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Braga

Cidadãos do Mundo conversam em Braga

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O Centro de Negócios Ideia Atlântico, em Braga, acolhe no dia 4 de janeiro, às 21:00, a II edição da “Conversas com cidadãos do Mundo”, um projecto de debate sobre temas que vão desde a situação na Catalunha, ao Brexit, passando pelo fenómeno Macron, a Frente Nacional e o Partido Socialista francês.


Os “cidadãos do Mundo” que trazem até Braga estes temas são a franco-portuguesa Nathalie de Oliveira, vereadora na Câmara de Metz, o bracarense Ricardo Freitas, economista, que vive em Barcelona há 10 anos, e Tiago Corais, Engenheiro Industrial na Indústria Automóvel, contaminado pelo “entusiasmo criado em torno da vitória de Jeremy Corbyn à liderança do Partido Trabalhista Britânico”.

À iniciativa, que partiu do bracarense Tiago Corais, “foi deixado o mote de Portugal como país qua ainda tem muito para dar ao mundo” e estas conversas inserem-se nesse espaço de “intercâmbio de culturas, práticas, metodologias e principalmente vivências, que sejam capazes de trazer uma mais valia para Portugal e ajudem-nos a destacarmo-nos neste Mundo Global” — destaca o seu impulsionador e um dos oradores Tiago Corais.

Tiago Corais, residente em Oxford, no Reino Unido, há quase quatro anos é um dos 15 mil novos militantes que se filiaram no partido nas primeiras 24 horas depois de Corbyn ter sido eleito o novo líder trabalhista em 2015.

É, ainda, membro-fundador da Oxford European Association, associação criada pela Câmara Municipal de Oxford como resposta ao Brexit. É irmão-gémeo do vereador socialista em Braga, Miguel Corais. Membro ativo do partido em Oxford será nas próximas eleições locais em maio de 2018 candidato a Oxford City Councillor (vereador) pelo Partido Trabalhista Britânico.

Os temas que serão abordados pelo Tiago Corais serão: o sistema político Britânico, o Brexit e a organização do Partido Trabalhista do Reino Unido.

Por sua vez, Nathalie De Oliveira, franco-portuguesa, estudou em Sorbonne em Direito das Organizações Internacionais, estagiou na UNESCO em Paris e trabalhou para as instituições europeias durante longos anos, nomeadamente para a Comissão Europeia. Eleita pela primeira vez em 2008 na Câmara de Metz, desempenha funções de vereadora desde então e candidata a deputada Francesa pelo Partido Socialista Francês nas eleições de 2017.

Duplamente comprometida em política em Portugal (Comissária Nacional do Partido Socialista Português) como em França, nos órgães do PSF, Nathalie Oliveira é autora de contribuições políticas, para a Fundação nacional francesa Jean Jaurès, próxima do PSF, escreve crónicas políticas e literárias para o LusoJornal. Recentemente, publicou artigos para a Revista VITANOVA: uma introdução francesa à poesia de Manuel Alegre e outro acerca de Santo António.

Em Braga, no dia 4 de Janeiro, Nathalie de Oliveira fala da situação política em França,do fenómeno Macron, da Frente Nacional e da regeneração do Partido Socialista Francês.

Finalmente, Ricardo Freitas, economista, vive em Barcelona há 10 anos, foi Diretor Comercial em diversas empresas tecnológicas e é representante de uma marca Sueca de software para Bancos Centrais para o mercado da América Latina, tais como o Banco Central do Chile, do Uruguai, Paraguai e República Dominicana. É consultor de estratégia e Mentor numa start-up tecnológica em Barcelona onde está a ajudar no desenho e implementação da estratégica comercial desta empresa catalã.

Viver em Barcelona era um sonho desde criança e Ricardo Freitas adora a cidade. Acompanhou intensamente o referendo sobre a independência catalã e as eleições ao parlamento da Catalunha, embora não seja defensor da causa, mas acredita que se devia ouvir os catalães sobre este assunto em referendo.

