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Região

Começou a greve dos motoristas. Saiba onde e quanto pode abastecer

Limites ao abastecimento de combustível

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Foto: DR

A greve dos motoristas teve início às 00:01 desta segunda-feira e, à mesma hora, entrou em vigor as medidas de limite de abastecimento decretadas pelo Governo em despacho publicado em Diário da República.

A partir de hoje – e caso não haja acordo durante os próximos dias -, até dia 21 de agosto, os postos de abastecimento passam a ter limites de quantidade de combustível que uma viatura poderá abastecer.

Nos postos de abastecimento sem qualquer integração na Rede Estratégica de Postos de Combustível (REPA), passam a disponibilizar 25 litros de combustível por cada viatura ligeira e 100 litros para camiões.

Já nos 320 postos de combustível integrados na REPA, que não são definidos como prioritários, cada viatura civil poderá abastecer até 15 litros, uma vez que estes postos estarão também disponíveis para veículos dados como prioritários pelo Governo.

Em 54 postos prioritários, o abastecimento fica confinado em exclusivo às viaturas prioritárias – Autoridades policiais, serviços e agentes de proteção civil, serviços prisionais, de emergência médica, transporte de medicamentos e dispositivos médicos, entidades públicas ou privadas que prestam serviços públicos essenciais na área da energia, telecomunicações, serviços postais, água para consumo humano, águas residuais, recolha de resíduos e limpeza urbana, transporte público de passageiros, atividade de navegação aérea e transporte de reagentes e lamas.

Nesses 54 postos podem ainda abastecer as viaturas equiparadas – transporte de valores, de leite em natureza ou produtos agrícolas em fase crítica de colheita, os veículos das concessionárias de autoestradas para segurança na via, os que prestem serviço de piquete, reboques, pronto-socorro e camiões-guindaste, desde que dotadas de avisadores luminosos especiais.

Rede de Emergência de Postos de Combustível para veículos em geral, na região do Minho, divulgada pela Entidade Nacional do Setor Energético (ENSE), preparada para o caso de não serem cumpridos os serviços mínimos durante a greve:

Distrito de Braga:

Barcelos

REPSOL Barcelos Av. João Duarte – Arcozelo
PRIO Barcelos Rua Frei Pedro de Perelhal

Braga

BP Braga RUA S. Martinho
REPSOL Braga Av. Frei Bartolomeu dos Mártires (Circular)
BP Braga Av. Imaculada Conceição
GALP Braga Avenida Robert Smith
PRIO Braga Variante do Fojo – Este (São Pedro) – Avenida General Carrilho Pinto Sim 120
CEPSA Braga Variante Braga/V.N.Famalicão- Quinta de Madredeus – Lado Poente Sim 208

Cabeceiras de Basto

GALP Cabeceiras de Basto Boavista – Refojos de Basto

Esposende

GALP Esposende Lugar de Campos de Alhos – Gandra

Fafe

LECLERC Fafe Rua Cidade de Guimarães

Guimarães

JUMBO Guimarães Rua 25 de Abril – Silvares
INTERMARCHÉ Guimarães Rua da Eira
INTERMARCHÉ Guimarães Rua Comandante Carvalho Crato (EN 101)
BP Guimarães Rua N. Senhora da Penha
GALP Guimarães Rua Cruz da Argola

Vila Nova de Famalicão

JUMBO Famalicão EN 206 Av.do Brasil
REPSOL Famalicão Av. Engº. Pinheiro

Vila Verde

INTERMARCHÉ Vila Verde – Lugar do Souto
REPSOL Vila Verde Avenida da Liberdade

Distrito de Viana do Castelo:

Arcos de Valdevez

REPSOL Arcos de Valdevez EN 101 – Vila Fonche

Melgaço

INTERMARCHÉ Melgaço

Monção

GALP Monção EN 101

Ponte de Lima

EPSOL Ponte de Lima S.Gonçalo
GALP Ponte de Lima – EN 201 Feitosa

Viana do Castelo

LECLERC Viana do Castelo Lugar de Santoinho – Quinta de São Brás
REPSOL Viana do Castelo Av. Capitão Gaspar Castro
GALP Viana do Castelo Avenida da Igreja – Meadela

Durante as primeiras horas do dia, o executivo liderado por António Costa irá avaliar o cumprimento dos serviços mínimos decretados, que variam entre os 50% e os 100%, e está preparado para aprovar, através de Conselho de Ministros eletrónico, a requisição civil.

