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Futebol

Cinco jogos, cinco vitórias, uma taça: “Vou dar folga aos jogadores amanhã”

Taça da Liga

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Declarações dos treinadores do SC Braga e do FC Porto, após o jogo da final da Taça da Liga de futebol, disputado em Braga, que terminou com uma vitória dos bracarenses, por 1-0:


Rúben Amorim (treinador do SC Braga): “A equipa do Braga soube entender os momentos do jogo. Os primeiros 30 minutos foram muito bons. Depois, o FC Porto equilibrou e ficou um pouco por cima. Ao intervalo, falámos sobre isso. Na segunda parte, o FC Porto entrou forte. Tivemos o azar [da lesão} do Tormena e perdemos alguma velocidade, mas o Wallace entrou muito bem e soube anular o jogo direto do FC Porto. O grande mérito dos jogadores foi saberem entender os momentos do jogo. Acabaram por ter felicidade no fim e vencer o jogo.

Estou bastante feliz por mim, pela minha família, por todas as pessoas que me apoiaram após o castigo que tive no ano passado [2018/19]. Há poucos meses estava castigado. Agora estou aqui a festejar a Taça da Liga. Vou deixar festejar os jogadores e dar folga amanhã [domingo]. Vamos ter pouco tempo para preparar o jogo com o Moreirense [I Liga], mas já estou focado nisso.

Tem [um sabor especial esta Taça da Liga]. Houve uma ou outra em que não joguei e não tem o mesmo sabor. Sendo treinador, tem um sabor especial, por tudo o que aconteceu no ano passado e no início do mês. O que eu passei ajudou-me muito a ser o treinador que sou hoje.

Os resultados ajudam muito na afirmação, depois de tantas críticas, eu me afirmar como treinador de futebol. O principal é olhar para a equipa. Os resultados ajudam as pessoas a entenderem isso. Apesar de eu não ter o nível de treinador, às vezes pode-se estar à espera de derrotas para certas pessoas fazerem as críticas chegar. Com os resultados a acontecerem, é mais fácil precaver-me disso. Temos de olhar para o trabalho da equipa, para o que ela faz em campo. É verdade que tive a ‘estrelinha’ em muitos dos jogos, mas os resultados ajudam muito à minha afirmação e dão-me um certo gozo depois das críticas a que fui sujeito. Mas não quer dizer que esteja tudo bem. Se tivesse perdido alguns dos jogos que ganhei, também não estaria tudo mal.

[Após a entrada para o lugar de Ricardo Sá Pinto] houve uma mudança de sistema, a mudança de uma ideia, que acabou por correr bem com os resultados. Tenho a minha forma de trabalhar, de entender o jogo.

O nosso sistema de jogo é como qualquer outro. Temos pouco tempo de trabalho. O que pode mudar são as características: jogar com o Trincão e com o [Ricardo] Horta é uma coisa e jogar com o Galeno é outra. Ao jogarmos com o Palhinha, temos mais recuperação no meio-campo. Ao jogarmos com o [André] Horta, temos mais bola e criatividade.

Lembro-me que ganhámos o primeiro jogo no Jamor [com o Belenenses SAD], por 7-1, mas, depois, contra o Tondela, sentimos muitas dificuldades e, durante a primeira parte, tivemos assobios dos adeptos. Se perdermos com o Moreirense, poderemos ficar a sete pontos do terceiro lugar. Isto é tudo muito volátil.

A nossa ideia é fazer crescer o Braga [após questão sobre o clube transformar-se num candidato ao título]. O rumo é aquilo que o presidente disse: apostar na formação, segurar o plantel que temos hoje. Não vamos conseguir segurar os jogadores todos no final da época, com eles [a jogarem] assim. Temos de criar condições para chegarmos a um ponto em que podemos segurar o plantel por mais tempo.

O clube cresceu muito, deu um passo em frente. O presidente tem feito um trabalho excecional. Precisamos muito dos adeptos e da cidade para crescermos como clube”.

Sérgio Conceição, treinador do FC Porto, não compareceu na sala de imprensa.

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Futebol

Football Leaks: PJ desconhecia acesso das autoridades francesas às provas

Tribunais

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Foto: DR / Arquivo

A Polícia Judiciária (PJ) não teve conhecimento do acesso das autoridades francesas às provas apreendidas a Rui Pinto durante a detenção do criador do Football Leaks na Hungria, revelou hoje o inspetor da PJ José Amador.

Na quinta sessão do julgamento que decorre no Tribunal Central Criminal de Lisboa, o inspetor reconheceu ainda que a polícia húngara reuniu o material apreendido em 26 sacos aquando da detenção, mas apenas 24 chegaram a Portugal dois meses depois, sendo que os dois sacos em falta conteriam “documentos e cabos de ligação”.

“Quando o saco foi aberto, verificava-se a ausência de dois sacos. Liguei para a Hungria para perceber, consegui chegar à fala com o colega húngaro e naquele momento ele não conseguia explicar a falta dos sacos. Foi necessário ele transmitir a informação aos superiores e no dia seguinte foi-me dito que os sacos teriam estado no cofre [da esquadra] e que na sequência de outra solicitação os sacos teriam sido levados para outro local e que tinham sido alvo de uma intervenção”, afirmou.

