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Região

CIM do Cávado cria rede provisória e gratuita de transporte de passageiros

Covid-19

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Foto: Transdev

Os seis concelhos que integram a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Cávado vão ficar servidos por uma rede provisória de transportes públicos, que assegurará, de forma gratuita, os serviços essenciais à população, foi hoje anunciado.

Em comunicado, a CIM refere que a rede é composta por um total de 10 carreiras, com 36 circulações diárias, contabilizando um total de 1.242 quilómetros diários.

“Os horários foram adaptados de modo a permitirem as habituais deslocações profissionais e acessos aos centros urbanos e basearam-se nos dados históricos de procura, permitindo com um número reduzido de carreiras servir a maior população possível”, acrescenta.

A rede foi criada pela CIM do Cávado, em articulação com a Autoridade Intermunicipal de Transportes do Cávado (AITC) e com os municípios de Amares, Esposende, Barcelos, Braga, Terras de Bouro e Vila Verde.

A CIM lembra que, após o cancelamento das atividades letivas, e com a declaração dos estados de emergência por 45 dias, o transporte público de passageiros sofreu “reduções drásticas”, tendo inclusivamente sido totalmente suspenso na maioria dos municípios do Cávado.

“Neste sentido, foi identificada como prioritária a reativação de serviços de transporte público de passageiros considerados essenciais, e que asseguram, num período transitório, níveis mínimos de mobilidade às populações”, refere ainda o comunicado.

Durante este período transitório, as condições de utilização da rede são especiais, nomeadamente não haverá lugar à cobrança de bilhetes nem carregamento de passes, pelo que a circulação será livre.

A lotação dos veículos é de dois terços da sua lotação máxima e não será permitida a circulação de passageiros sem máscara protetora.

A entrada e saída dos passageiros será feita unicamente pela porta traseira.

A rede tem um caráter temporário e será reavaliada periodicamente pela CIM do Cávado, “de modo a poder adaptar-se a uma realidade profundamente dinâmica e imprevisível como a que se vive atualmente”.

Com viagens nos dois sentidos, as carreiras serão Arcos de Valdevez/Braga, Gerês/Braga, Braga/Amares, Terras de Bouro/Braga, Gerês/Terras de Bouro, Caldelas/Amares, Forjães/Apúlia, Apúlia/Braga, Braga/Barcelos e Braga/Famalicão.

Portugal contabiliza 1.074 mortos associados à covid-19 em 25.702 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia.

Portugal entrou domingo em situação de calamidade, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência desde 19 de março.

Esta nova fase de combate à covid-19 prevê o confinamento obrigatório para pessoas doentes e em vigilância ativa, o dever geral de recolhimento domiciliário e o uso obrigatório de máscaras ou viseiras em transportes públicos, serviços de atendimento ao público, escolas e estabelecimentos comerciais.

Região

Dono de supermercados em Barcelos e Famalicão oferece alimentos a quem mais precisa

“Pessoas que compravam todas as semanas seis litros de leite, passaram a levar dois”.

Foto: DR

Ricardo Miranda engolia em seco de cada vez que um cliente habitual de um dos seus supermercados levava menos mercearia do que a habitual até então. Pessoas que compravam todas as semanas seis litros de leite, passaram a levar dois. O mesmo em relação a massas, arroz e pão. Gastavam “entre 20 a 30 euros” e agora “contam os trocos que por vezes nem chegam a três euros”.

Face a esta situação, o dono dos supermercados 123, com lojas em Vilar de Figos e Várzea (Barcelos) e em Vilarinho das Cambas (Famalicão) começou a perguntar aos clientes se estavam em dificuldades financeiras, questão a que alguns, de forma muito envergonhada, responderam que sim.

O empresário, que é também agenciador de espetáculos e músicos, como é o caso do famoso cantor Vítor Rodrigues, decidiu fazer algo para aliviar as privações destas famílias e começou uma campanha solidária para oferecer cabazes alimentares a quem mais precisa, não só entre os clientes mas para toda a população da região que atravesse dificuldades.

