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Alto Minho

Cluster automóvel cria mais 60 empregos em Viana

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O Parque Empresarial de Lanheses vai receber a segunda fase de investimento da Eurostyle Systems Portugal, indústria ligada ao cluster automóvel, segundo foi anunciado esta quarta-feira, em conferência de imprensa.


Esta empresa do ramo industrial de plásticos e borrachas vai investir mais oito milhões de euros para duplicar a área da fábrica já instalada na zona industrial de Lanheses, passando dos 60 para os 120 postos de trabalho diretos.

A segunda fase do investimento implica, já a partir de maio, a ampliação da fábrica para 12 mil metros quadrado que, neste momento, ocupa seis mil metros quadrados, depois de um investimento inicial de dez milhões de euros para produzir peças injetadas de plástico para componentes da indústria automóvel.

Nascida em 1986, a Eurostyle está hoje espalhada por vários países, desde França à Rússia. Emprega cerca de 1500 pessoas e trabalha para as principais marcas automóveis.

“A Eurosyle Systems Portugal é um dos projetos do cluster automóvel de Viana do Castelo, município que tem vindo a receber diversas empresas deste ramo graças ao sistema de incentivos à captação de empresas para o concelho, que permitiu já a celebração de cerca de cinquenta contratos de investimento, significando um apoio direto de 5 milhões de Euros da Câmara Municipal de Viana do Castelo, através de isenção de IMT e taxas e apoio na infraestruturação”, sublinha a autarquia, em comunicado.

“Estes contratos resultam num investimento já concretizado de 240 milhões de Euros. Acresce que estes investimentos previam a criação de 1926 postos de trabalho mas, efetivamente, foram concretizados até ao momento 3029 postos de trabalho, ou seja, mais 1054 do que o estimado inicialmente“, salienta.

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Viana do Castelo

Presidente de Viana do Castelo redistribui funções e assume Educação e Cultura

Política

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Foto: DR / Arquivo

O presidente da Câmara de Viana do Castelo redistribuiu funções a todos os vereadores para assumir os pelouros da Educação e Cultura, após a renúncia da vereadora que hoje é substituída no cargo, anunciou à Lusa o próprio.


Em declarações à agência Lusa, o socialista José Maria Costa explicou hoje que, com a saída, em meados de maio, de Maria José Guerreiro, alegando motivos pessoais, decidiu “delegar e subdelegar competências nos seus cinco vereadores e assumir as áreas da Educação e da Cultura”.

O executivo municipal de Viana do Castelo, de maioria socialista, é ainda composto por dois vereadores do PSD e uma vereadora da CDU, todos sem pelouros atribuídos.

Com a redistribuição das áreas funcionais da autarquia da capital do Alto Minho, definida num despacho datado de hoje e que entra em vigor “a partir do dia seguinte ao da sua publicação, mediante editais”, a que a Lusa teve acesso, José Maria Costa mantém as pastas da Administração Financeira, Proteção Civil, Saúde e Internacionalização e assume agora a Educação e Cultura.

Já o pelouro das obras públicas, até agora nas mãos do autarca, passa para o vice-presidente do município, Vítor Lemos, que continua com a Modernização Administrativa, Saneamento Básico e Desporto.

A pasta do Turismo, até agora desempenhada pela ex-vereadora Maria José Guerreiro, é entregue a Luís Nobre, que assume ainda a Reabilitação Urbana, acumulando o Planeamento e Gestão Urbanística, Desenvolvimento Económico, Mobilidade e Coesão Territorial.

Luís Nobre é líder da concelhia socialista de Viana do Castelo e apontado como candidato do partido às próximas eleições autárquicas, para suceder a José Maria Costa que está impedido de voltar a concorrer, devido à lei da limitação de mandatos autárquicos.

A vereadora Carlota Borges, a cumprir o primeiro mandato autárquico com as áreas da Coesão Social, Juventude, Voluntariado e Serviços Urbanos, fica agora também responsável pela Gestão de Equipamentos e Património Cultural.

Em funções desde as eleições de 2017, Ricardo Carvalhido junta às pastas do Ambiente e Biodiversidade, Ciência, Inovação e Conhecimento os Projetos Educativos.

O novo vereador, Ricardo Rego, até agora chefe de gabinete de José Maria Costa, e que hoje assume as novas funções, passa a deter as áreas dos Recursos Humanos e Administração Patrimonial, até agora desempenhadas pelo presidente, ficando ainda com a Promoção da Saúde, setor que estava sob alçada da vereadora Carlota Borges.

