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Concelhos no Algarve fecham praias

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

A Câmara de Albufeira juntou-se hoje a outras autarquias do Algarve e interditou os acessos às praias do concelho, como medida para evitar a propagação da pandemia de covid-19, anunciou hoje o município.

A autarquia algarvia referiu que “os parques de estacionamento” junto às praias “são monitorizados por agentes de segurança” e apelou à população para “que se respeitem as recomendações da DGS [Direção-Geral da Saúde]” para manter o isolamento social e assim conter a expansão da pandemia.

“A partir de hoje, estão interditados os parques que dão acesso às praias Galé Oeste, Galé (estrada de acesso à praia), Evaristo, Castelo, S. Rafael, Arrifes, Santa Eulália, Maria Luísa, Olhos de Água e Barranco”, anunciou a autarquia num comunicado.

A mesma fonte garantiu estas novas medidas para “proteger a população” vão ser “monitorizadas pelas forças de segurança”, que ficarão encarregadas de “evitar qualquer situação de risco”, quando Portugal entrou na “fase de mitigação da Covid-19, no âmbito do Plano de Emergência Nacional”.

A Câmara de Albufeira segue assim outra quatro autarquias do distrito de Faro que desde sexta-feira interditaram o acesso às praias dos respetivos concelhos.

Lagos e Lagos interditaram às suas praias na sexta-feira e foram seguidas no sábado por Loulé e Portimão, que adotaram medidas semelhantes no sábado, depois de se ter verificado um aumento do número de pessoas que se deslocavam para passeios nessa zona, criando aglomerados que comprometiam as medidas de isolamento social determinadas pelas autoridades sanitárias.

O município de Lagoa interditou as zonas de praia com o “objetivo de dissuadir a população de realizar passeios em grupos ou em zonas onde se juntem aglomerados de pessoas” e recordou que “o município de Lagoa decretou o alargamento do estado de alerta até ao final do mês de abril” e “há a registar o falecimento de duas vítimas por Covid-19 no concelho”.

Em Lagos a decisão foi tomada por “tempo indeterminado” e nas zonas que foram identificados como “locais aprazíveis” e “mais propícios à concentração de pessoas”, sendo “suscetíveis de gerarem comportamentos contrários aos objetivos que levaram à imposição do estado de Emergência Nacional” e que visam o isolamento social, argumentou a autarquia.

“Decidiu-se condicionar os acessos às praias do Trafal, Loulé Velho e Almargem, assim como encerrar os parques de estacionamento nas zonas do litoral, em Almancil: no Garrão Nascente, Vale do Lobo, Quinta do Lago, Dunas Douradas e Ancão, e, em Quarteira, no Passeio das Dunas”, anunciou de Loulé num comunicado.

A Câmara de Portimão interditou oito quilómetros de praias e áreas de litoral do concelho, para evitar aglomerados de pessoas e conter a expansão da pandemia de Covid-19, depois de se verificar que “havia pessoas a deambular no molhe [da cidade], na Praia da Rocha e outras praias do concelho”.

A medida também se aplica em Alvor e somou-se a um “reforço da fiscalização de viaturas nas entradas da cidade” para evitar deslocações de pessoas de fora do concelho e que estejam a desrespeitar a determinação de permanência na zona de residência para garantir o isolamento social imposto pelas autoridades sanitárias.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 667 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 31.000.

Dos casos de infeção, pelo menos 134.700 são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, segundo o balanço feito sábado pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 119 mortes, mais 19 do que na véspera (+19%), e registaram-se 5.962 casos de infeções confirmadas, mais 792 casos em relação a sábado (+15,3%).

Dos infetados, 486 estão internados, 138 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 43 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 02 de abril.

Além disso, o Governo declarou no dia 17 o estado de calamidade pública para o concelho de Ovar.

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Nadadores-salvadores alertam banhistas para risco máximo de afogamento

Por haver praias ainda sem vigilância

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Foto: DR / Arquivo

A Federação Portuguesa de Nadadores-salvadores lançou hoje um alerta de risco máximo de afogamento, durante o fim de semana, por haver praias ainda sem vigilância, lembrando que houve pelo menos cinco mortes, na última semana.

“Consideramos que, neste momento, há um risco muito elevado de afogamento em Portugal”, disse à agência Lusa o presidente da entidade, Alexandre Tadeia.

De acordo com dirigente, o aviso surge pelo facto de haver uma “grande procura para ir a banhos” dos portugueses, devido às temperaturas altas, e por ainda não ter sido aberta oficialmente a época balnear.

“Claramente, há uma grande vontade dos cidadãos irem a banhos à praia”, realçou, reiterando que a maioria das praias ainda se encontra sem nadadores-salvadores, lembrando que, na última semana, houve “três mortes por afogamento no litoral e duas no interior”.

Apontando para uma grande afluência às praias neste fim de semana, o dirigente pediu aos banhistas que tentem ir para uma zona vigiada, tomando as devidas precauções.

“Apenas em algumas zonas do país, de uma forma muito pontual, é que existe já assistência a banhistas, mas na sua maioria só a partir do dia 06 [de junho]”, disse.

No âmbito da pandemia da covid-19, o Governo determinou que a época balnear só começa, este ano, em 06 de junho.

À Lusa, Alexandre Tadeia relembrou ainda que já foram contabilizadas 48 mortes por afogamento em 2020.

