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Região

CIM do Cávado diz que transportes mais baratos foi ideia “para as grandes metrópoles”

Programa de Apoio à Redução Tarifária para 2020, gera uma “incerteza preocupante” aos autarcas

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Ricardo Rio, presidente da CIM Cávado e da CM Braga. Foto: Divulgação / CM Braga (Arquivo)

O presidente da Comunidade Intermunicipal do Cávado defendeu hoje que o Programa de Apoio à Redução Tarifária nos Transportes (PART) foi “pensado para as grandes metrópoles”, apontando o subfinanciamento como um “problema mais grave”, impedindo descontos noutros territórios.


Em declarações à Lusa, o presidente da Comunidade Intermunicipal do Cávado (CIM-Cávado), Ricardo Rio, referiu que ainda não há “relatórios finais”, mas criticou a “falta de informação sobre o Programa de Apoio à Redução Tarifária (PART) para 2020, o que gera uma “incerteza preocupante” aos autarcas.

“Em primeiro lugar, recordar que o PART foi pensado para as grandes metrópoles. [O PART] teve uma dotação de 104 milhões de euros, sendo que desse valor 75% ficou na Área Metropolitana de Lisboa e, dos restantes 25%, metade foi para a área Metropolitana do Porto e os outros 12,5% para as 21 CIMs do país”, apontou o também presidente da Câmara Municipal de Braga.

Para Ricardo Rio, “é difícil neste momento ter uma ideia concreta sobre a aplicação do PART, pois ainda está em execução, e só quando forem elaborados os relatórios finais, em fevereiro, será possível fazer uma contabilização mais precisa”.

No entanto, o autarca aponta desde já problemas ao referido programa: “O primeiro e mais grave é sem dúvida o subfinanciamento do programa, que impede em territórios como o nosso a implementação de descontos mais abrangentes e potenciadores do transporte público, como os passes intermunicipais disponibilizados pelas Áreas Metropolitanas”, enumerou.

“Agrava-se esta situação pela falta de informação sobre o PART para 2020, relativamente ao qual não se sabe ainda se existirá e se cobrirá os 12 meses do ano, ao contrário dos nove meses de 2019. Esta incerteza é preocupante pois muitos municípios não têm disponibilidade para assegurar as reduções tarifárias com meios próprios”, continuou.

A Associação Nacional de Municípios (ANMP) alertou, no XXIV congresso da associação, em Vila Real, que decorreu sábado e domingo, que os transportes públicos “entre regiões” mantêm preços sem as descidas previstas no PART, pelo que é “fundamental aprofundar” o projeto, incluindo financeiramente.

“É fundamental o aprofundamento do PART [em vigor desde abril e conhecido por ‘passe único’]. Não houve uma aplicação concertada ao nível das Comunidades Intermunicipais (CIM), tendo cada autoridade decidido o âmbito de aplicação das verbas que lhe couberam. As ligações entre as regiões mantêm tarifários que não refletem as reduções”, disse Alfredo Monteiro, vice-presidente do Conselho Diretivo da ANMP.

O diploma do PART, publicado em fevereiro, estabelecia que as Áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto e as 21 Comunidades Intermunicipais (CIM) recebessem 104 milhões de euros do Fundo Ambiental, através do Orçamento do Estado, e comparticipem o programa com um total de 2,6 milhões.

Apesar do investimento inicial previsto, as autarquias contribuíram com 12 milhões para o PART.

O documento refere que “as autoridades de transporte contíguas podem, se assim o desejarem, articular-se no sentido de estender os apoios a serviços que abranjam os respetivos territórios”.

A Área Metropolitana de Lisboa, com mais de 464 mil utilizadores dos transportes públicos, recebeu a verba maior, de 74,8 milhões de euros, comparticipando o programa com 25 milhões.

A Área Metropolitana do Porto, com 177,5 mil utilizadores, recebeu 15,4 milhões e as 21 CIM um total de 23,2 milhões.