Ricardo Rego era o sétimo da lista que o PS apresentou às eleições autárquicas de 2017 e que o partido venceu com 53,68% dos votos, elegendo seis dos nove mandatos atribuídos.

Maria José Guerreiro cessou funções na quarta-feira. Entre outros cargos que desempenhava por inerência de funções, a professora de profissão presidia à VianaFestas, entidade que organiza as festas da capital de Alto Minho.

A distribuição das áreas funcionais vai ser apresentada ao executivo municipal, hoje, em reunião camarária, a partir das 15:00, de forma presencial, no salão nobre dos Antigos Paços do Concelho, na Praça da República.

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Alto Minho

Munícipes de Cerveira e Tomiño prejudicados com controlo de fronteiras, diz estudo

Covid-19

em

Foto: DR / Arquivo / Arquivo

Um inquérito promovido pelas provedoras da eurocidade Cerveira-Tomiño, que recolheu 250 testemunhos, constatou que quase metade dos inquiridos disse sentir o impacto da reposição de fronteiras entre Portugal e Espanha devido à covid-19, foi hoje divulgado.


De acordo com as conclusões daquele estudo, hoje enviado à agência Lusa, as provedoras destacam que, “em mais de 30 anos, nunca a vida quotidiana dos habitantes do território transfronteiriço galego-português foi tão prejudicada como nestes últimos meses, com uma redução para metade de toda a sua dinâmica económico-social”.

“Esta realidade é corroborada com a partilha, em apenas quatro dias, de mais de duas centenas de histórias e experiências vividas por cidadãos de ambas as margens do rio Minho, em resposta a um desafio lançado pela provedoria da eurocidade”, frisam Maria de Lurdes Cunha (Vila Nova de Cerveira) e Zara Pousa (Tomiño).

A eurocidade entre Vila Nova de Cerveira, no distrito de Viana do Castelo, e Tomiño, na Galiza, foi constituída em outubro de 2018.

O controlo das fronteiras terrestres com Espanha está a ser feito desde as 23:00 do dia 16 de março em nove pontos de passagem autorizada devido à pandemia de covid-19.

Atualmente, no distrito de Viana do Castelo, a ponte nova sobre o rio Minho, que liga as cidades de Valença e Tui, é o único ponto de passagem autorizado para trabalhadores transfronteiriços e transporte de mercadorias.

Na terça-feira, o ministro da Administração Interna admitiu manter encerradas as fronteiras terrestres e aérea com Espanha, enquanto existir uma quarentena interna no país vizinho.

Segundo as duas provedoras, “a alteração da atividade laboral para os trabalhadores transfronteiriços, ao nível de distância, tempo e custos, representa 45% dos 250 testemunhos através de um questionário publicado na página oficial da eurocidade Cerveira-Tomiño, no Facebook”.

O inquérito, que visou “avaliar e compilar o impacto casuístico de mais de dois meses do fecho de fronteiras, provocado pela crise sanitária da covid-19, revelou que “entre os principais prejuízos referidos destaca-se a alteração da atividade laboral para os trabalhadores transfronteiriços desta raia minhota”.

“Devido à limitação a um único ponto de passagem na fronteira de Valença e Tui, os trabalhadores veem-se obrigados a fazer centenas de quilómetros diariamente, mais horas na estrada e aumento de custos para proceder às deslocações necessárias para chegar ao posto de trabalho. Há ainda a referência para o facto de não perceberem porque é que a ponte internacional da Amizade, entre Cerveira-Tomiño, não pode constituir-se como mais um ponto de passagem, agilizando toda a pressão gerada”, sustentam as duas provedoras.

O inquérito, que esteve disponível entre 28 e 31 de maio, revelou ainda que 25% dos inquiridos “evocam a impossibilidade de utilização de serviços de caráter essencial, nomeadamente de cariz educativo (escolas) ou de saúde pública (consultas médicas e veterinárias), e a indisponibilidade de usufruição de serviços ou equipamentos de âmbito desportivo, comercial ou cultural acessíveis do outro lado do rio Minho”.

