Seguir o O MINHO

Braga

Colisões à chuva provocam 23 feridos no distrito de Braga

Entre as 06:00 e as 18:30

em

Foto: O MINHO (Arquivo)

O regresso da chuva trouxe também um aumento no número de sinistros rodoviários no distrito de Braga, com um total de 23 feridos registados em 15 acidentes, entre as 06:00 e as 18:30 desta quarta-feira, apurou O MINHO junto de várias corporações de emergência do distrito.

Ferido grave em Cabeceiras

Destes feridos, apenas um terá sofrido ferimentos graves, um motociclista que entrou em despiste na Estrada Nacional 301, em Rio Douro, Cabeceiras de Basto. Foi assistido pelos Bombeiros Cabeceirenses e pela VMER de Guimarães e transportado para o Hospital de Guimarães com politraumatismos, não correndo perigo de vida.

Braga

No concelho de Braga, um despiste na Av. Dr. Viriato Amaral Nunes, em São José de São Lázaro, provocou ferimentos ligeiros num indivíduo que foi assistido e transportado para o Hospital de Braga pelos Bombeiros Voluntários de Braga. O alerta foi dado pelas 14:36.

Quatro feridos em Guimarães

No concelho de Guimarães, foram registados três acidentes que resultaram em quatro feridos, um dos quais uma grávida de dez semanas. A senhora, com 29 anos, ficou ferida numa colisão em Ronfe, por volta das 08:45 desta manhã. Já em Fermentões, pelas 11:35, um homem de 61 anos sofreu ferimentos ligeiros após despiste no Largo das Carvalhas. Em Sande, na rua do Arquinho, uma mulher de 26 anos sofreu também ferimentos na sequência de uma colisão, por volta das 07:42. Todas as vítimas foram transportadas para o Hospital de Guimarães pelos Bombeiros de Guimarães e Taipas.

Seis feridos em Famalicão

Em Famalicão, foram registados seis feridos em três acidentes distintos, dois deles na freguesia de Requião. Pelas 12:12, uma colisão na Av. São Silvestre de Requião provocou ferimentos ligeiros num casal. Já pelas 16:34, na mesma freguesia, rua Horácio Rebelo Portela, nova colisão provocou três feridos ligeiros. Em São Cosme, pelas 12h32, um despiste provocou um ferido ligeiro do sexo masculino. Todas as vítimas foram transportadas para o Hospital de Famalicão pelos Bombeiros de Famalicão e Bombeiros Famalicenses.

Cinco feridos em Vila Verde

Em Vila Verde, uma colisão rodoviária a registar quatro feridos ligeiros na rua da Leiroinha, em Cervães. Foram assistidos pelos Bombeiros de Vila Verde e transportados para o Hospital de Braga. Também em Vila Verde, no centro daquela vila, um homem sofreu ferimentos ligeiros após uma colisão, sendo transportado para o mesmo hospital pelos bombeiros locais.

Recusa de transporte em Póvoa de Lanhoso

Em Póvoa de Lanhoso, pelas 08:50, foi dado o alerta para um despiste seguido de capotamento na EN 103, na freguesia de Rendufinho. A vítima, uma mulher de 42 anos, foi assistida no local pelos Bombeiros da Póvoa de Lanhoso, mas recusou transporte hospitalar. No mesmo concelho, em Taíde, uma colisão provocou ferimentos num outro indivíduo que também recusou transporte.

Dois feridos em Vizela

Em Vizela, uma colisão na rua de Frades, provocou ferimentos ligeiros a um homem de 24 anos e uma mulher de 56, com alerta dado pelas 06:07 desta manhã. Foram assistidos pelos Bombeiros de Vizela e transportados para o Hospital de Guimarães.

Dois feridos após despiste em Fafe

Em Fafe, um despiste pelas 09:39, na freguesia de Vila Cova, provocou ferimentos em duas pessoas, uma do sexo masculino e outra do sexo feminino. O acidente deu-se na Estrada Nacional que liga Fafe à Póvoa de Lanhoso. As vítimas foram assistidas pelos Bombeiros de Fafe e transportadas para o Hospital de Guimarães.

Notícia atualizada às 18:46 com correção de informação de uma das vítimas

Anúncio

Braga

Filho acusado de assassinar empresário de Vila Verde, viúva ilibada

A mulher da vítima foi pronunciada por detenção ilegal de arma e simulação de crime.

em

Foto: DR / Arquivo

Um juiz de instrução criminal pronunciou por homicídio o filho de um empresário de Vila Verde assassinado em outubro de 2017, cujo corpo foi encontrado num furgão abandonado em Palmeira, Braga.

Em nota esta sexta-feira publicada na sua página, a Procuradoria-Geral Distrital do Porto refere que a mulher da vítima também estava acusada de homicídio, mas o juiz de instrução criminal decidiu não a pronunciar por esse crime, uma decisão de que o Ministério Público (MP) vai recorrer.

De acordo com a mesma nota, o arguido filho está pronunciado pela prática de um crime de homicídio simples agravado pelo uso de arma de fogo, um crime de detenção ilegal de arma, um crime de simulação de crime e dois crimes de condução sem habilitação legal.

A mulher da vítima foi pronunciada por detenção ilegal de arma e simulação de crime.

O MP considerou indiciado que, em 23 de outubro de 2017, o arguido, então com 20 anos, ao regressar a casa em Moure, Vila Verde, com o trator avariado, depois de ter estado a agricultar um campo, “foi verbalmente repreendido pelo seu pai, com insultos”.

Gerou-se uma “violenta” discussão entre os dois, à qual se juntou também a arguida.

