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Alto Minho

Cinco câmaras do Alto Minho contra exploração de lítio na Serra d’Arga

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O movimento cívico SOS Serra d’Arga terminou hoje em Viana do Castelo uma ronda de contactos com cinco câmaras do Alto Minho que “confirmaram” a sua oposição à prospeção e exploração de lítio e de outros minerais na região.


“É a quinta autarquia que está alinhada connosco. Fiquei satisfeito com a reunião, hoje, na Câmara de Viana do Castelo e não esperava outra coisa desta como das outras autarquias”, afirmou à agência Lusa o porta-voz do movimento cívico Carlos Seixas.

Anteriormente, o movimento reuniu-se com os presidentes das câmaras de Ponte de Lima, Caminha, Vila Nova de Cerveira e Paredes de Coura.

A serra d’Arga abrange uma área de 10 mil hectares, dos quais 4.280 hectares encontram-se classificados como Sítio de Importância Comunitária.

Hoje, em Viana do Castelo, os representantes do grupo de cidadãos foram recebidos pelo vereador do Planeamento, Gestão Urbanística, Desenvolvimento Económico, Mobilidade e Coesão Territorial, Luís Nobre, devido à ausência do presidente da câmara, que se encontra em Bruxelas a participar no Comité das Regiões.

Segundo Carlos Seixas, o vereador Luís Nobre afirmou ter existido “falta de objetividade e rigor nos pedidos de prospeção e exploração de minerais que chegaram, em julho, à câmara municipal” e que “a mesma falta de objetividade e rigor coloca-se em relação à definição da área da serra d’Arga que irá a concurso público”.

“Nessa medida referiu que a Câmara Municipal só podia ser contra o projeto”, especificou Carlos Seixas.

Contactado pela Lusa, o vereador Luís Nobre disse que o município “tudo fará na defesa daquele território para o qual estão a ser desenvolvidos, há vários anos, diversos projetos de requalificação, preservação e valorização do seu património”.

Como exemplo apontou o projeto “Da Serra d’Arga à Foz do Âncora”, que envolve os municípios de Caminha, Viana do Castelo, Ponte de Lima, Vila Nova de Cerveira e Paredes de Coura, liderado pela Comunidade Intermunicipal do Alto Minho.

Aquele projeto incide “sobre o território classificado como Sítio de Importância Comunitária da Rede Natura 2000 Serra d’Arga, correspondendo a uma área com 4.493 hectares, totalmente inserida na sub-região do Alto Minho, e cuja conservação florística e faunística é imperativa”.

Na semana passada, cinco movimentos cívicos do Minho que se opõem à prospeção e exploração de lítio e de outros minerais anunciaram para sábado, em Viana do Castelo, uma concentração/manifestação pacífica para contestar os projetos de mineração que o Governo tenciona lançar.

O protesto, que visa “exigir ao Governo respeito pelos cidadãos”, é organizado pelo movimento SOS Serra d’Arga, Corema – Associação de Defesa do Património/Movimento de Defesa do Ambiente e Património do Alto Minho, SOS Terras do Cávado, SOS Serra da Cabreira e Em Defesa da Serra da Peneda Soajo.

No início de janeiro foi divulgado o nome dos nove lugares abrangidos pelo concurso público para exploração do lítio, para além dos dois contratos já anunciados em Montalegre e Boticas.

Serão abrangidas as áreas de Serra d’Arga, Barro/Alvão, Seixo/Vieira, Almendra, Barca Dalva/Canhão, Argemela, Guarda, Segura e Maçoeira.

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Alto Minho

Arcos de Valdevez: Mais de 4 milhões em 750 quilómetros de estradas municipais

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Foto: CM Arcos de Valdevez

O presidente da Câmara de Arcos de Valdevez estima em mais de quatro milhões de euros o total do investimento que a autarquia está a realizar, em três anos, na beneficiação de mais 750 quilómetros de rede viária.

“Desde 2019, até agora, entre obras concluídas e em curso, o investimento é superior a 2,5 milhões de euros. Acabámos de lançar a concurso público novas empreitadas, no valor de 750 mil euros, para a beneficiação da rede viária municipal de 11 freguesias. Em execução, nas freguesias, está ainda um investimento superior a um milhão de euros, resultante de protocolos que a Câmara estabeleceu com as juntas”, disse hoje à Lusa o social-democrata João Manuel Esteves.

O autarca justificou a dimensão do investimento municipal na rede viária com a “grande dispersão geográfica” do concelho, que conta com 36 freguesias.

“Arcos de Valdevez é um concelho com muitos lugares, muito distantes uns dos outros. A nossa rede viária tem uma extensão superior a 750 quilómetros”, especificou.

João Manuel Esteves acrescentou que a empreitada agora lançada a concurso público “deverá iniciar-se antes do final de 2020 e terá um prazo de execução de um ano”.

O investimento de 750 mil euros visa a reabilitação, construção e beneficiação de vias municipais em 11 freguesias “para melhorar a circulação e a segurança rodoviária no concelho, garantindo mobilidade e qualidade da vida às populações”.

