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Viana do Castelo

Comandante dos voluntários de Viana demite-se alegando ser “maltratado”

Afixou uma nota no quartel

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Foto: DR / Arquivo

O comandante dos Bombeiros Voluntários de Viana do Castelo disse à Lusa que apresentou hoje a demissão do cargo que ocupava há 25 anos por “nunca ter sido tão maltratado por uma direção” como pela atual.

“Estou nos bombeiros há 45 anos. Como comandante há 25 anos e nunca eu como os meus colegas do comando fomos tão maltratados por uma direção”, disse à Lusa Cândido Carvalho.

Em resposta escrita a um pedido de esclarecimento enviado pela Lusa, Cândido de Carvalho adiantou que “desde o primeiro dia após a tomada de posse” a atual direção “reuniu-se com funcionários, bombeiros e até com pessoas que não estavam no ativo, porque tinham sido postos fora da corporação por incumprimento, e fez suposições e acusações contra o comando, cujo trabalho mal conhecia “.

“A partir daí, logo nos apercebemos quais eram os seus propósitos, afastar o comando”, referiu.

Contactado perla Lusa, o presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Viana do Castelo, José Salgado, disse ter recebido o pedido de demissão do comandante, que será analisado na terça-feira, em reunião da direção.

Questionado sobre as razões que motivaram o pedido de demissão, José Salgado, que é também presidente da direção da corporação, escusou-se a adiantar pormenores, referindo apenas que o comandante terá alegado “algum desalento com a direção”.

“Tenho de conversar com ele. Não sei se foi só um disparo que ele deu, mas temos de conversar e a direção tem de reunir para tomar uma posição sobre o assunto”, disse José Salgado, que afirmou que “não estava à espera” da posição assumida pelo comandante.

“Reconheço que o momento é difícil porque há muita atividade e muita falta de dinheiro”, disse, rejeitando a existência de salários em atraso: “Para já não há. Já equacionámos o recurso aos meios que nos estão a ser facultados pela lei, mas só iremos fazer isso em último recurso”.

O presidente da associação humanitária e da direção dos bombeiros acrescentou que “a estrutura hierárquica está a funcionar e o segundo comandante, Paulo Rodrigues, assume o comando da corporação até a situação estar resolvida”.

Fundados em 1881, os Bombeiros Voluntários de Viana são das mais antigas corporações do país e contam com uma estrutura constituída por mais de 20 profissionais e cerca de 95 bombeiros.

José Salgado admitiu que, devido à pandemia de covid-19, a “situação financeira da instituição é difícil e há falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) para os bombeiros”, mas garantiu que “a direção tudo tem feito tudo para não deixar faltar nada ao corpo de bombeiros”.

“Quem arrancou com a estrutura de combate à covid-19 foi o INEM e a Cruz Vermelha. Só eles é que receberam formação, só eles é que receberam equipamentos de proteção e os bombeiros, pelo menos na nossa área não foram tidos nem achados. O que é certo é que os pedidos de ajuda caem é, sobretudo, nos quartéis de bombeiros. Nós é que arranjamos as condições para os nossos homens não serem contaminados. Não deixam de correr riscos, mas não estão tão expostos quando garantem o socorro às nossas populações”, reforçou.

O responsável apontou a “quebra de receitas do serviço de transporte de doentes” para justificar as dificuldades financeira com a instituição se debate.

“Nesta situação aflitiva de pandemia temos feito ver as nossas dificuldades junto da Liga de Bombeiros Portugueses e da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) para que entendam as dificuldades que os bombeiros estão a passar no país todo. Não é essa a razão das questões que possam estar eventualmente a ser invocadas para a demissão”, explicou.

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Alto Minho

Viana do Castelo investe 2,4 milhões na requalificação de zona habitacional em Darque

Quinta da Bouça

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Foto: Divulgação / CM Viana do Castelo

A requalificação da Quinta da Bouça, em Darque, por 2,4 milhões de euros, vai avançar após um acordo de gestão celebrado entre a Câmara de Viana do Castelo e a Infraestruturas de Portugal (IP), foi hoje divulgado.

