria uma caixa que ficaria na linha de escape com esse dispositivo que produziria a eletricidade”, explica o professor, que recorda as parcerias com a Universidade do Porto e com o Instituto Superior Técnico no projeto, além de colegas de engenharia eletrônica.

Por enquanto, foi produzido um conceito mais básico. Um sistema que possa ser instalado num automóvel está a ser desenvolvido, “mas isto demora algum tempo para chegar às marcas, muito exigentes com esses dispositivos“. As conversas com algumas empresas, como a Honda e a BorgWarner, já começaram, “ainda que sendo conversas iniciais.

“Estamos a tentar reforçar essa ligação. Mas ainda não é uma ligação muito forte, mas tivemos bastante receção dessas ideias nas conferências. Não é fácil essa ligação com essas empresas, que olham muito ao custo e todo o investimento que é feito, tem que ter um retorno. Está numa fase embrionária, mas esperamos conseguir essas colaborações”.

Enquanto o sistema não está nos automóveis, pode ser usado de outras maneiras. “Todos os processos que tenham calor desperdiçados, como chaminés, cimenteiras, cerâmicas… Tudo que liberta quantidades de calor para a atmosfera é passível de utilizar esse sistema e depois reduzir a conta elétrica dessa empresa”, explica.

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Guimarães

Guimarães ativa plano de emergência e encerra ecovia, parques e cemitérios

Covid-19

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Foto: Divulgação / CM Guimarães

A Câmara de Guimarães mandou encerrar, a partir deste sábado, a ecovia/ciclovia, os parques de lazer em todo o concelho, todos os cemitérios das freguesias, feiras e pequenos mercados ao ar livre, numa prespetiva de contenção face à pandemia de Covid-19.

As medidas foram decretadas na sexta-feira, após reunião da comissão municipal de proteção civil, onde foi aprovada a ativação do plano de emergência municipal.

“A medida justifica-se pelo aumento de casos de infeção no distrito de Braga e no concelho de Guimarães e pela iminência de uma situação de acidente grave provocada pela infeção do coronavírus”, escreveu a autarquia, em comunicado.

Saliente-se a evolução epidemiológica no concelho de Guimarães que, até às 20:30 de quinta-feira, 26 de março, e segundo os dados fornecidos pelo ACES do Alto Ave, registava 58 casos confirmados de infetados, 755 casos em vigilância e 79 a aguardar resultados dos testes.

“Esta situação exige a tomada de medidas excecionais e temporárias com vista a robustecer e alargar o esforço de contenção da propagação epidémica, com o que se procura evitar, a todo o custo, um cenário de saturação dos meios de assistência hospitalar e, assim, proteger a vida dos cidadãos mais gravemente afetados pela COVID-19”, refere a autarquia.

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Guimarães

Covid-19: Unidade de rastreio instalada em Guimarães

Atendimento a utentes críticos a partir deste sábado.

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Foto: Divulgação / CM Guimarães

A estrutura da unidade de rastreio à Covid-19 no Multiusos de Guimarães está a ser montada esta sexta-feira e a abertura decorre este sábado, 28 de março, numa articulação definida entre a Câmara de Guimarães, a ARS-Norte e UNILABS, foi hoje anunciado.

Numa primeira fase serão realizados 100 rastreios por dia e destinam-se apenas aos utentes críticos indicados pela ARS. Nos próximos dias será disponibilizada uma linha de contacto pela UNILABS aberta à comunidade a fim de efetuar agendamento para novos testes.

Em comunicado, Domingos Bragança, presidente da Câmara, reafirma a “prioridade de rastreio a todos os utentes de lares de Idosos e cuidadores”, no sentido de “minimizar a propagação do vírus e contribuir para o bom funcionamento das instituições nas respostas sociais à população idosa”, assumindo a câmara “se necessário” os custos financeiros deste rastreio.

Na mesma nota, o autarca enfatiza as medidas que a câmara tem tomado para “informar a população e apoiar as várias instituições para fazer face às necessidades acrescidas vividas neste momento, efetuando também uma reavaliação diária das medidas de prevenção adotadas e a adotar de modo a prevenir e conter a respetiva propagação”.

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Ave

Hospital de Felgueiras cedeu camas ao Hospital de Guimarães

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

O Hospital Agostinho Ribeiro, da Santa Casa da Misericórdia de Felgueiras, está a trabalhar a 20% da sua capacidade, depois de ter cedido 40 camas aos hospitais de Penafiel e de Guimarães, no Minho, no âmbito da pandemia de Covid-19, segundo fonte da instituição.

Atualmente, referiu, apenas a urgência básica e os cuidados continuados mantêm a sua atividade. Consultas externas, internamento, blocos operatórios e outros serviços prestados naquela unidade hospitalar estão encerrados.

“As urgências sofreram uma diminuição abrupta da procura”, acrescentou.

No hospital trabalham cerca de uma centena de pessoas e já houve casos suspeitos de contágio por Covid-19, que deram negativo, mas as pessoas foram colocadas em quarentena, acrescentou.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 386 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram cerca de 17.000.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu é aquele onde está a surgir atualmente o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, com 6.077 mortos em 63.927 casos. Segundo as autoridades italianas, 7.024 dos infetados já estão curados.

Em Portugal, há 30 mortes, mais sete do que na véspera, e 2.362 infeções confirmadas, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, que regista mais 302 casos do que na segunda-feira.

Dos infetados, 203 estão internados, 48 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 22 doentes que já recuperaram.

Portugal encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de quinta-feira e até às 23:59 de 02 de abril.

Além disso, o Governo declarou dia 17 o estado de calamidade pública para o concelho de Ovar.

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