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Região

CIM do Ave reclama prioridade à região norte nos testes em lares de idosos

Covid-19

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

A Comunidade Intermunicipal (CIM) do Ave manifestou hoje o seu “desagrado” por a região norte não ser prioridade no plano preventivo de combate à covid-19, que prevê a realização de testes em lares de idosos.

Em comunicado, a CIM do Ave sublinha que a região norte é “a mais afetada do país” pela pandemia da covid-19 e consideram que a decisão de não começar a testar lares de idosos nos distritos que registam mais casos “é imprudente, incompreensível e pode ser, em última instância, irreversível”.

“Perante este cenário, a CIM do Ave e os oito municípios que a constituem – Cabeceiras de Basto, Fafe, Guimarães, Mondim de Basto, Póvoa de Lanhoso, Vieira do Minho, Vila Nova de Famalicão e Vizela – vêm por este meio demonstrar o seu desagrado com esta decisão do Governo, afirmando a sua total solidariedade para com as instituições da zona norte”, lê-se no comunicado.

A CIM lembra que, de acordo com o Relatório de Situação da Direção-Geral da Saúde hoje publicado, a Região Norte é a zona mais afetada do país, contabilizando um total de 4.452 casos, número superior a todas as outras regiões do país juntas, incluindo os arquipélagos dos Açores e Madeira.

Acrescenta que, ainda de acordo com o mesmo boletim, entre as dez cidades mais afetadas pela pandemia da covid-19, oito pertencem à zona norte.

Na segunda-feira, o Governo anunciou e colocou no terreno um plano preventivo de combate à covid-19, que prevê a realização de testes em lares de idosos.

“Com grande surpresa, Évora, Guarda, Algarve, Aveiro e Lisboa surgem como prioridades na distribuição geográfica dos testes à covid-19”, refere o comunicado da CIM do Ave.

Refere que, embora ainda não seja conhecido o número exato de infetados nos lares nem a localização geográfica, a Zona Norte “é a região mais afetada do país e não está contemplada nas prioridades da referida distribuição de testes”.

“Sabendo da escassez dos recursos disponíveis para o combate a esta pandemia, a CIM do Ave e os oito municípios que a constituem reconhecem o esforço e a dedicação do Governo de Portugal perante o panorama atual, mas apelam a uma resposta urgente e mais eficaz das autoridades de saúde nas zonas mais afetadas do país, combatendo o surto onde ele tem maior e mais dramática expressão”, conclui o comunicado.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 828 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 41 mil. Dos casos de infeção, pelo menos 165 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 160 mortes e 7.443 casos de infeções confirmadas. Dos infetados, 627 estão internados, 188 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 43 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 02 de abril.

Viana do Castelo

Hotel, supermercado e restaurante nascem no local da antiga Somartis em Viana

Holandeses investem 18 milhões em empreendimento

Foto: DR / Arquivo

O grupo holandês Ten Brinke vai investir cerca de 18 milhões de euros num empreendimento que inclui um hotel, supermercado e restaurante, nos terrenos de uma empresa de tapetes fundada nos anos 60, entretanto encerrada.

“Contamos iniciar a construção do empreendimento a partir de meados de junho para até final do ano concluir, pelo menos, dois dos três operadores: o supermercado e do restaurante”, disse hoje à agência Lusa, Francisco Coelho, diretor de projetos da Ten Brinke em Portugal.

Segundo aquele responsável, “o projeto de loteamento para instalação de três operadores nos terrenos da antiga Somartis já foi aprovado pela Câmara de Viana do Castelo”.

“Podemos avançar para a aquisição dos terrenos, sendo que ainda falta apresentar o projeto urbanístico do loteamento para obtermos o alvará de construção”, especificou.

Francisco Coelho escusou-se a avançar, nesta fase, as marcas do supermercado, do restaurante de ‘fast-food’ e do hotel que integram o projeto.

O responsável explicou que o empreendimento a instalar em Viana do Castelo “é o segundo investimento do grupo holandês em Portugal”.