“Neste ano, já vamos com mais mortes no que em igual período do ano passado. Há uma semana, tínhamos 44 mortes por afogamento, enquanto em 2019 tínhamos apenas 28. Calculámos que estamos perante já 48 afogamentos, o que é, de facto, um valor muito elevado nesta altura do ano”, referiu.

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Governo assegura alternativa para moradores sem condições para isolamento

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

O Governo vai identificar locais alternativos para o confinamento domiciliário sempre que se comprove que as habitações não tenham condições de habitabilidade para se cumprir o isolamento, disse hoje a ministra da Saúde.

O Governo, em articulação com diversas entidades, designadamente os municípios, vai identificar locais alternativos “para o confinamento domiciliário quando se comprove que as condições de habitabilidade” não reúnem os critérios para o isolamento, afirmou a ministra da Saúde, Marta Temido, durante a conferência de imprensa diária de balanço sobre a pandemia em Portugal.

Esta é uma das medidas da estratégia de contenção de casos na região de Lisboa, que tem representado, nos últimos oito dias, 85% dos novos casos de covid-19 registados no país, explicou.

Em resposta à agência Lusa, a ministra aclarou que a solução está a ser preparada, tal como já foi usada no passado para utentes de lares, a partir da rede de Pousadas da Juventude e da colaboração de outros parceiros.

“O que estamos a considerar é uma atuação conjunta, entre Saúde, Segurança Social e outras entidades, no sentido de também aqui em Lisboa essas estruturas poderem ser direcionadas para esta população-alvo”, acrescentou.

A criação de um plano de realojamento de emergência para as pessoas que vivam em habitações precárias e sobrelotadas foi anunciada pelo Governo na sexta-feira, após o Conselho de Ministros, que aprovou medidas para a terceira fase de desconfinamento no âmbito da covid-19.

A estratégia de contenção focada na região de Lisboa prevê também o rastreio de infeção pelo novo coronavírus “focado nas atividades em que se têm verificado maior incidência e surtos da doença”, nomeadamente nas áreas ligadas à construção civil, cadeias de abastecimento, transporte e distribuição, setores caracterizados por uma “grande rotatividade dos trabalhadores” e recurso ao trabalho temporário, afirmou Marta Temido.

Segundo a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, também presente na conferência de imprensa, já foram identificados cerca de 140 casos positivos na construção civil, tratando-se de um número provisório que será atualizado com o reforço dos testes neste setor.

De acordo com a ministra, no âmbito desta estratégia, vai também ser assegurada a testagem de todas as pessoas que tenham “determinada vigilância” por parte das autoridades de saúde.

A determinação do confinamento obrigatório dessas pessoas e a garantia deque o mesmo se realiza pelas forças de segurança são outras das medidas da estratégia, que prevê ainda um acompanhamento clínico diário, referiu.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 364 mil mortos e infetou mais de 5,9 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de 2,4 milhões de doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 1.396 pessoas das 32.203 confirmadas como infetadas, e há 19.186 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

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MAI assegura que bombeiros estão prontos até porque não se pode “adiar o Verão”

Incêndios

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O ministro da Administração Interna assegurou hoje que os bombeiros “estão prontos” para o combate aos incêndios, sem descurar o apoio à pandemia, sublinhando que o Governo pode fechar e atrasar muitas coisas, mas não pode “adiar o verão”.

“O Governo pode dar moratórias no pagamento de impostos, atrasar pagamentos de rendas, determinar o fecho de atividades económicas, mas não consegue adiar o verão”, afirmou Eduardo Cabrita, em declarações aos jornalistas no final de uma visita à Liga dos Bombeiros Portugueses, em Lisboa, em que acompanhou o Presidente da República e o primeiro-ministro.

O ministro detalhou que este ano o combate aos incêndios será feito por “12.000 homens e mulheres” – em que os bombeiros voluntários são “a principal componente” -, e que até já tiveram de entrar em ação.

“Já esta semana o demonstraram: 46 incêndios rurais anteontem [quinta-feira] e quase 500 operacionais nesta primeira semana de tempo quente”, afirmou.

Eduardo Cabrita elogiou o papel dos bombeiros na pandemia de covid-19, dizendo que estiveram “na primeira linha de proximidade” em situações como o acompanhamento de doentes ou de isolamento profilático.

“Nestes meses foi preparada a resposta que nos dá a confiança que estaremos prontos para responder aos desafios dos próximos meses, respondendo ao desafio da pandemia, que não terminou”, disse.

O ministro desejou que, no próximo ano, o Dia do Bombeiro Português – que se assinala anualmente no último fim de semana de maio – possa voltar a ser celebrado nos moldes habituais, tal como o presidente da Liga, Jaime Marta Soares, que agradeceu a visita dos responsáveis políticos a esta instituição.

“Foram para nós um consolo de alma e um sentimento de gratidão, quando disseram que gostariam de fazer uma visita a este local que será o ex-líbris, a casa dos soldados da paz”, afirmou.

Antes da visita à Liga dos Bombeiros Portugueses, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e o primeiro-ministro, António Costa, acompanhados do ministro da Administração Interna e do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, visitaram no cemitério dos Prazeres um monumento dedicado à memória dos bombeiros municipais da capital, datado de 1875, depositando em seguida coroas de flores no talhão dos sapadores bombeiros.

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