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Ave

Comandante dos Bombeiros de Fafe regressa ao quartel após recuperar da covid-19

Paulo Ferreira esteve internado com pneumonia

em

Foto: Bombeiros Voluntários de Fafe / Facebook

O comandante dos Bombeiros Voluntários de Fafe, Paulo Ferreira, regressou esta quarta-feira ao ativo, depois de ter estado internado devido a uma pneumonia associada à infeção por covid-19.


Apesar de estar ausente fisicamente do quartel, o Comandante conseguia estar a par da atividade do corpo de bombeiros, fruto das novas tecnologias de comunicação, refere publicação na página de Facebook da corporação.

“É muito bom regressar a casa e estar perto dos meus operacionais. Infelizmente pelo que eu passei, quero alertá-los e também à população fafense, que não foi nada fácil e que continuem a proteger-se. Não facilitem. O internamento não são das melhores horas que uma pessoa passa. Nós estaremos cá para minimizar o que a covid-19 vos fizer, mas o melhor é protegerem-se e seguir as indicações da DGS à risca”, salienta Paulo Ferreira.

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Guimarães

Leonel Cosme, poeta natural de Guimarães, morre aos 86 anos

Óbito

Foto: DR

O poeta, ficcionista e ensaísta Leonel Cosme, antigo jornalista da rádio e da imprensa, morreu na quinta-feira, aos 86 anos, em Gondomar, distrito do Porto, informou hoje a família.

“Há um tempo de chegar e um tempo de partir… Chegou a hora de o meu pai, Leonel Cosme, partir”, escreve a filha Ariana Cosme, na sua página do Facebook.

Na publicação, Ariana Cosme recorda que o pai deixou escrito no seu último livro “Homo Sum: Tempo de Partir e Chegar” (no prelo na Unicepe) a sua última vontade: “Quando eu morrer quero apenas sobre a campa uma lápide ou tampa com o meu nome, pois ele diz o que eu valer (…)”.

De acordo com informações disponibilizadas por familiares e amigos, o velório decorre esta manhã, na capela da Ressurreição de S. Cosme, Gondomar, e o funeral realiza-se às 14:30.

Leonel Cosme nasceu em Guimarães, em 1934, e viveu 30 anos em Angola, para onde partiu, em 1950, com a família.

Radicou-se naquela então colónia portuguesa, onde foi funcionário público e exerceu jornalismo, tendo regressado a Portugal em 1975.

Em 1982, voltou a Angola e ali permaneceu até 1987, ano em que regressou definitivamente a Portugal.

Prosseguiu, no Porto e em Lisboa, a atividade jornalística que já desenvolvia em Angola, na imprensa e na rádio, e, em 1990, retirou-se do jornalismo profissional para se dedicar à atividade literária, representada por colaboração em jornais e revistas da especialidade, obras de ficção e ensaio histórico-literário.

Publicou as novelas “Um Homem na Rua” (1958) e “A Dúvida” (1961), os contos “Quando a Tormenta Passar” (1959) e “Graciano” (1960), e ainda o livro de poemas “Ecce Homo” (1973).

No domínio do ensaio, publicou “A Separação das Águas – Angola 1975-1976”, “Cultura e Revolução em Angola” (1978), “Agostinho Neto, a Poesia e o Homem” (1984), “Muitas são as Áfricas” (2006).

Escreveu ainda uma ‘pentalogia’, genericamente intitulada “A Revolta”, iniciada na década de 1980, de que fazem parte títulos mais recentes como “A Terra Da Promissão” e “A Hora Final”.

Em Angola, colaborou na revista Cultura, de Luanda (1957-1961), e no Boletim Cultural de Huambo, publicado na então cidade de Nova Lisboa (1948-1974) e foi um dos fundadores e diretor das Edições Imbondeiro, de Sá da Bandeira (hoje Lubango), onde prefaciou e publicou, em parceria com Garibaldino de Andrade, as que foram consideradas – pelo conteúdo e pelo momento histórico da edição – as mais importantes antologias da nova literatura angolana: “Contos d’ África” (1961), “Novos Contos d’África” (1962) e “Antologia Poética Angolana” (1963).

Leonel Cosme é também o autor do catálogo da Primeira Exposição de Bibliografia Angolana (Sá da Bandeira, hoje Lubango, 1962), com cerca de 700 títulos distribuídos por seis áreas: História e Sociologia, Etnografia, Literatura e Ficção, Viagens e Narrativas, Vários Estudos, Antropologia.

Participou em congressos, seminários e colóquios, promovidos, designadamente, por institutos universitários de Portugal, do Brasil e de Itália.

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Guimarães

Guimarães mantém mercado e (algumas) feiras abertas, mas encerra cemitérios

Estado de emergência

Foto: CM Guimarães

A Câmara de Guimarães vai manter aberto o mercado municipal, encerrando apenas as lojas de venda de bens “não essenciais”, anunciou hoje a autarquia.