Na sequência dessa discussão, e segundo o MP, o arguido foi a casa buscar uma espingarda caçadeira municiada e dirigiu-se na direção do seu pai “com intenção de o matar, passando no trajeto pela arguida, que, ficando ciente desta intenção, nada fez para o demover”.

Ainda de acordo com o MP, o arguido chegou junto do pai, que se encontrava debruçado procurando uma peça de ferramenta, visou-o com a arma de fogo e efetuou um disparo, atingindo-o no pescoço e matando-o.

De seguida, a arguida desfez-se da arma e, conjuntamente com o filho, colocou o corpo da vítima num furgão, que acabaram por deixar abandonado num descampado em Palmeira, Braga.

O corpo só foi encontrado três dias depois do crime.

O MP considerou indiciado que os arguidos “atuaram num estado de desgaste emocional motivado pelas reiteradas agressões de que vinham sendo alvo por parte da vítima, ao longo do tempo”.

O filho da vítima só foi detido em setembro de 2018, porque após o crime ausentou-se para França.

A mulher já tinha sido detida em junho desse mesmo ano.

Continuar a ler

Braga

Populares ajudam autoridades a procurar mulher desaparecida em monte de Braga

Bombeiros e GNR fazem buscas na Morreira

em

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Dois elementos dos Bombeiros Sapadores de Braga e três militares da GNR de Braga, ajudados por populares, fazem buscas por uma mulher desaparecida em Morreira, Braga.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Maria da Conceição Antunes, de 83 anos, foi vista pela última vez às 09:30 de quinta-feira, num caminho florestal a cerca de dois quilómetros de casa, na Rua Nova da Naia, em Morreira.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

A mulher terá desaparecido com algum dinheiro, numa altura em que o marido se deslocou a Braga.

As buscas, até agora infrutíferas, incidem nos caminhos florestais e na área adjacente daquela freguesia.

Continuar a ler

Braga

UMinho quer “criar modelos preditivos” de riscos nas vias de transporte europeias

Projeto da Escola de Engenharia

em

Foto: O MINHO

Uma equipa da Universidade do Minho (UMinho) quer criar “modelos preditivos” do impacto e frequência de acidentes naturais na rede rodoferroviária da Europa e conceber uma aplicação “de alerta”, desenvolvendo sensores para comboios que detetem anomalias.

Em comunicado enviado à Lusa, a UMinho explica que a equipa, da Escola de Engenharia, está a analisar o “funcionamento da rede rodoferroviária na Europa perante riscos naturais e humanos, como incêndios, tempestades, derrocadas, atos de suicídio e choques”.

Segundo o texto, os investigadores querem “criar modelos preditivos do impacto e frequência daquelas ocorrências, conceber uma ‘app’ de alerta com a melhor via a seguir após um evento extremo, bem como inserir sensores em comboios e outros equipamentos para detetar anomalias nas infraestruturas, aperfeiçoar as barreiras em áreas críticas e, ainda, capacitar a sociedade neste âmbito”.

O grupo da UMinho, coordenado por José Campos e Matos, que lidera também o Atlantic SIRMA, que tem até 2021 dois milhões de euros do programa Interreg e junta entidades do Reino Unido, Irlanda, França e Espanha.

“Queremos desenvolver ferramentas e tecnologias para reforçar a gestão de risco nestas vias. Um suicídio, por exemplo, obriga a parar uma linha ferroviária e isso traz muitos custos sociais e económicos”, realça, no texto, o investigador, que assinalou que a origem dos riscos humanos tem um quadro psicológico e cultural próprio.

O projeto SIRMA está definido em três fases: “Mitigar rapidamente os problemas detetados, conceber modelos com a performance histórica das infraestruturas, estimando em gráfico quando ficarão ameaçadas, e criar soluções de prevenção e manutenção – por exemplo, desenvolvendo uma aplicação para alertar o cidadão sobre um caminho alternativo perante uma intempérie”, enumera.

Além disso, aponta como objetivo “a monitorização inovadora da ferrovia pelos próprios comboios que, através de sensores e vibrações, poderão detetar irregularidades e materiais em falta e a formação de técnicos para saber como agirem nos eventos extremos e junto das populações”.

“Na verdade, cada zona estará mais suscetível aos seus problemas específicos: as marítimas estão sujeitas a tempestades, as fluviais a cheias, as despovoadas a incêndios, os vales a torrentes, deslizamentos e descarrilamentos, as cidades a terrorismo”, enumera o investigador do Instituto de Sustentabilidade e Inovação em Engenharia de Estruturas (ISISE), no campus de Azurém, em Guimarães.

Segundo refere a UMinho no comunicado, as alterações climáticas têm afetado o Atlântico europeu, como sucede com tempestades tropicais ou grandes incêndios, levando à degradação imediata de certas infraestruturas de transporte.

“Os carris da ferrovia do Sul da Europa, face à subida das temperaturas, terão mais casos de dilatação, logo dificuldade de manutenção e disponibilidade do serviço, aumentando custos diretos e indiretos. Já a ferrovia na Irlanda, por exemplo, tem sofrido muitas cheias, ameaçando a segurança e as infraescavações em pontes”, descreve a universidade.

Campos e Matos assinala ainda a “má opção” pela construção de certos trajetos na proximidade marítima, afirmando ser “um problema sério, devido à subida progressiva do nível da água do mar”.

No caso das estradas e autoestradas, a prevenção aposta nas passagens hidráulicas (‘box culverts’) ou no corte temporário do acesso, como em derrocadas e no deslizamento de aterros.

“Há de facto uma grande interdependência das redes rodoviárias e por vezes passa despercebida; em muitos dos fogos, os sistemas de comunicação falham porque a via também ficou destruída, incluindo esta cabos de comunicação em fibra ótica”, refere o investigador.

Continuar a ler

Populares