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Região

Cinco detidos e 16 arguidos em operação de fiscalização ao jogo ilegal no distrito de Braga

Em causa estão os crimes de exploração ilícita de jogo, prática de jogo ilícito e posse de armas ilegais

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A GNR deteve cinco indivíduos numa operação de fiscalização ao jogo ilegal desenvolvida nos concelhos de Guimarães, Fafe, Cabeceiras de Basto, Celorico de Basto e Vizela, todos do distrito de Braga, anunciou hoje aquela força de segurança.

Em comunicado, a GNR acrescenta que, na operação, desenvolvida entre terça e quarta-feira, foram ainda constituídos mais 16 arguidos.

Em causa estão os crimes de exploração ilícita de jogo, prática de jogo ilícito e posse de armas ilegais.

A operação visou 61 estabelecimentos comerciais, tendo a GNR detetado, em flagrante, duas situações de exploração ilícita de jogo e outras duas de indivíduos a praticar jogo ilícito.

Num dos estabelecimentos alvo de fiscalização foi detetada, na posse do explorador do espaço comercial, uma arma de fogo ilegal, dissimulada numa caneta, e um bastão artesanal.

Foto: GNR

A operação resultou ainda na apreensão de 19 máquinas de jogo, quatro roletas, duas máquinas de bingo, uma caixa de ‘poker’, três ‘tablets’ e uma impressora de talões.

Foram ainda apreendidos 100 euros, 10 doses de haxixe, uma arma de fogo adaptada, um bastão e dois telemóveis.

A apreensão de haxixe originou o levantamento de dois autos de contraordenação por consumo de estupefacientes.

Nesta operação estiveram envolvidos 24 militares da GNR, que contaram com o apoio de quatro inspetores da Inspeção-Geral de Jogos.

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Canoagem

Fernando Pimenta nas meias-finais da Taça do Mundo

Em Poznan, na Polónia

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Foto: DR/Arquivo

Os canoístas Fernando Pimenta, de Ponte de Lima, e Joana Vasconcelos, do Porto, apuraram-se hoje para as meias-finais das provas de K1 de 1.000 e 200 metros, respetivamente, na Taça do Mundo de Poznan, na Polónia.

Na distância favorita, Pimenta, atleta do Benfica, venceu a sua eliminatória de forma confortável, em 3.33,121 minutos, batendo o norueguês Lars Magne Ullvang por 756 milésimos e o polaco Rafal Rosolski por 1,236 segundos.

O canoísta português disputará o acesso à final na sexta-feira.

Joana Vasconcelos foi terceira na sua eliminatória de K1 200 e qualificou-se para as meias-finais, a realizar no sábado, tendo cumprido o percurso em 43,222 segundos, numa prova vencida pela ucraniana Mariia Skoryk, enquanto a bielorrussa Marharyta Makhneva foi segunda.

Sexta-feira, disputam-se as eliminatórias dos 500 metros, com Portugal a competir com seis tripulações, incluindo Fernando Pimenta, João Ribeiro e Teresa Portela, em K1.

Em K2, Emanuel Silva fará equipa com Messias Baptista, dupla à qual se juntam João Ribeiro e David Varela em K4, tripulação que, no setor feminino, será composta por Joana Vasconcelos, Teresa Portela, Francisca Laia e Francisca Carvalho.

A seleção de canoagem tem como pontos altos esta época os Jogos Europeus, que decorrem em Minsk, na Bielorrússia, de 21 a 30 de junho, bem como o apuramento olímpico, de 21 a 25 de agosto.

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Braga

Quatro detidos por furto num estabelecimento comercial em Braga

Dois homens e duas mulheres

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Foto: DR/Arquivo

A PSP deteve na madrugada de hoje, em Braga, dois homens e duas mulheres suspeitos de furto num estabelecimento comercial da cidade, anunciou aquela força.

Em comunicado, a PSP refere que os suspeitos detinham diversos objetos que teriam utilizado para a concretização do furto, como chaves de estrela, de fendas e inglesa, serra de cortar ferro e canivetes.

Os objetos foram-lhes apreendidos, bem como a gaveta dos matraquilhos que tinham furtado do estabelecimento comercial.

Segundo a PSP, os suspeitos estão referenciados pela prática de outros crimes.

Com idades entre os 22 e os 50 anos, os detidos foram notificados para comparecerem nos Serviços do Ministério Público junto do Tribunal Judicial da Comarca de Braga.

