Seguir o O MINHO

Ave

Condutora condenada por morte de passageiro em acidente em Famalicão

Tribunais

em

Foto: DR / Arquivo

O Tribunal da Relação de Guimarães condenou a um ano de prisão, com pena suspensa, uma jovem condutora que em 2016 se despistou em Pedome, Famalicão, provocando a morte do passageiro que seguia a seu lado.

A condutora, que na primeira instância tinha sido absolvida, foi condenada por homicídio por negligência.

Por acórdão de 09 de março, hoje consultado pela Lusa, a Relação aplicou-lhe ainda a pena acessória de proibição de conduzir veículos com motor pelo período de seis) meses.

O acidente registou-se no dia 18 de Outubro de 2016, pelas 20:10, na via intermunicipal (VIM) que liga Joane, em Famalicão, a Vizela.

Segundo o tribunal, o piso era em betuminoso e estava em “mau estado de conservação”, além de molhado e escorregadio por força dos chuviscos que se faziam sentir.

A viatura conduzida pela arguida despistou-se e atravessou toda a VIM, acabando por embater noutro veículo.

Um jovem de 21 anos que seguia ao lado da arguida acabou por morrer no local.

Na primeira instância, a arguida tinha sido absolvida por não ter sido possível apurar a velocidade a que a ela seguia.

No entanto, a Relação considera não haver dúvidas de que a causa do embate foi a “condução deficiente” da arguida, “traduzida no facto de ter violado o especial dever de cuidado que sobre si recaía de adequar a velocidade ao estado do tempo e condições particulares da estrada”.

“O perigo que representa uma condução de noite e nessas condições foi negligenciado pela arguida”, sublinha o acórdão.

Na altura do acidente, a arguida alegou que quem conduzia a viatura era o jovem que seguia a seu lado, mas posteriormente acabou por confessar que era ela a condutora.

Na medida da pena, a Relação ponderou, a favor da arguida, a inexistência de antecedentes criminais, o facto de já terem decorrido mais de três anos sobre a data do acidente e a sua integração familiar, profissional e social.

Sublinhou, no entanto, que a arguida “não interiorizou a gravidade e desconformidade da sua conduta à lei”.

“Na verdade, pese embora tenha admitido ter perdido o controlo do veículo, não reconheceu ter-se o mesmo devido à inadequação da velocidade que imprimiu ao veículo”, lê-se ainda no acórdão.

A arguida disse que se limitou a travar por ter avistado as luzes de travagem do veículo que seguia à sua frente, entrando em despiste por o piso alegadamente estar “molhado e gorduroso”.

Anúncio

Guimarães

Junta de freguesia angaria viseiras e máscaras para instituições de Guimarães

Covid-19

em

Foto: Divulgação

O Grupo de Apoio Social na Margem do Ave (GASMAVE), uma associação da União de Freguesias de Briteiros Santo Estévão e Donim, no concelho de Guimarães, angariou viseiras e máscaras junto de empresas da região para proteger instituições do concelho.

Em nota enviada à imprensa, a autarquia revela que foram várias as empresas “parceiras” que se disponibilizaram para que o material fosse angariado e cedido a instituições como o Centro de Saúde das Taipas e Briteiros, o Lar de Donim da Misericórdia de Guimarães, a APCG e a Poberello.

“Desta forma a GASMAVE procura continuar o seu contributo para o esforço coletivo de combate à pandemia do novo coronavírus, uma iniciativa só possível pela parceria de empresas como a Embalacut”, refere a mesma nota.

O concelho de Guimarães é o segundo mais afetado pela pandemia Covid-19 na região do Minho, com 70 casos já confirmados oficialmente pela Direção-Geral de Saúde, no boletim de domingo.

Continuar a ler

Guimarães

Fábrica de Guimarães mantém laboração para calçar “guerreiros da pandemia”

A vimaranense Lavoro continua em plena laboração, produzindo calçado para profissionais de saúde, bombeiros, militares do exército e trabalhadores de supermercados e da área da logística.

em

Foto: DR

Centrada no nicho de equipamento de proteção individual (EPI), a fabricante portuguesa de calçado Lavoro, de Guimarães, continua em plena laboração, para “não deixar descalços” aqueles que estão na linha da frente do combate à pandemia da Covid-19.

“Temos de manter a fábrica aberta, para ajudar toda a indústria que está agora em pressão e todos os profissionais e toda a gente que continuam a servir a população, tanto em Portugal como no estrangeiro”, refere à Lusa Teófilo Leite, administrador da Indústria de Comércio de Calçado, que detém a marca Lavoro.

