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Alto Minho

Comércio de Arcos de Valdevez e Ponte da Barca recebe viseiras para iniciar retoma

Covid-19

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Foto: Reuters

Cerca de 700 empresas situadas nos centros históricos de Arcos de Valdevez e Ponte da Barca começaram hoje a receber viseiras de proteção facial para retomar a atividade em segurança e com “muita esperança” no futuro.


“A mensagem que queremos transmitir com a entrega das 2.000 viseiras é sobretudo de esperança. A pandemia de covid-19 teve um impacto muito significativo no tecido empresarial dos dois concelhos, mas temos de acreditar e temos de retomar a atividade, de forma segura. O país precisa, as pessoas precisam, as empresas precisam. É bom para o nosso bem-estar”, disse hoje à Lusa o vice-presidente da Associação Comercial e Industrial de Arcos de Valdevez e Ponte da Barca (ACIAB), Francisco Peixoto Araújo.

O responsável, que falava à margem da ação iniciada hoje de manhã no centro histórico de Arcos de Valdevez, no distrito de Viana do Castelo, com a entrega de viseiras de proteção facial a empresas de comércio tradicional, disse não dispor de números oficiais do impacto económico que o surto do novo coronavírus causou, mas garantiu ter deixado “um rasto muito significativo”, com “muitas empresas fechadas e mais de um mês de paragem completa”.

“Para dar um exemplo que pode espelhar bem o impacto da pandemia na região”, referiu “um restaurante no centro histórico de Arcos de Valdevez”, onde hoje foram entregues viseiras, que “empregava 15 pessoas, fechou durante um mês e meio e está agora a retomar a atividade, em regime de ‘take away’, com um terço de trabalhadores”.

“Há 10 pessoas em casa, sem trabalhar [naquele restaurante]”, acrescentou o responsável da ACIAB que representa 1.200 empresas.

Apesar das dificuldades, Francisco Peixoto Araújo sublinhou o esforço de muitas empresas “para dar a volta por cima”.

“Vejo e sinto as empresas a tentarem dar a volta, desde cafés, restaurantes, talhos. A terem uma atitude positiva, a tentarem reinventar-se, a trabalharem muito com as redes sociais. Tudo isso é importante para que a empresas estejam presentes na economia, atualmente”, disse.

Segundo Francisco Peixoto Araújo, a ação de hoje incluiu a entrega, em média, de três viseiras por empresa, sendo que a ACIAB poderá vir a adquirir mais material de proteção para distribuir às empresas.

“Caso seja necessário, dentro das nossas possibilidades, porque estas 2.000 viseiras representaram um esforço financeiro superior a cinco mil euros, iremos comprar mais para entregar. É importante que a economia começa a rolar, o mais depressa possível, dentro das medidas de precaução que todos temos consciência que são necessárias”, referiu.

Além da primeira medida de prevenção hoje realizada, a ACIAB criou um sítio na Internet, instalado no portal da associação, para dar a conhecer e promover os serviços das empresas dos dois concelhos.

O serviço já reúne 50 empresas, mas o seu objetivo é alargar este universo, sendo que a ACIAB vai ainda avançar “com a instalação de ‘outdoors’ com apelos aos consumidores para que comprem no comércio tradicional dos dois concelhos, ajudando a dinamizar o tecido empresarial e a manter os postos de trabalho”.

A entrega decorreu de manhã em Arcos de Valdevez, em 14 empresas, sendo que durante a tarde serão entregues a outras 14 de Ponte da Barca, com o apoio das autarquias dos dois concelhos do Alto Minho.

A nível global, segundo um balanço da AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 176 mil mortos e infetou mais de 2,5 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Mais de 567 mil doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Portugal regista 762 mortos associados à covid-19 em 21.379 casos confirmados de infeção, segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia.

Relativamente ao dia anterior, há mais 27 mortos (+2,5%) e mais 516 casos de infeção (+3,7%).

Das pessoas infetadas, 1.172 estão hospitalizadas, das quais 213 em unidades de cuidados intensivos, e o número de doentes curados aumentou 50,3%, de 610 para 917.

Portugal cumpre o terceiro período de 15 dias de estado de emergência, iniciado em 19 de março, e o decreto presidencial que prolongou a medida até 02 de maio prevê a possibilidade de uma “abertura gradual, faseada ou alternada de serviços, empresas ou estabelecimentos comerciais”.

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Viana do Castelo

Seis feridos após colisão entre três viaturas em Viana do Castelo

Acidente

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Foto: O MINHO / Arquivo

Um aparatoso acidente em Viana do Castelo provocou seis vítimas, ao início da manhã deste domingo, disse a O MINHO fonte do Comando Distrital de Operações e Socorro.

A colisão, a envolver três viaturas, ocorreu em caminho municipal na freguesia de Santa Marta de Portuzelo, na Rua de Santa Martinha, com alerta a ser dado às 09:08 horas, disse fonte da Proteção Civil.

Uma das vítimas, que teve de ser desencarcerada, inspirava maiores cuidados.

Todos os feridos foram transportados para o Hospital de Viana do Castelo.

No local estiveram 25 elementos e dez viaturas, por entre as duas corporações de bombeiros de Viana do Castelo (Sapadores e Voluntários) com ambulâncias e viaturas de desencarceramento, a Ambulância de Emergência Médica do INEM, e a VMER do Alto Minho.

A GNR registou a ocorrência.

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Viana do Castelo

Presidente da Câmara de Viana condecorado pelas Forças Armadas

José Maria Costa

em

Foto: DR

José Maria Costa, presidente da Câmara de Viana do Castelo, foi condecorado pelas Forças Armadas com a Medalha da Cruz de São Jorge, pela política adotada em relação ao mar.

A condecoração foi efetuada pelo almirante António Silva Ribeiro, atual Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas, sob a égide do desenvolvimento económico do concelho associado ao mar, assim como pelas atividades marítimas e pela política de preservação e divulgação da memória marítima.

Criada no ano de 2000, esta medalha pretende galardoar militares e civis, nacionais ou estrangeiros, que revelem “elevada competência, extraordinário desempenho e relevantes qualidades pessoais” para prestigiar o cumprimento da missão do Estado Maior General das Forças Armadas.

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Alto Minho

Monção: Junta prometeu e cumpriu. Caminho arranjado para homem com mobilidade reduzida

Promessa eleitoral

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Foto: JF Pias

Um habitante da freguesia de Pias, em Monção, conta agora com maior facilidade para se deslocar ao pé de sua casa, depois da requalificação de um caminho que tinha sido uma promessa eleitoral da atual presidente da junta.

O caminho do lugar de Vila Nova deixou de ser composto por terra batida e pedras, passando agora a uma via alcatroada com todas as condições para os moradores caminharem pelo local, num investimento de cerca de 2.500 euros.

Em declarações à Rádio Vale do Minho, o secretário da Junta explica que estes “pequenos gestos fazem a diferença”.

“O objetivo foi melhorar as condições de acessibilidade, até porque neste troço há vários moradores seniores, sendo um deles portador de mobilidade reduzida”, disse Agostinho Correia àquela rádio.

“O bem estar da nossa população será sempre o nosso foco. É pelas pessoas e pelas suas reais necessidades que existimos”, acrescentou o responsável político.

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