O primeiro-ministro advertiu ainda, no domingo, que as forças de segurança foram instruídas para assegurar o “devido sancionamento” em caso de incumprimento de uma eventual requisição civil, apelando para que impere o “bom senso”.

Segundo o artigo 348 do Código Penal, o crime de desobediência é punível “com pena de prisão até 1 ano ou com pena de multa até 120 dias” no caso da desobediência simples ou com pena de prisão de dois anos no caso de desobediência qualificada.

Na sexta-feira, o ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Matos Fernandes, revelou que em caso de incumprimento dos serviços mínimos serão requisitados mais de 500 elementos das forças armadas e das forças policiais para realizarem tarefas de cargas e descargas de combustível.

O centro de coordenação operacional da Proteção Civil está desde domingo a avaliar duas vezes por dia quais as necessidades de resposta no âmbito do planeamento civil de emergência, face à greve dos motoristas.

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Braga

Presépio particular com mais de duas mil figuras é atração natalícia em Vila Verde

Quintal da Elisa é um mega-presépio

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Presépio com mais de 2.300 figuras. Fotos: Luís Ribeiro / O MINHO

A disparidade com que é colocado ao redor de um terreno hortícola não permite captar, num só momento, o longo percurso de 35 metros do presépio de Elisa Araújo, uma colecionista e criadora daquele que, em número de peças, é o maior presépio particular do concelho de Vila Verde.

Presépio de Elisa Araújo. Foto: Luís Ribeiro / O MINHO

O MINHO visitou o espaço situado no n.º 75 da Travessa do Monte de Cima, no centro da sede de concelho, encontrando milhares de figuras que recriam quadros bíblicos ao redor do ‘quintal’ da autora.

Elisa dispõe, pelos canteiros, as figuras que, pisoteando musgo, serrim ou pedras enmusgadas, atraem já várias pessoas ao longo dos últimos doze anos, desde que iniciou este que é “quase um trabalho a tempo inteiro” durante o mês de dezembro.

Apaixonada pelo efeito das recriações bíblicas desde criança, a vila-verdense decidiu, em 2007, depois de perceber que o presépio “já não cabia dentro de casa”, invadir o quintal: “O meu filho também gostava muito de ajudar na elaboração e decidimos instalar o presépio ao ar livre”.

Presépio de Elisa Araújo. Foto: Luís Ribeiro / O MINHO

Presépio de Elisa Araújo. Foto: Luís Ribeiro / O MINHO

De lá, até cá, aumentou em cerca de duas mil peças, às cerca de 300 que já utilizava, criando um dos maiores presépios particulares na região de Braga. “Acho até que é o maior do Minho”, afiança, mas sem certezas.

Nos últimos anos, várias escolas do concelho têm visitado a obra de Elisa, para além de cidadãos que, ao saber que ali existe uma atração, pede sempre para “espreitar um bocadinho”.

Presépio de Elisa Araújo. Foto: Luís Ribeiro / O MINHO

Presépio de Elisa Araújo. Foto: Luís Ribeiro / O MINHO

“Deixo entrar toda a gente, o portão está sempre aberto e os visitantes podem passar ao longo do mês de dezembro, sem pagar nada”, explica. O presépio vem já de uma tradição implementada pelo avô de Elisa, que vendia bebidas nas romarias. “Em homenagem, tenho aqui uma figura que o representa”, destaca.