Profissionais de saúde, bombeiros, militares do exército e trabalhadores de supermercados e da área da logística são agora, com a Covid-19 a fazer estragos um pouco por todo o lado, os grandes focos da empresa.

Para segundo plano, à espera de melhores dias, fica por agora o calçado para a construção civil e várias outras atividades industriais que normalmente têm um peso decisivo no volume de negócios.

Teófilo Leite fala numa quebra de cerca de 60 por cento, mas sublinha que uma empresa “bem calçada” como a Lavoro não vai abaixo com facilidade.

“Não há mal que não traga bem”, atira o administrador, convicto de que aquela quebra será compensada com novas encomendas provenientes de outros setores de atividade que atualmente “dão o peito às balas” no combate à Covid-19.

Como exemplo, aponta parceiros na Alemanha que estão a reforçar encomendas de calçado à prova do frio, para operar nas áreas da refrigeração e armazenamento do setor alimentar.

No último ano, a Lavoro faturou 17 milhões de euros e para este colocou a fasquia nos 20 milhões.

Uma meta que se mantém, apesar da crise pandémica.

Entre 65 e 70 por cento da produção é para exportação para perto de 60 países, sobretudo da Europa, mas o calçado de segurança da Lavoro chega também a destinos mais ou menos improváveis, como a Mongólia.

A fábrica emprega 240 trabalhadores, a esmagadora maioria dos quais se mantém ao serviço, com exceção daqueles, poucos, que apresentam alguma patologia que os poderá tornar mais vulneráveis face a um eventual ataque do novo coronavírus.

Ana Rita, uma das responsáveis pelo plano de contingência da empresa, explicou à Lusa que, mal se começou a ouvir falar nesse “bichinho”, a empresa analisou as fichas clínicas de todos os colaboradores.

“Os que tinham alguma patologia associada foram mandados para casa, assim como colocámos em teletrabalho todos os que tinham condições para isso”, referiu.

Um dos que está em teletrabalho é Teófilo Leite pai, o homem que há 30 anos fundou a Lavoro e que não se deixa atemorizar pelo momento “complexo” que se vive em Portugal e no mundo.

Por videoconferência, o fundador da empresa disse à Lusa que há que ter a serenidade suficiente para “entender” o momento e a sagacidade necessária jogar “em antecipação”.

Apontou, como exemplo, um projeto de calçado para diabéticos que a empresa tem em curso e que agora deve ser acelerado, para abrir novos mercados ao mercado da Lavoro.

“Temos que olhar para crises anteriores e retomar o plano de substituição das importações – o ‘compre o que é nosso’ é muito importante -, ao mesmo tempo que temos de aumentar as exportações”, referiu.

Entretanto, a laboração segue a velocidade de cruzeiro.

Nalguns casos, como diz Teófilo Leite filho, a empresa está até a fazer horas extras para atender às encomendas de produtos específicos para quem está envolvido no combate à pandemia.

À incerteza que inquieta na atualidade, o empresário contrapõe uma certeza que lhe dá força para continuar: “vai ficar tudo bem, seguramente”.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 100 mortes, mais 24 do que na véspera (+31,5%), e registaram-se 5.170 casos de infeções confirmadas, mais 902 casos em relação a sexta-feira (+21,1%).

Dos infetados, 418 estão internados, 89 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 43 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 02 de abril.

Além disso, o Governo declarou no dia 17 o estado de calamidade pública para o concelho de Ovar.

Continuar a ler

Ave

Covid-19: Famalicão regista primeira morte

Idosa de 91 anos

em

Foto: Divulgação / CM Famalicão (Arquivo)

Uma idosa de Vila Nova de Famalicão, que estava infetada com Covid-19, morreu, este domingo, anunciou a autarquia.

A vítima, que era utente do Centro Social de Bairro, naquele concelho, tinha 91 anos.

“É a primeira famalicense conhecida a falecer em virtude da pandemia”, lê-se numa nota divulgada nas redes sociais, ao final da noite.

Acrescenta a Cidade Hoje, rádio daquela cidade, que a idosa morreu no hospital local.

Até às 24:00 horas de sábado, morreram em Portugal 119 pessoas, segundo os dados mais recentes da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Oficial: 208 infetados em Braga e 70 em Guimarães. Há 472 casos confirmados no Minho

Detetado em dezembro de 2019, na China, o novo coronavírus já infetou mais de 667 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 31.000.

Dos casos de infeção, pelo menos 134.700 são considerados curados.

Continuar a ler

Populares