“No final de março, contamos abrir um hotel de 3 estrelas, do grupo hoteleiro francês B&B, em Matosinhos, num investimento de 10 milhões de euros”, especificou.

À Lusa, o vereador com os pelouros do Planeamento e Gestão Urbanística, Reabilitação Urbana e Desenvolvimento Económico, Luís Nobre, disse ter assinado o “despacho de deferimento do projeto de loteamento, faltando a emissão do alvará de construção”.

Em causa estão 13 mil metros quadrados de terreno, situados na entrada norte da cidade, junto à Estrada Nacional (EN), onde está instalado o armazém da empresa Somartis, fundada nos finais dos anos 60 por um engenheiro belga que veio trabalhar como consultor de métodos de trabalho nos extintos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC).

Na altura, a empresa, muito procurada por espanhóis, chegou a ter uma fábrica de tapetes que foi, entretanto, desativada. Atualmente, funcionava apenas como armazém de venda de tapeçaria e artesanato.

Nos anos 80, a aposta do empresário na exposição de animais raros, como tigres, lamas, macacos entre outros, era motivo de verdadeiras romarias à Somartis.

Em janeiro de 2020, contactado pela Lusa, o presidente da Câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa, admitiu ser “importante revitalizar aquela zona de entrada da cidade”.

“É uma área de terreno considerável que não está rentabilizado, faz todo o sentido que haja um projeto para revitalizar o tecido urbano da zona onde está situada aquela antiga unidade industrial de tapetes. Atualmente já não tem a atividade que de há uns anos”, referiu.

Segundo José Maria Costa, trata-se de uma zona da cidade “com boas acessibilidades” e que o “projeto de requalificação apresentado tem algumas funções que fazem falta numa zona urbana”.

“Estamos a analisar o pedido do ponto de vista urbanístico. É um investimento importante e, nesta fase, em que é preciso reativar a economia, é um investimento que estamos a acompanhar com muito interesse”, referiu na ocasião.

A empresa Somartis foi, em 2001, a última concessionária do elevador de Santa Luzia antes de adquirido, reabilitado e reativado pela Câmara de Viana do Castelo, em 2007.

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Braga

Hospital de Braga com 148 internados tem taxa de ocupação “no limite”

22 nos cuidados intensivos

Foto: Hospital de Braga (Arquivo)

O Hospital de Braga conta com 148 doentes covid-19 internados, 22 dos quais nos cuidados intensivos, estando com a lotação “praticamente esgotada”, afirmou hoje o presidente do Conselho de Administração à Lusa.

João Porfírio Oliveira sublinhou que, no entanto, o hospital “continua a dar resposta” de internamento aos doentes que vão chegando, com recurso aos setores social e privado.

“A situação é claramente preocupante, a taxa de ocupação está no limite e o número de doentes internados por dia tem crescido sucessivamente”, referiu.

Para assegurar resposta, o hospital contratualizou 10 camas com a Santa Casa da Misericórdia de Póvoa de Lanhoso, tendo ainda transferido mais 10 doentes para uma unidade privada.

“A rede tem ajudado a manter o fluxo”, disse ainda João Oliveira.

O responsável assegurou que, apesar desta situação, o Hospital de Braga tem conseguido manter todas as consultas programadas e a cirurgia de ambulatório.

No entanto, a cirurgia convencional, que exige internamento, tem sido “fortemente afetada”.

João Oliveira deixou um apelo à população para que “colabore” com o Serviço Nacional de Saúde (SNS), cumprindo todas as normas estipuladas pelas autoridades sanitárias.