Figura representa avô de Elisa Araújo. Foto: Luís Ribeiro / O MINHO

Elisa já gastou mais de dois mil euros no presépio, “aos poucos de cada vez”. “Cada peça pequena custa entre 1 a 3 euros. As casas já passam os 10 euros”.

Presépio de Elisa Araújo. Foto: Luís Ribeiro / O MINHO

Presépio de Elisa Araújo. Foto: Luís Ribeiro / O MINHO

Presépio de Elisa Araújo. Foto: Luís Ribeiro / O MINHO

Presépio de Elisa Araújo. Foto: Luís Ribeiro / O MINHO

Este ano, recebeu uma doação de cerca de 200 peças, “de uma prima”, que vive na Alemanha. “Estas figuras são diferentes porque representam mesmo a vestimenta que utilizavam naquela região, no tempo de Jesus”, aponta.

O espaço de Elisa estará patente, “sempre no quintal”, até final do mês de dezembro. Apesar de convites, inclusive da biblioteca municipal, Elisa rejeita deslocar a obra. “Será sempre, sempre, no meu quintal”.

Para visitar o presépio, pode deslocar-se, a qualquer dia da semana, à residência de família de Elisa, situada por detrás do hipermercado Minipreço, à face da Estrada Nacional 101 (Braga-Ponte da Barca), na zona do Bom Retiro, depois de passar a avenida das árvores no centro de Vila Verde.

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Guimarães

Guimarães recorda D. Afonso Henriques no 834.º aniversário da sua morte

Na sexta-feira

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Foto: Divulgação / CM Guimarães

A Grã Ordem Afonsina vai assinalar na sexta-feira o 834.º aniversário da morte de D. Afonso Henriques, “um símbolo identitário da cidade que serviu de berço ao Fundador da Nação Portuguesa”, anunciou hoje a instituição.

As solenidades iniciam-se às 16:00 com a inauguração da sede social da Grã Ordem Afonsina, no edifício do Mercado Municipal de Guimarães, seguindo-se uma palestra sobre a vida e obra de Afonso Henriques, pelo orador António José Oliveira, na Sala Dr. Emídio Guerreiro, Edifício da Sociedade Martins Sarmento.

As celebrações terminam às 19:00, com uma eucarística com a participação do Chorus Anima Populi e do organista Nuno Mimoso, na Igreja de Nossa Senhora da Oliveira.

“Guimarães tem a obrigação de honrar a memória de Afonso Henriques, na medida em que ele é, não só um símbolo identitário desta cidade que lhe serviu de berço, mas também o Fundador da Nação Portuguesa e a pedra angular da construção da grande pátria lusófona”, justifica a Grã Ordem Afonsina.

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Famalicão

Famalicão: Ano de conferências no Museu da Industria Têxtil acaba com apresentação monográfica

“Percursos e memórias da indústria na Bacia do Ave”

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Foto: DR / Arquivo

A apresentação da coleção monográfica “Arqueologia Industrial” no Museu de Industria Têxtil, em Vila Nova de Famalicão, vai marcar o final de um ciclo de conferências que percorreu “marcos históricos do cluster” daquele setor da região.

Em comunicado enviado hoje à Lusa, a câmara municipal de Famalicão explica que o ciclo “Percursos e memórias da indústria na Bacia do Ave” termina dia 14 com a apresentação daquela coleção monográfica, de Lopes Cordeiro.

A coleção foi fundada em 1987 como publicação periódica e é agora lançada, em 2019, no formato de livro, “constituindo uma coleção monográfica nas áreas da arqueologia, património e museologia industrial, procurando acompanhar o desenvolvimento destas áreas no país e no estrangeiro”.

A sua edição é da responsabilidade do Museu da Indústria Têxtil da Bacia do Ave/Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e da Associação Portuguesa para o Património Industrial (APPI), representante em Portugal do The International Committee for the Conservation of the Industrial Heritage (TICCIH), sendo publicada pelas Edições Humus.

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