Para se habilitar aos apoios, as famílias devem contactar diretamente os supermercados (por telefone ou dirigir-se às lojas) ou através das redes sociais e de email.

“Sinto que há pessoas a passar muitas necessidades, não só entre os clientes mas também no mundo artístico, que não têm dinheiro para comprar arroz, massa, óleo ou até pão”, disse a O MINHO.

Vice-presidente há oito anos da IPSS Moinhos de Vento, Ricardo afirma conseguir distinguir entre quem realmente passa necessidade ou não, e tem feito também alguns contactos com presidentes de junta para validar a informação dos pedidos que têm chegado, e que até agora têm sido legítimos.

“Há uns dias veio aqui [a Barcelos] um casal de Viana do Castelo que tinha visto a nossa iniciativa. Ver a alegria e o sorriso no rosto daquela família valeu mais do que todo o dinheiro possível”, recorda o empresário.

Sobre os produtos doados, Ricardo afirma que o prejuízo acaba por não ser muito, uma vez que os inventários permitem perceber quais as marcas que não têm grande saída e acabam por não ser vendidas. “Então também reforçamos os cabazes com esses produtos”, esclarece.

Até agora, e no espaço de pouco mais de uma semana, Ricardo já entregou cabazes a doze famílias, e pretende entregar a mais 25 até final do mês de janeiro.

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Guimarães

Oito anos de prisão para cantoneiro de Guimarães por violar namorada e traficar droga

Crime

Foto: Ilustrativa / DR

O Tribunal de Guimarães condenou a oito anos e um mês de prisão um cantoneiro de Guardizela, daquele concelho, em cúmulo jurídico resultante de dois processos, um por violência doméstica e violação e o outro por tráfico de droga.

Por acórdão datado de 20 de janeiro, a que a Lusa hoje teve acesso, o tribunal fixa ainda, como penas acessórias, a proibição, durante cinco anos, de contacto com a namorada “por qualquer forma ou por interposta pessoa”, e a obrigação de frequência de um programa específico de prevenção da violência doméstica.

O arguido, de 35 anos, fora condenado, em maio de 2019, a quatro anos e quatro meses de prisão, com pena suspensa, por tráfico de estupefacientes.

Em 30 de abril de 2020, o Tribunal de Guimarães condenou-o a seis anos e oito meses de prisão, por violência doméstica e violação, sendo a vítima a namorada.

Agora, o tribunal procedeu ao cúmulo jurídico das duas penas, aplicando uma pena única de oito anos e um mês de prisão.

O tribunal sublinha o “percurso multicriminal” do arguido, em que a relação amorosa/conjugal “aparece como um contexto preferencial para a ocorrência de comportamentos violentos”.

Além dos dois processos envolvidos neste cúmulo jurídico, o arguido soma ainda uma outra condenação, por coação.

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Guimarães

Hospital de Guimarães tem 111 doentes internados com covid-19

Unidade ainda tem “elasticidade” apesar do aumento de casos

Foto: Rui Dias / O MINHO

O Hospital de Guimarães tem 111 doentes covid-19, dos quais oito em cuidados intensivos, dispondo ainda de “alguma elasticidade” em termos de internamento e “muita preocupação” com o acréscimo de infeções, disse hoje fonte oficial daquela unidade à Lusa.

A taxa de ocupação das camas covid-19 nos cuidados intensivos ronda os 50%, acrescentou a mesma fonte, sem conseguir especificar a mesma taxa no internamento em enfermaria.

“Ainda temos alguma elasticidade, o que não significa que não estejamos preocupados. Estamos preocupados e muito, porque os números de infeção têm vindo a crescer e, além disso, há que contar também com o acréscimo de internamentos decorrente, designadamente, da vaga de frio”, sublinhou.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.075.698 mortos resultantes de mais de 96,8 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 9.686 pessoas dos 595.149 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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