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Alto Minho

BMW que vale um milhão desaparecido em Ponte de Lima foi recuperado em Lisboa

Clássico

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Foto: ACP Clássicos

Foi recuperado em Lisboa, na tarde desta segunda-feira, o clássico BMW modelo 328 do ano de 1939 que tinha sido dado como roubado de uma coleção particular situada em Ponte de Lima.

“Já apareceu”, confirmou a O MINHO Pedro Lopo Carvalho, filho da proprietária, que lançara um apelo nas redes sociais, agradecendo “a grande ajuda da GNR de Ponte de Lima, da PSP e do Facebook, que foi uma grande mais-valia”.

BMW que vale um milhão de euros roubado de garagem em Ponte de Lima

A viatura foi localizada numa garagem em Lisboa, confirmou O MINHO junto de fonte oficial do Comando Metropolitano da PSP de Lisboa, acrescentado que “a situação está em desenvolvimento”.

A mesma fonte revelou que não se tratará “de um verdadeiro roubo, mas de questões familiares”.

De acordo com o departamento de Clássicos do ACP, o departamento histórico da BMW em Munique já tinha sido alertado para o desaparecimento da viatura, uma vez que existem apenas cerca de 400 exemplares deste modelo.

Numa breve pesquisa em sites de leilões deste tipo de automóveis, é possível ver diferentes preços, variando entre os 500 mil e o milhão de euros.

O modelo, que atingia os 135 quilómetros horários, foi fabricado entre os anos de 1936 e 1940, tendo sido produzidas 434 unidades. Tem motor de seis cilindros com 80 cavalos de potência.

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Alto Minho

Freguesias de Ponte de Lima vários dias sem água

Águas do Alto Minho

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Foto: DR

Duas freguesias de Ponte de Lima estiveram vários dias sem água. A Águas do Alto Minho (AdAM) retomou o abastecimento esta segunda-feira e adiantou a O MINHO que está a estudar a implementação de “uma solução definitiva” para o problema que é “recorrente” nesta altura do ano.

Na freguesia de Serdedelo, há casas que estão sem água desde a passada quarta-feira, tendo a situação sido resolvida apenas na madrugada de hoje.

“Durante a noite de hoje andaram com camiões-cisterna a fazer reforço de água”, refere a O MINHO Maurício Pereira, proprietário da Casa do Cabo – Ponte de Lima, alojamento local que foi afetado pela falta de água no domingo durante “cinco ou seis horas”.

“De qualquer modo, o problema persiste. Neste momento temos água, o que não quer dizer que ao final do dia não volte a falhar, porque não estão a conseguir dar resposta”, aponta o empresário. “A infraestrutura, aparentemente, não tem as condições necessárias para o número de pessoas que utilizam a rede, no entanto essa infraestrutura já era utilizada nos anos anteriores e, este, apesar de estar muito calor, não é dos verões mais quentes. Nem ainda houve falhas das águas de nascente. Nunca tivemos falhas de quatro, cinco, seis dias, como é o caso, tínhamos falhas de duas horas e a situação era resolvida”, acrescenta.

Maurício Pereira nota que a solução é “muito temporária”. “Estão a encher os reservatórios de água com recurso aos camiões-cisterna, mas não garantem que os reservatórios não voltem a ficar vazios”, destaca.

“Condutas antigas rebentam todas”

Numa parte da freguesia vizinha de Ribeira, a água começou a falhar na sexta-feira. O abastecimento foi reposto esta manhã.

O MINHO contactou o presidente da Junta, Nuno Pimenta, que confirmou o corte do abastecimento, do qual deu conhecimento à Câmara e à AdAM.

O autarca revela que o problema já aconteceu outra vezes no passado, quando a gestão do abastecimento da água era municipal, mas não por tanto tempo. “Os funcionários da câmara resolviam logo o problema”, afirma Nuno Pimenta, considerando que um dos problemas são as fugas de água.

Perguntas e Respostas: Águas do Alto Minho e suas “sucessivas trapalhadas”

“As condutas são muito antigas e a água vindo com mais um bocado de pressão rebentam todas, o problema também é por haver muitas fugas”, destaca, acrescentando que o problema afetou “entre 30 a 40 fogos”.