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Alto Minho

Casal agredido na rua em Paredes de Coura por causa de um cão sem trela

Agressões

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Foto: DR / Arquivo

Um homem de 55 anos e uma mulher de 44 sofreram ferimentos na sequência de agressões na via pública, esta noite de quarta-feira, em Paredes de Coura.

O casal terá sido agredido depois de tentar fotografar dois homens, irmãos, que seguiam com um cão sem trela, dá conta a Rádio Vale do Minho.

A contenda aconteceu na freguesia de Bico, cerca das 19:30, quando o casal foi buscar água a um monte. “Passaram dois indivíduos, que são irmãos, com um cão sem a respetiva trela”, disse a GNR à mesma fonte.

“A senhora, começou então a fotografar os indivíduos e o respetivo animal (…). Os dois indivíduos não gostaram de ser fotografados. Esperaram pelo casal na base do monte e foi então que tudo aconteceu”, disse a autoridade.

Pelo menos um dos agressores já estará identificado pela polícia.

O homem agredido foi transportado para os serviços de oftalmologia do Hospital de Braga com “bastantes lesões na face”, disse fonte dos bombeiros. A mulher recusou transporte hospitalar.

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Viana do Castelo

Padres, bispos e cardeais de todo o país no último adeus a D. Anacleto Oliveira

Bispo de Viana

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Foto: Diocese Leiria/Fátima

No dia 23 de setembro, a diocese de Leiria-Fátima despediu-se do bispo D. Anacleto Oliveira, natural da paróquia das Cortes, onde foi a sepultar. D. António Marto presidiu à celebração da missa exequial que teve início às 15:00 e que contou com a presença de muitos familiares e amigos, dentre os quais, muitos bispos e sacerdotes de todo o país, incluindo o cardeal-patriarca, D. Manuel Clemente.

Durante a homilia referiu a sua amizade particular com o bispo falecido, natural da diocese de Leiria-Fátima. Muitos foram os que quiseram dizer o seu último adeus, sendo que as limitações impostas pela pandemia impediram que a catedral de Leiria pudesse acolher mais fiéis.

Foto: Diocese Leiria/Fátima

Foto: Diocese Leiria/Fátima

Foto: Diocese Leiria/Fátima

Foto: Diocese Leiria/Fátima

As palavras do bispo da Diocese, foram expressão da amizade que o uniu ao prelado falecido. Começou por referir que “há pouco mais de um mês tive a graça de celebrar com D. Anacleto Oliveira, na paróquia das Cortes, o jubileu dos 50 anos da sua ordenação sacerdotal, recebida aqui na Sé de Leiria por imposição das mãos de D. João Pereira Venâncio”.

Continuou, afirmando que “hoje, é com profunda tristeza que, juntamente convosco, me despeço dele nesta mesma Sé, pelo seu falecimento tão inesperado”.

Para o bispo diocesano, “quando nos despedimos de um pastor da Igreja, na hora final, é verdadeiramente justo e salutar que façamos memória agradecida da sua dedicação e entrega a Deus e ao seu povo com zelo alegria e espírito de sacrifício”.

D. António Marto começou por fazer referência à amizade que os unia, “encontrando nele um bom amigo e companheiro, sempre bem disposto e disponível, sereno e sábio”.

Foto: Diocese Leiria/Fátima

Foto: Diocese Leiria/Fátima

Foto: Diocese Leiria/Fátima

Depois, aludiu à participação enquanto presbítero de D. Anacleto na edificação da Igreja diocesana, “particularmente na realização do sínodo diocesano, nos documentos e orientações pastorais aí aprovados, como também em diversas paróquias, movimentos e no santuário de Fátima”.

Como seria natural, não esqueceu também a formação académia do falecido. “A sua especialização bíblica, culminada no doutoramento, proporcionou-lhe ser um grande, reconhecido e apreciado biblista entre nós e, sobretudo, um apaixonado apóstolo da Palavra de Deus”.

Finalmente, salientou ainda o estilo de bispo de D. Anacleto, “a figura de um bispo pai e pastor como pede o Papa Francisco, exemplo e ao jeito do santo bispo frei Bartolomeu dos Mártires, em cuja canonização D. Anacleto tanto se empenhou”.

Foto: Diocese Leiria/Fátima

Foto: Diocese Leiria/Fátima

Foto: Diocese Leiria/Fátima

“Cultivava a pastoral da proximidade e do encontro, do trato simples e próximo, uma relação afetuosa, capaz de partilhar as alegrias e as dores do seu povo”, referiu, acrescentado ser “a imagem de um bispo em saída por se saber a imagem de uma Igreja em saída, ao encontro de todos, particularmente dos mais frágeis e dos mais sós, das crianças e idosos, com quem D. Anacleto tinha tanto gosto em encontrar-se e conversar familiarmente”.

Era por esta maneira de ser e de estar que “ele exalava o perfume do pastor”.

“Quem convivia de perto com D. Anacleto, dava-se conte de que era um homem de fé, enamorado do encontro com Jesus Cristo ressuscitado e vivo; n’Ele punha a sua esperança e na sua palavra”.

Após a celebração, D. Anacleto Oliveira foi sepultado no cemitério das Cortes, sua terra natal.

(Texto de Diocese Leiria/Fátima)

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