O inspetor da Judiciária admitiu “alguma estupefação” com este procedimento e revelou que “os sacos denotavam ter sido abertos e os selos [rubricados pelo arguido] recolocados”. Paralelamente, José Amador confirmou também que não esteve “presente” na detenção realizada em 16 de janeiro de 2019, uma vez que as forças de autoridade húngaras não permitiram a intervenção na operação de elementos das autoridades portuguesas.

“Houve informação que não passou por todos os órgãos policiais”, sublinhou o inspetor, acrescentando que também não foi feito “registo fotográfico” da intervenção de outras autoridades e que não tinha “explicação” para essa omissão: “Os pedidos de esclarecimento foram feitos por várias vias e ao mais alto nível, o Eurojust. O magistrado português pediu informações ao magistrado húngaro”.

Por outro lado, José Amador referiu também que chegou ao seu conhecimento que “o arguido já teria prestado declarações às autoridades francesas enquanto estava detido” e que lhe foi explicado que “os dispositivos seriam intervencionados”. Ato contínuo, foi questionado pela juíza se a PJ fez diligências para apurar a situação junto das autoridades francesas, tendo a testemunha respondido que isso “não ocorreu”, segundo o seu conhecimento, e que “as autoridades portuguesas não tinham sequer a capacidade de se opor”.

No entanto, José Amador reiterou a ideia de que os dispositivos apreendidos e entretanto intervencionados por elementos franceses e húngaros não foram alvo de manipulação, devido à existência de um resumo digital realizado pela PJ em Portugal, após a extradição de Rui Pinto, e que era idêntico ao efetuado anteriormente pela polícia húngara.

“O resumo digital é um ponto fundamental na aferição da integridade. Estamos perante o mesmo conteúdo digital, essa é a metodologia universal utilizada”, concluiu o inspetor, cuja inquirição será retomada durante a tarde.

Rui Pinto, de 31 anos, responde por um total de 90 crimes: 68 de acesso indevido, por 14 de violação de correspondência e por seis de acesso ilegítimo, visando entidades como o Sporting, a Doyen, a sociedade de advogados PLMJ, a Federação Portuguesa de Futebol e a Procuradoria-Geral da República, e ainda por sabotagem informática à SAD do Sporting e por extorsão, na forma tentada. Este último crime diz respeito à Doyen e levou também à pronúncia do advogado Aníbal Pinto, então representante de Rui Pinto.

O criador do Football Leaks encontra-se em liberdade desde 07 de agosto, “devido à sua colaboração” com a Polícia Judiciária (PJ) e o seu “sentido crítico”, mas está, por questões de segurança, inserido no programa de proteção de testemunhas em local não revelado e sob proteção policial.

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Futebol

Vitória SC celebra hoje 98 anos

Efeméride

em

Foto: Vitória SC / Facebook

O Vitória SC celebra, esta terça-feira, 98 anos de existência.

As comemorações contaram com o simbólico hastear da bandeira, na entrada principal do Estádio D. Afonso Henriques.

Foto: Vitória SC / Facebook

Foto: Vitória SC / Facebook

Foto: Vitória SC / Facebook

Foto: Vitória SC / Facebook

Foto: Vitória SC / Facebook

A efeméride é assinalada ainda com a celebração da habitual eucaristia na Igreja de S. Domingos.

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Futebol

Nacional desagradado com Sporting por dar nome de Cristiano Ronaldo à Academia

Alcochete

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Cristiano Ronaldo. Foto: DR / Arquivo

O Nacional da Madeira mostrou-se hoje “estupefacto e desagradado” com a decisão do Sporting em atribuir o nome de Cristiano Ronaldo à Academia de Alcochete, alegando que a mesma viola o princípio fundamental do registo de marcas.

“Foi com muita estupefação que tomámos conhecimento de que o Sporting pretende alterar o nome da sua Academia. Como é do vosso conhecimento e do conhecimento público, o Clube Desportivo Nacional designou a sua Academia ‘Cristiano Ronaldo Campus Futebol’ em novembro de 2007, pelo que manifestamos o nosso desagrado e total discordância”, pode ler-se numa carta que o presidente do Nacional, Rui Alves, enviou hoje ao seu homólogo sportinguista, Frederico Varandas.

O clube madeirense alega que a sua posição se baseia “no princípio fundamental do registo de marcas”, tendo em conta que as mesmas “poderão confundir-se, o que tem de ser evitado”.

O Sporting tinha anunciado hoje que a Academia de Alcochete, onde treina a equipa principal e se desenvolve o futebol de formação, vai mudar nome para Academia Cristiano Ronaldo, numa iniciativa que pretende homenagear “o nome do maior símbolo de sempre que formou”.

“O bom filho a casa torna e a casa que fez crescer Cristiano Ronaldo acolhe agora o seu nome em homenagem àquele que se tornou o melhor jogador português de todos os tempos, melhor jogador do Mundo galardoado com cinco Bolas de Ouro e capitão da seleção nacional campeã da Europa e da Liga das Nações”, pode ler-se no comunicado que o Sporting hoje tornou público, no qual o clube de Alvalade informa que irá inaugurar oficialmente a Academia Cristiano Ronaldo em data a anunciar, assim que as condições o permitirem.

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