Já “17% abordam os efeitos económicos negativos, quer pela limitação das relações laborais e comerciais, com uma redução até 70% de clientes, perda de empregos ou dificuldade de fornecimento de materiais para determinados negócios, como pelos custos extraordinários derivados do distanciamento até ao único ponto aberto ou pela necessidade de alugar residências provisionais”.

Há ainda “cidadãos transfronteiriços com graves dificuldades para manter relações e cuidados familiares (famílias separadas, idosos sem a retaguarda familiar, entre outras)”.

Segundo as duas provedoras, “o objetivo é que os resultados deste inquérito, aliados a outros documentos de análise como o Estudo do Impacto Socioeconómico da Pandemia da covid-19 no território do rio Minho transfronteiriço, realizado pela Universidade de Vigo para o Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) Rio Minho e para a província de Pontevedra, possam ser considerados pelas autoridades locais, regionais, estatais e europeias para diminuir com caráter imediato estes prejuízos”.

A iniciativa pretende ainda “promover medidas de apoio e recuperação específicas para o território, e adotar mecanismos de funcionamento singular para as eurocidades que evitem no futuro situações prejudiciais como as vividas nesta crise”.

Portugal contabiliza pelo menos 1.447 mortos associados à covid-19 em 33.261 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS).

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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Viana do Castelo

Viana do Castelo quer reforço de 220 mil euros para investir em obras

Obras Públicas

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Foto: Divulgação / CM Viana do Castelo

A maioria PS na Câmara de Viana do Castelo vai propor na quinta-feira, em reunião do executivo, a segunda revisão orçamental de 2020 para enquadrar um reforço de 220 mil euros, resultantes da reprogramação de fundos comunitários.


Em comunicado hoje enviado às redações, a autarquia da capital do Alto Minho explicou que aquele montante será investido em obras “nos domínios da reabilitação urbana, redes de abastecimento de água e águas residuais e ainda equipamentos escolares”.

Segundo o município, “as alterações propostas identificam ações e projetos que anteriormente não tinham elegibilidade no Quadro Comunitário do Portugal 2020, bem como alguns projetos que passam a ter financiamento na sua totalidade”.

“Esta revisão orçamental permite-nos avançar de imediato para a abertura de procedimentos concursais, garantindo a maturidade necessária para a apresentação das candidaturas resultante da reprogramação em curso”, lê-se no documento a apresentar pela maioria socialista na autarquia.

Em causa, está o reforço de 220.324,28 euros, “em rubricas como escolas, sistema de drenagem de águas residuais, captação e distribuição de água, viadutos, arruamentos e obras complementares, e ainda obras na rede viária municipal, entre outros”.

Contactada pela agência Lusa, a bancada do PSD, composta pelos vereadores Cristina Veiga e Hermenegildo Costa, afirmaram que o “sentido de voto ainda não está definido, mas que o partido tem uma ideia muito clara sobre o assunto”.

“Não consideramos prioritária a concretização de obras públicas na fase atual. Esta segunda revisão orçamental visa, sobretudo, viabilizar projetos de obras públicas, que seriam mais oportunas noutras circunstâncias e noutro período de tempo, não tão próximo de um período eleitoral”, referem os dois vereadores.

Segundo os social-democratas, “os compromissos para com os vianenses, nesta fase tão crítica, deveriam passar por outras opções, que teriam que passar necessariamente por um apoio efetivo às pessoas, às famílias e à atividade empresarial e comercial local, de modo a mitigar os problemas socioeconómicos surgidos, entretanto, com a crise originada por este estado pandémico”.

“É importante responder eficazmente aos constrangimentos em termos de empregabilidade, de capacidade económica das famílias e dos munícipes, da sustentabilidade da atividade dos comerciantes e empresários, de modo a minimizar os impactos que esta crise vai provocar no âmbito económico e socioeconómico. Esta é, sem dúvida, a nossa preocupação fundamental – criar o bem-estar pessoal, social e económico de todos, pessoas e agentes económicos, de modo a ultrapassarmos, de forma crucial e sustentável, esta fase que está a criar dificuldades a quem é mais vulnerável”, sustentam”.

Já a vereadora da CDU, Cláudia Marinho, disse à Lusa que irá abster-se, remetendo para quinta-feira uma declaração de voto sobre este ponto.

A reunião camarária do executivo, com 28 pontos na ordem de trabalhos, vai decorrer, na quinta-feira, a partir das 15:00, de forma presencial, no salão nobre dos Antigos Paços do Concelho, na Praça da República.

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