Na freguesia de Fornelos, onde o problema também se costuma verificar, contactado por O MINHO, o presidente da Junta, João Matos, revelou que, na semana passada, houve “dois ou três dias” em que o abastecimento foi interrompido durante “algumas horas”, mas as equipas da AdAM resolveram o problema.

“Falhas são situação recorrente” e AdAM “está a estudar solução definitiva”

Questionada por O MINHO, a AdAM confirmou que “o abastecimento de água em Ponte de Lima já foi restabelecido”.

“Durante os últimos dias, e tendo em vista garantir que não faltava água às populações, foi efetuado o abastecimento de água por recurso a transporte em camião-cisterna”, acrescenta a empresa.

Considerado que “as falhas de abastecimento são uma situação recorrente que resultam do aumento da temperatura e do elevado consumo de água que se faz sentir nesta época do ano”, a AdAM garante que “está a estudar a situação com vista a implementar uma solução definitiva para este problema que ocorre todos os anos”.

Em declarações à Antena 1, o presidente do conselho de administração da AdAM, Carlos Martins, afirmou que, “infelizmente, as infraestruturas que existem no local não permitem criar expectativas muito elevadas de conseguirmos resolver o problema num curto período de tempo. Vamos tentar que no próximo Verão criemos as condições para não se repetir”.

Carlos Martins refuta também que o problema tenha que ver com a AdAM, que começou a operar no início deste ano. “É um problema estrutural, não é por causa da mudança da empresa. O problema que se coloca é que as origens dessa água quando chega o verão esgotam-se”, realça.

A Águas do Alto Minho é detida em 51% pela Águas de Portugal (AdP) e em 49% por sete municípios do distrito de Viana do Castelo (Arcos de Valdevez, Caminha, Paredes de Coura, Ponte de Lima, Valença, Viana do Castelo e Vila Nova de Cerveira), que compõem a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho.

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Barcelos

Plano de integração da comunidade cigana em Barcelos renovado com fundos comunitários

Alto Comissariado para as Migrações

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Foto: DR / Arquivo

Os fundos comunitários vão cofinanciar a implementação de mais seis planos locais de integração das comunidades ciganas (PLICC), e permitir a continuidade e acompanhamento dos 12 já existentes, um dos quais em Barcelos, adiantou hoje o Alto Comissariado para as Migrações (ACM).

Em comunicado, o ACM adiantou que foi aprovada a candidatura do ACM ao Programa da União Europeia de Direitos, Igualdade e Cidadania para uma segunda edição do PLICC.

“A nova edição do projeto (PLICC2), que será implementada em breve e terá a duração de 24 meses, prevê o acompanhamento dos 12 Planos Locais para a Integração das Comunidades Ciganas concebidos na primeira fase e a criação de seis novos Planos Locais, a implementar por municípios portugueses que serão selecionados posteriormente”, lê-se no comunicado hoje divulgado.

O ACM define como prioridade da segunda edição do PLICC o acompanhamento dos 12 planos já existentes, com a criação e fortalecimentos de plataformas e grupos de trabalho locais, e “o envolvimento de novos municípios para a elaboração de Planos Locais, tendo por base a metodologia já testada”.

O comunicado refere que a candidatura aprovada teve por base a Estratégia Nacional para a Integração das Comunidades Ciganas 2013-2022.

“A primeira edição do projeto foi executada entre junho de 2018 e julho de 2019, tendo a criação de 12 Planos Locais (dois intermunicipais), decorrido entre novembro de 2018 e abril de 2019, com o envolvimento de 14 municípios, que abrangem as cinco regiões de Portugal Continental: Albufeira, Almada, Barcelos, Borba, Castelo Branco, Estremoz, Évora, Figueira da Foz, Matosinhos, Moura, Mourão, Oeiras, Porto e Tomar. Os dois Planos intermunicipais foram concebidos por Borba e Estremoz, e por Moura e Mourão”, recorda o ACM.

O organismo refere ainda que o Guia para a Conceção de Planos Locais para a Integração de Comunidades Ciganas foi um dos resultados da primeira edição do PLICC.

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