No âmbito das restrições do novo confinamento que entra em vigor a partir das 00:00 horas desta sexta-feira, Guimarães mantém também algumas feiras abertas, como é o caso da feira grossista de frutas e legumes, as feiras de S. Torcato, Caldelas e Pevidém, mas apenas para venda “exclusiva de bens alimentares”.

A feira retalhista irá encerrar, assim como os cemitérios municipais de Atouguia e Monchique.

Em termos de serviços, o atendimento presencial passa a ser feito por marcação através do contacto telefónico (253 421 200), e-mail [email protected] ou Balcão Virtual (ver aqui).

Em termos de transportes, é assegurada “a manutenção da atual oferta do serviço público de transportes de passageiros, de âmbito municipal”.

No que diz respeito aos resíduos urbanos, os serviços municipais e da Vitrus Ambiente vão manter a recolha de resíduos nos moldes habituais. A recolha de resíduos volumosos será feita mediante marcação.

Lista de equipamentos culturais e desportivos encerrados

Biblioteca Municipal Raul Brandão e respetivos polos;
Arquivo Municipal Alfredo Pimenta
Centro de Ciência Viva
Centro Cultural Vila Flor
Casa da Memória de Guimarães
Centro Internacional das Artes José de Guimarães
Loja Oficina
Multiusos de Guimarães
Piscinas Municipais
Pista de Atletismo Gémeos Castro
Academia de Ginástica
Pavilhões Municipais, exceto para as atividades desportivas escolares
Teleférico de Guimarães
Parques Infantis e espaços polidesportivos
Encerramento dos serviços de SPA, Termas, Polidesportivo e Piscina Termal (Taipas Turitermas)

Linhas de Emergência

Município de Guimarães disponibiliza linhas de emergência de Apoio Social e Psicológico, através dos contactos: 253 421 255; 969 264 803 ou 969 264 761.

Estrutura Municipal de Retaguarda

A Estrutura Municipal de Retaguarda em funcionamento no apoio ao Hospital de Guimarães, para atendimento a doentes infetados com a covid-19 ou sem retaguarda familiar e com necessidade de cumprir isolamento profilático;

Equipas Multidisciplinares

Equipas Multidisciplinares de Saúde de Apoio às Escolas e à Comunidade.

Teleconsultas “SNS24 Balcão”

Programa de teleconsultas “SNS24 Balcão”, instalado na sede da Junta de Freguesia de Brito que permite o acesso aos serviços de saúde de uma forma rápida e segura.

Vamos Salvar Portugal

Participação no projeto “Vamos Salvar Portugal”, em cooperação com o Ministério da Saúde e os Militares das Forças Armadas.

Centro de Acolhimento para sem-abrigo

Guimarães mantém ativo o Centro de Acolhimento para pessoas sem-abrigo, ou sem retaguarda familiar, criado no âmbito da pandemia com o objetivo de dar uma resposta imediata através da Rede de Apoio Social de Emergência.

Testagem

Protocolo de Colaboração com o Instituto de Ciências da Vida e da Saúde da Escola de Medicina da Universidade do Minho, a Associação Centro de Medicina P5 e o Hospital Senhora da Oliveira Guimarães, para a testagem da população sénior residente em lares e instituições.

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Ave

Famalicão alarga entrega gratuita do jantar em casa a toda a semana

Confinamento

Foto: DR

A Câmara e a Associação de Restaurantes de Famalicão decidiram alargar a entrega gratuita de refeições ao domicílio a todos os dias da semana, ao jantar, face ao confinamento geral no país, anunciou hoje o município.

Em comunicado, a autarquia acrescenta que o serviço começa na sexta-feira e as entregas decorrerão, de segunda a domingo, entre as 19:00 e as 22:30.

Os munícipes poderão encomendar o jantar num dos 66 restaurantes aderentes, sem necessidade de se deslocarem para levantarem a sua encomenda e sem a pagar, se for superior a 10 euros.

O pagamento deverá ser efetuado diretamente ao restaurante por MB WAY ou transferência bancária, não sendo admitidos pagamentos diretamente ao estafeta.

Este serviço foi criado no dia 14 de novembro, na sequência do Estado de Emergência decretado pelo Governo, e desde então tem-se mantido ativo ao fim de semana.

Ao todo já foram servidas em casa dos famalicenses 7.200 refeições.

A rede criada para o efeito já conta com a colaboração de 70 estafetas, dos quais oito são taxistas que aderiram ao serviço.

O nono Estado de Emergência foi aprovado na quarta-feira no parlamento e entra em vigor às 00:00 de setxa-feira, mantendo-se até 30 de janeiro.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.979.596 mortos resultantes de mais de 92,3 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 8.384 pessoas dos 517.806 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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