Em comunicado enviado às redações, a Câmara de Viana do Castelo explicou que o acordo agora formalizado “permite ao município avançar com a requalificação do espaço público da Quinta da Bouça, na freguesia de Darque, qualificando esta zona de habitação multifamiliar com execução de ciclovias, vias pedonais e ajardinamento junto da Estrada Nacional (EN) 13.

A obra, integrada no Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU), prevê, além “da construção daqueles percursos, a sua conservação, manutenção e limpeza, contribuindo, deste modo, para a melhoria das condições de acessibilidade e segurança da circulação ciclável e pedonal local, em alternativa à rede viária”.

“A IP verificou que a solução apresentada é adequada, visando a garantia das condições de sustentabilidade ambiental, de fluidez de tráfego e segurança da circulação”, lê-se ainda no documento.

Segundo o projeto, “o espaço público apresenta-se desprovido de áreas verdes, de mobiliário urbano, com o pavimento degradado e existem algumas zonas em terra”.

“Verifica-se a projeção de elementos (escadas e rampas) para o espaço público, resultando numa série de fatores que contribuem para um espaço amorfo e confuso. Todos estes fatores contribuem para a degradação do espaço público e consequente diminuição da qualidade de vida da população aí residente”, indica a memória descritiva do projeto de requalificação.

A empreitada pretende “requalificar uma zona de habitação multifamiliar ajustada aos novos imperativos de ordenamento do território e de qualificação ambiental”.

Segundo o município, “a implementação desta área residencial tem como objetivos gerais qualificar o ambiente urbano, a promoção e valorização da qualidade ambiental através da redefinição de aéreas de circulação automóvel e pedonais, a implementação de um corredor para bicicletas (ciclovia) paralelamente à EN 13, e complementado por zonas arborizadas áreas ajardinadas, reordenamento de estacionamento público de apoio à área comercial e residencial”.

A intervenção prevê “a substituição dos materiais ou recuperação dos existentes nos arruamentos e a criação e reorganização de bolsas de estacionamento, de forma a introduzir melhorias significativas na acessibilidade e mobilidade, promovendo conjuntamente a circulação pedonal e ciclovia nestes espaços”.

A proposta prevê ainda a eliminação dos muros existentes contíguos à EN 13.

Ao abrigo do PEDU, “a Câmara Municipal está a investir, até 2020, 20 milhões de euros em 30 diferentes projetos, cuja intervenção é focada nas Áreas de Reabilitação Urbana (ARU)”.

O PEDU, financiado por fundos do programa Portugal 2020, visa a qualificação do sistema urbano, do ponto de vista da mobilidade sustentável, regeneração urbana e ação integrada para as comunidades desfavorecidas.

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Braga

Detido por ameaçar a mulher de morte em Braga

Violência doméstica

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Foto: O MINHO (Arquivo)

Um homem de 59 anos foi detido pela PSP depois de ter ameaçado de morte a esposa, numa audiência de julgamento na quarta-feira, em Braga, foi hoje anunciado.

Em comunicado, a PSP dá conta da detenção, ocorrida cerca das 10:00 horas na cidade de Braga, depois de os agentes terem constatado que o homem continuava a proferir “vários insultos e ameaças”, entre as quais de morte, perante a esposa.

Face ao referido, foi o mesmo detido, sendo presente hoje no Tribunal Judicial da Comarca de Braga.

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Alto Minho

Última plataforma do projeto WindFloat está a caminho de Viana do Castelo

EDP

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Foto: EDP

O projeto WindFloat Atlantic cumpre hoje mais uma etapa, com a saída da terceira e última plataforma do porto de Ferrol, na Galiza, em Espanha, ao início da manhã rumo à costa de Viana do Castelo, em Portugal.

A torre eólica demorará três dias até chegar ao seu destino, a 20 quilómetros ao largo da costa portuguesa, onde está a ser construído o primeiro parque eólico flutuante ‘offshore’ da Europa continental, refere a EDP em comunicado.

A operação estará concluída quando esta última plataforma se acoplar ao sistema de amarração criado naquela zona do oceano e for ligada às outras duas estruturas já existentes no parque eólico em alto mar.

Com uma capacidade instalada de 25 megawatts (MW), quando estiver operacional, o parque eólico será capaz de gerar energia suficiente para fornecer o equivalente a 60 mil famílias por ano.

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