“É muito importante, é absolutamente decisivo, que todos façam a sua parte, para que os profissionais de saúde e o SNS possam continuar a dar resposta a quem precisa”, referiu.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.058.226 mortos resultantes de mais de 96,1 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 9.465 pessoas dos 581.605 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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Região

Desemprego: Norte resiste melhor que o resto do país

Dados do IEFP

Foto: Ilustrativa / DR

O pico do número desempregados inscritos nos centros do IEFP, na região Norte, foi em agosto de 2020, nessa altura contavam-se 158.013 registos. Nos três meses seguintes os valores caíram de forma consistente até novembro, quando havia 149.421 desempregado inscritos nos Centros de Emprego da região Norte. O ano terminou com uma nova subida, com 150.308 registos de pessoas à procura de emprego, no Norte.

Os números da região acompanham, de certa forma, a tendência nacional. Na globalidade dos Centros de Emprego de Portugal continental, o número máximo de inscritos, em 2020, atingiu-se em maio (384.504). Os valores mantiveram-se relativamente estáveis até setembro, nessa altura havia 383.894 inscritos. Outubro e novembro foram meses de diminuição, 377.196 e 371.576. No último mês de 2020, registou-se uma nova subida do número de desempregados inscritos no IEFP, a nível nacional (375.150).

Fonte: IEFP

Fonte: IEFP

Olhando para o Minho, o comportamento dos números, no mês de dezembro de 2020, no Alto Minho acompanhou a tendência do Norte e do todo nacional, com aumentos do número de desempregados em quase todos os concelhos, à exceção de Valença, Melgaço e Ponte da Barca; já entre os concelhos do distrito de Braga, só houve aumento de inscrições no IEFP em dezembro, em Celorico de Basto e Terras de Bouro.

Na grande maioria dos concelhos do Minho, o recorde de desempregados inscritos, em 2020, registou-se algures entre abril e maio, durante o período do primeiro confinamento. Na segunda metade do ano, viu-se o número de inscritos no IEFP diminuir, com algumas oscilações. Entre os maiores concelhos minhotos, Viana do Castelo teve  o registo mais alto em maio (2.791) e terminou o ano com 2.347; Barcelos atingiu o valor mais alto também em maio (3.131) e acabou o ano com 2.603; Braga, com um pequeno desvio, viu o desemprego mais elevado em julho e agosto (7.754 em ambos os meses) e acabou o ano com 7.081; Em Famalicão o máximo foi em maio (5.027) e o ano fechou com 4.586; Guimarães foi o concelho onde o número de desempregados inscritos no IEFP se atingiu mais tarde, apenas em setembro (7.337), o ano fechou com 6.594 desempregados inscritos, no concelho da Cidade Berço.

Fonte: IEFP

Fonte: IEFP

Fonte: IEFP

Fonte: IEFP

Fonte: IEFP

Em comparação com o mês homologo do ano anterior Famalicão, com mais 35,1% de desempregados inscritos e Viana do Castelo, com mais 35%, são os concelhos com maior variação do desemprego no Minho. Segue-se Guimarães com um aumento de 18,8% do número de desempregados, quando se compara dezembro de 2020 com o mesmo mês de 2019. Os números do concelho de Barcelos são idênticos, com uma variação de mais 18% do número de pessoas à procura de emprego relativamente ao final do ano de 2019. Entre os grandes concelhos do Minho, Braga terminou o ano com a menor variação homologa, o número de inscritos no IEFP da Cidade dos Arcebispos é 13% mais elevado em dezembro de 2020 que era no último mês de 2019.

Na região Norte a variação do número de inscritos entre o último mês do ano de 2019 e dezembro de 2020, foi de mais 21%. Já em Portugal continental, comparando o número de inscritos nos Centros de Emprego, nos meses de dezembro de 2019 e 2020, a variação foi de mais 30,1%. Conclui-se que o Norte, na generalidade, teve uma capacidade de preservar empregos maior que outras regiões do país. Olhando para o Minho e particularmente para os maiores concelhos, Viana do Castelo e Famalicão tiveram desempenhos piores que Portugal continental e claramente piores que a região Norte. Guimarães, Barcelos e principalmente Braga tiveram uma performance relativamente ao emprego melhor que Portugal continental e que a região Norte.

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