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Braga

Comércio de Braga prepara novo confinamento à espera de melhores dias

Lojistas esperam retoma ainda em 2021, mas aquém de anos anteriores

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Avizinha-se um novo confinamento e os proprietários dos espaços comerciais do centro histórico de Braga já preveem um ano tão duro como o anterior. As previsões são pouco otimistas, o turismo desapareceu e há quem já só espere por 2022 para voltar a ganhar dinheiro.

Os lojistas da Rua do Souto, no centro histórico de Braga, estão alerta com o anúncio do Governo para um novo confinamento a partir da próxima quinta-feira, à meia-noite.

Olinda Silva, funcionária da Loja do Tesouro do Museu da Sé, desabafa a O MINHO: “Este mês foi praticamente zero em termos de faturação. Hoje nem abrimos o museu, não apareceu um único turista para visitar”. A loja é uma das principais casas de artesanato e recordações na Rua do Souto, principal artéria comercial do centro histórico.

Olinda Silva, funcionária da Loja do Tesouro do Museu da Sé. Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

“A Páscoa e a Semana Santa são fundamentais para aguentar durante o resto do ano. O ano passado não houve celebrações e para este ano também já não estamos a contar. As expectativas são más, mesmo muito más, e a partir desta quinta-feira devemos fechar, para um novo confinamento”, prevê a lojista, enquanto olha para a rua sem turistas e meio vazia.

Marisa Matos e André Silva abriram a “Palhusca”, uma mercearia urbana e gourmet na Rua do Souto, no início do ano passado, a 13 de março. Este será o terceiro confinamento a que o negócio resiste, mas a incerteza do dia-a-dia leva o casal a duvidar. “Se isto não melhorar, consigo aguentar-me mais 6 meses com capitais próprios, depois vou ter de pensar o que vou fazer. Andamos em círculos e os apoios do governo não chegam”, diz André Silva a O MINHO.

Marisa Matos e André Silva, da mercearia gourmet “Palhusca”. Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

“Estamos a viver uma incerteza muito grande, que nem nos permite estabilizar clientela, nem estabilizar o negócio. Estimamos que este primeiro trimestre vá ser caótico, mas que a partir da primavera as coisas melhorem e que no verão já haja algum movimento na cidade, mas nunca como em anos anteriores”, acrescenta.

O “Sé La Vie”, no Rossio da Sé de Braga, passou dois meses fechado no ano passado. Os clientes ainda não recuperaram a confiança para frequentar o interior do estabelecimento e Filipe Palas, dono do bar, está a viver da esplanada.

Filipe Palas, proprietário do Sé La Vie. Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

“No ano passado, as quebras na faturação rondaram os 70%, este ano estamos à espera que melhore um pouco, mas nada comparado com o normal. Esperamos, com o novo confinamento que se aproxima, estar fechados, pelo menos, mais um mês”, afirma Filipe Palas.

As restrições nos horários de funcionamento dos bares são um dos principais impedimentos para um acréscimo no volume de faturação do estabelecimento e, quanto ao turismo, “talvez, se tudo correr bem, só lá para 2022”, acrescenta o proprietário.

“Associação Comercial de Braga acredita que este ano será de recuperação económica”

A ACB regista fortes quebras na faturação dos negócios associados aos setores do turismo, da restauração e da moda e acessórios. Em contraciclo estão os setores relacionados com a tecnologia, decoração de interiores e equipamentos para o lar, sentiram aumentos na faturação.

Rua do Souto. Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

 

“São necessários apoios robustos e urgentes às empresas, nomeadamente ao comércio, à restauração e aos serviços de vendas ao público. Os apoios do governo têm sido lentos e insuficientes para empresas que vêm há 9 meses a sofrer quebras significativas na faturação”, afirma Rui Marques, diretor geral da ACB.

A ACB recomenda aos comerciantes que se informem devidamente sobre as medidas de apoio fomentadas pelo governo e que invistam na digitalização dos seus negócios: “Às vezes até podem ser atitudes simples, como ligar aos clientes ou dinamizar as redes sociais da empresa”.

A ACB “acredita que este ano será de recuperação económica” e que após o primeiro semestre a economia vai começar a dar sinais de melhoria.

Braga

“Automobilistas cumpriram confinamento em Braga”

Fiscalização

Foto: O MINHO

Os automobilistas cumpriram este sábado as regras de confinamento devidas à pandemia covid-19, em Braga, porque todos aqueles que foram controlados pela PSP tinham razões para se deslocarem, bem como documentos, como constatou O MINHO, durante a tarde.

As operações tiveram lugar nos principais acessos à cidade, como a Estrada Nacional 103, no viaduto junto à Rotunda do E.Leclerc, em Ferreiros, mas também em outras zonas com mais movimento comercial, também pela EN103, entre as quais a Rotunda das Piscinas, entre os centros comerciais Braga Parque e Minho Center, de São Victor para Lamaçães.

O comissário Davide Ochoa, natural de Gondifelos, concelho de Famalicão, disse a O MINHO que nas operações desta tarde “todos os automobilistas [fiscalizados] tinham os seus motivos justificados, comprovados documentalmente, para poderem circular naqueles locais pela via pública”.