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Alto Minho

Rio Minho repovoado com 600 mil salmões em 20 anos de ações conjuntas luso-galaicas

Nova ação vai decorrer esta semana

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Foto: DR/Arquivo

O troço internacional do rio Minho foi repovoado, nos últimos 20 anos, com cerca de 600 mil salmões juvenis em ações conjuntas da Junta da Galiza e do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

Os números foram revelados hoje à agência Lusa pelo capitão do Porto de Caminha (um dos parceiros), Pedro Costa, a propósito da ação de repovoamento que vai decorrer, na sexta-feira, com sete mil exemplares juvenis de salmão, uma iniciativa integrada no projeto Migra Minho/Miño.

O Migra Minho/Miño, liderado pela Direção-Geral do Património Natural (DXPN), da Junta da Galiza, é desenvolvido no âmbito do Programa de Cooperação INTERREG VA Espanha-Portugal (POCTEP) 2014-2020 e cofinanciado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).

Teve início em 2017 e tem prazo de conclusão previsto para este ano.

O projeto, dotado de 2,2 milhões de euros, tem como áreas principais de intervenção “a criação de mais e mobilidade e acessibilidade no ‘habitat’ fluvial, mitigação de pressões, reforço e melhoria de populações de peixes migradores e a avaliação do impacto das ações desenvolvidas”.

Segundo os dados publicados na sua página na internet, em 2017 e 2018, o Migra Minho/Miño repovoou o rio com mais de 78 mil salmões juvenis, em ações conjuntas da DXPN e do ICNF.

O Migra Minho/Miño visa “a proteção e a gestão sustentável do espaço natural de fronteira que forma a bacia internacional do rio Minho, incluindo os seus afluentes ou tributários, através de uma melhoria das condições do ‘habitat’ fluvial e de medidas que melhorem o estado de conservação das populações de peixes migradores presentes no mesmo”.

Além da componente ambiental, este projeto “quer dar solução às exigências políticas e sociais de proteção e melhoramento do estado natural do troço internacional do rio Minho, mediante a conservação de um dos elementos chave mais ameaçados, as espécies de peixes migradores”.

“Isto contribuirá para a preservação e a valorização das atividades pesqueiras tradicionais, bem como ao desenvolvimento socioeconómico sustentável do território transfronteiriço, ao satisfazer as necessidades práticas das atividades comerciais como a pesca, o turismo ou o setor energético”, lê-se na página oficial do projeto ibérico.

As ações de repovoamento com salmonídeos e outras espécies no Troço Internacional do Rio Minho representam uma das competências da Comissão Permanente Internacional do Rio Minho (CPIRM), previstas no regulamento da pesca naquele troço e da qual fazem parte, entre outras, as entidades portuguesas e espanholas com competência em matéria de repovoamento, nomeadamente o ICNF e a Direção-Geral de Conservação da Natureza da Junta da Galiza.

Em declarações à Lusa, o capitão do porto e comandante da Polícia Marítima de Caminha, que preside à delegação portuguesa da CPIRM, explicou que “as ações de repovoamento de salmões no troço internacional do rio Minho decorrem desde 1999 e que, até aos dias de hoje, cerca de 600.000 salmões já foram colocados nas águas do rio internacional”.

Pedro Costa explicou que o repovoamento a realizar na sexta-feira irá decorrer entre Valença, no Alto Minho, e Tui, também para assinalar o Ano Internacional do Salmão.

Na ação participarão alunos com idades entre os 09 e os 10 anos, de duas turmas de escolas de Valença e Tui, que serão transportadas por embarcações da Polícia Marítima de Caminha e da Comandância Naval do Minho, de Tui.

O responsável adiantou que naquela ação estarão ainda envolvidas a NASCO – Organização para a conservação do salmão do Atlântico Norte e a NPAFC – Comissão do Pacífico Norte para as pescarias de espécies anádromas.

Na sexta-feira, a ação de repovoamento decorrerá entre as 10:30 e as 12:00 (hora portuguesa), com a participação da Autoridade Marítima Nacional, da Armada Espanhola, da Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos, da Junta da Galiza e do Aquamuseu do rio Minho, instalado em Vila Nova de Cerveira.

Na parte fluvial, a bacia internacional do rio Minho, é conhecida a presença de 24 espécies de peixes pertencentes a 14 famílias e repartidas em 18 espécies autóctones.

Entre estas seis são diádromas (incluindo a truta marisca), oito anfídromas, cinco residentes (incluindo a truta residente) e seis espécies alóctones.

Das espécies, 75% são autóctones e, destas, 21% apresentam um importante valor de conservação, já que são espécies endémicas a nível peninsular.

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