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Compras presenciais com cartão caíram 12,5% e ‘contactless’ mais do que duplicou

Economia

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Foto: DR / Arquivo

As compras presenciais com cartões portugueses recuaram 12,5% em número e 10,6% em valor durante a pandemia, enquanto os pagamentos ‘contactless’ mais do que duplicaram, divulgou o Banco de Portugal (BdP).

“No subperíodo de pandemia [entre abril de 2020 e março de 2021], e em comparação com o subperíodo anterior, as compras presenciais com cartões portugueses diminuíram 12,5% em número e 10,6% em valor, e os levantamentos de numerário reduziram-se 25,2% em número e 16,3% em valor”, revelou o relatório do sistema de pagamentos 2021 do BdP.

Neste período, verificou-se um “crescimento muito significativo” (167,5% em número e 285,4% em valor) das transações ‘contactless’ (sem contacto).

No mesmo sentido, as compras ‘online’ com cartões portugueses aumentaram 39,3% em número e 31,1% em valor.

Em comparação com o período pré-pandemia [entre abril de 2019 e março de 2020], as operações baseadas com cartão cederam 14% em número e 7,3% em valor, enquanto os cheques diminuíram 31,2% em número e 33,8% em valor.

“No caso dos cartões, os períodos de confinamento geral obrigatório e o encerramento do comércio justificaram a redução observada. No caso dos cheques, a descida foi determinada pelo decréscimo da atividade em setores nos quais este instrumento é comummente usado (por exemplo, pagamentos de empresas a fornecedores) e pela substituição por instrumentos de pagamento eletrónico”, explicou.

Os débitos diretos, por seu turno, perderam 5,7% em número e 9% em valor.

No sentido oposto, entre o subperíodo de pandemia e de pré-pandemia, as transferências a crédito aumentaram 9,7% em número e 2% em valor, enquanto as transferências imediatas cresceram 57,9% em número e 29,5% em valor.

Já no subperíodo de vacinação (entre abril e dezembro de 2021), houve um aumento de todas as operações, com destaque para as compras com recurso ao ‘contactless’, que progrediram 93,4% em quantidade e 113,3% em valor.

“[…] A pandemia teve um impacto mais negativo nas transações presenciais e/ou que implicam o manuseamento do cartão de pagamento. Os consumidores portugueses procuraram soluções alternativas a pagamentos com cartões mediante a inserção de PIN nos terminais de pagamento, e reduziram os levantamentos de numerário”, notou o supervisor financeiro.

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