Foto: O MINHO

Foto: O MINHO

Foto: O MINHO

Foto: O MINHO

Foto: O MINHO

Segundo o mesmo oficial da PSP, “as pessoas de um modo geral também, aqui em Braga, estão a corresponder e bem ao alerta do primeiro-ministro, verificando-se hoje, no início do fim de semana, uma grande diminuição do fluxo rodoviário na cidade de Braga”.

No primeiro fim de semana de aplicação das regras mais apertadas, a PSP desencadeou ações fiscalizadoras em todo o país, tendo O MINHO acompanhado a par e passo aquelas que decorreram hoje na capital do distrito de Braga, onde a chuva abundante, bem como outras más condições atmosféricas, como foi o caso do vento, terão dissuadido eventuais deslocações de automóvel, à margem das regras gerais dos confinamentos em residências.

O Comando Distrital de Braga da Polícia de Segurança Pública tem realizado operações, ao longo dos últimos meses, ultimamente intensificadas, no quadrilátero urbano minhoto, de Braga, Barcelos, Famalicão e Guimarães, também dentro das cidades, mais nas áreas pedonais, evitando-se os ajuntamentos e promovendo o necessário distanciamento físico.

Durante toda a tarde, o comandante distrital da PSP de Braga, superintendente Henriques Almeida, foi passando pelos vários pontos de paragem para os automobilistas, bem como o chefe da Área de Operações da PSP/Braga, intendente Lopes Soares, a par do intendente Rogério Soares, da Inspeção da PSP, que se tem deslocado aos Comando da PSP a Norte.

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Braga

Hospital de Braga desmente que existam profissionais a passar fome e sem apoio

Esclarecimento

Foto: DR

Algumas publicações difundidas nas redes sociais, ao longo da última semana, davam conta da necessidade de recolha de bens alimentares para alimentar profissionais de saúde do Hospital de Braga.

Todavia, este sábado, o hospital veio “esclarecer” e desmentir essa necessidade, por se “tratar de um tema sensível que merece transparência total”.

Em comunicado enviado às redações, o hospital afirma que “nunca foi reportado ao Hospital de Braga nenhum caso de necessidade de bens alimentares para os profissionais”.

“Em caso de necessidade, o Hospital de Braga, cumprirá com os seus deveres institucionais para assegurar e garantir o bem-estar físico dos seus profissionais”, assegura a nota enviada à imprensa.

O Hospital de Braga afirma ainda que “disponibiliza, desde março, uma equipa de psicólogos do Serviço de Psiquiatria para dar apoio psicológico aos profissionais que dele necessitem”.

“Entendemos a preocupação existente nesta altura de pandemia, tornando-se, no entanto, imperioso o esclarecimento desta informação. Pedimos, ainda, a sensibilização da população para que, sempre que necessário, se informe junto dos meios oficiais do Hospital”, finaliza a nota do hospital.

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Braga

CDU pede à Câmara de Braga que encontre soluções provisórias para instalar tribunais

Tribunal de Família e Menores e Tribunal Administrativa e Fiscal

Foto: O MINHO (Arquivo)

A vereadora da CDU na Câmara de Braga, Bárbara Barros apresentou uma proposta para ser votada na reunião do Executivo de segunda-feira, na qual pede que o Município transmita ao Governo a sua disponibilidade para encontrar soluções provisórias para instalar os tribunais, Administrativo e Fiscal e de Família e Menores, de Braga.

Em análise na reunião, estarão, entre outros assuntos, a proposta de classificação da DOMUS da Escola Velha da Sé como bem cultural de interesse municipal; a prorrogação do prazo de revisão do Plano Director Municipal (PDM); contratos interadministrativos de delegação de competências a celebrar com diversas Freguesias e apoios financeiros.

Aquela proposta da CDU tem em conta que ambos os tribunais se defrontam com uma crónica falta de espaço, situação que se agravou com a pandemia, o que obrigou a que os julgamentos do Administrativo com mais de três advogados tivessem sido transferidos, no começo do ano, para uma sala do antigo Tribunal de Famalicão.

Já o de Família e Menores, cujas salas são de tamanho diminuto, passou para o edifício dos Granjinhos, para um andar que o Ministério da Justiça havia arrendado para nele instalar o Tribunal Administrativo.

O espaço, já de si exíguo, do Tribunal de Família, e as regras das autoridades sanitárias obrigaram à criação de uma sala de isolamento, que substituiu a dos advogados. Estes profissionais tinham de vir para a rua ou para o café, para tentarem chegar a acordo em processos que envolvem a tutela de menores.

Já o Administrativo tem atualmente 18 juízes e apenas três salas de audiência, estando os funcionários em salas apertadas e com processos em cadeiras por falta de estantes.

A situação arrasta-se há vários anos, motivando que cada juiz tenha 400 processos em mãos, o que, por seu turno, provoca atrasos, de seis a oito anos, na realização de julgamentos e de dois a três anos para que uma sentença seja dada.

Na proposta, a CDU salienta que a mudança de julgamentos para Famalicão obriga a deslocações de funcionários e dos próprios processos, e pede ao Governo que acelere a concretização do projeto arquitetónico de ampliação do Palácio da Justiça – que a Câmara já prometeu decidir com rapidez – , onde existe espaço vazio para o efeito, e para onde poderá ir o Tribunal de Família.

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