Comerciantes do futuro Mercado de Braga obrigados a trabalhar a tempo inteiro

De segunda a sábado

A proposta de novo regulamento para o mercado municipal, que é discutida esta segunda-feira, em reunião de vereadores da Câmara de Braga introduz várias alterações, a primeira das quais – disse a O MINHO a vereadora Olga Pereira – prende-se com “a obrigatoriedade de exercício da atividade a tempo inteiro, de segunda-feira a sábado, terminando com o exercício intermitente que vigorava no antigo mercado”.

“Com excepção dos comerciantes produtores que ocuparão lugares de terrado e que apenas terão presença no mercado quando e enquanto tiverem produto para venda, os restantes espaços terão uma ocupação diária permanente, de segunda a sábado”, adiantou.

Estão, por outro lado, – acrescentou – “criadas as condições para que, nos novos espaços, seja possível complementar a oferta existente, designadamente nas áreas de restauração e lojas interiores”.

“Esperamos que operadores de produtos gourmet, de especialidades regionais, de produtos orgânicos ou ecológicos, de pratos preparados e prontos a consumir, de restaurantes e outros, estejam atentos a esta nova oferta da cidade”, salientou.

Imagem forte

Por outro lado, “os objetivos preconizados exigem uma imagem forte e comum, pelo que todos os operadores do mercado estarão condicionados ao plano que será em breve divulgado e andarão identificados”.

A atribuição dos espaços será realizada através de procedimento público em duas fases. Uma primeira que se encontra exclusivamente reservada aos comerciantes históricos e uma segunda aberta a todo o mercado.

Os talhos terão à sua disposição cozinhas, salas de desmanche e fumeiro e todos os comerciantes disporão de cacifos para guarda de bens próprios.

Olga Pereira sublinha, a propósito, que a Autarquia “encara o Mercado Municipal como um motor para o desenvolvimento económico, social e cultural da cidade, motivo pelo qual assumiu como prioritária a realização da obra de reabilitação deste equipamento”.

“O Mercado terá agora que se adaptar às novas exigências de modernização e competitividade e o regulamento que agora se propõe é disso um ponto de partida”, acentua.

E a concluir, afirma: “O município vai assumir a gestão do mercado e vai impulsionar as mudanças necessárias para conjugar a oferta de produtos frescos e a diversidade da oferta, mantendo a tradição do mercado, reconvertendo e adaptando o seu funcionamento às novas exigências”.

 
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