Ricardo Freitas vai assim enquadrar o impasse a que a Espanha e a Catalunha chegaram, interpretando os resultados eleitorais das últimas eleições ao Parlamento Catalão, numa perspectiva de futuro do nosso país vizinho e a Catalunha.

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Braga

Farmacêutica da Póvoa de Lanhoso diz-se “arrependida” por burlar SNS

Justiça

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Foto: DR

Uma farmacêutica da Póvoa de Lanhoso admitiu hoje em tribunal parte dos crimes que lhe foram imputados numa acusação por burla milionária ao Serviço Nacional de Saúde (SNS), em conluio com cinco médicos, e declarou-se “muito arrependida”.

Depondo perante o tribunal criminal de São João Novo, no Porto, a farmacêutica confessou ter pedido a médicos que emitissem receitas (“transcrevessem receitas”, nas suas palavras) que não correspondiam a uma real prescrição e sem decorrerem de quaisquer consultas.

Fê-lo, argumentou, sobretudo porque o SNS lhe tinha devolvido “30.000 e 40.000 euros” de receitas, parte delas por ter trocado medicamentos prescritos por outros com o mesmo princípio ativo.

Em troca, contou, pagava aos médicos uma percentagem.

“Estou muito arrependida. Nunca foi minha intenção prejudicar o SNS. Se fosse hoje, fechava a porta e não fazia nada”, afirmou ainda, num testemunho que se prolongou por toda a manhã.

A farmacêutica admitiu ter cedido um espaço para consultas a um dos médicos coarguidos no processo, o primeiro a “transcrever” as receitas que o SNS devolvera.

A esta sessão faltaram três dos cinco médicos arguidos, dois invocando doença e um terceiro por alegado erro de comunicação com o seu advogado.

A investigação e a acusação do processo, relacionadas com uma megaburla nas comparticipações de medicamentos, incluíram factos associados a outra farmácia do distrito de Braga – esta em Prado, concelho de Vila Verde -, uma segunda farmacêutica e um sexto médico, num processo entretanto separado e que será julgado em 13 de janeiro de 2021 no tribunal de Matosinhos.

Nos dois casos, o SNS terá sido lesado em mais de 1,3 milhões de euros, segundo cálculos do Ministério Público (MP) divulgados através da Procuradoria regional em outubro de 2016.

Aos arguidos, incluindo às farmácias enquanto arguidas coletivas nos processos, foi imputada a prática dos crimes de burla qualificada, falsificação de documento e falsidade informática, avançou então a Procuradoria do Porto.

As farmácias e as farmacêuticas foram ainda acusadas de crimes de corrupção ativa e os médicos de crimes de corrupção passiva.

Os factos decorreram desde meados de 2011 e até 2015, centrados na atividade que as arguidas farmacêuticas desenvolviam em Póvoa de Lanhoso, uma, e em Prado, a outra.

O MP considerou indiciado que, no referido período, as farmacêuticas se “conluiaram” com os médicos para obter “ganhos indevidos à custa do Serviço Nacional de Saúde”.

Na tese da acusação, esses ganhos eram depois “repartidos entre todos”.

De acordo com a acusação, os arguidos médicos emitiram receitas fraudulentas, por não corresponderem a qualquer real prescrição médica, utilizando para isso dados dos seus próprios pacientes ou de clientes das farmácias – mais de uma centena – que lhes eram indicados pelas arguidas farmacêuticas.

“Nessas receitas médicas, prescreviam invariavelmente medicamentos com custo de aquisição dispendioso e com elevada taxa de comparticipação do SNS [até 90%]”, acrescentava a acusação.

As receitas eram depois entregues às farmacêuticas, que as apresentavam ao SNS para pagamento da comparticipação devida pelo Estado, “como se tivessem sido efetivamente aviadas a cliente da farmácia que daquele fosse beneficiário”.

O MP apurou um ganho indevido, à custa do Serviço Nacional de Saúde, de 1,3 milhões de euros, no caso da farmácia da Póvoa de Lanhoso, e de 120 mil euros, no caso da de Prado.

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Braga

Cinzas de jovem da Trofa atropelado em corrida ilegal depositadas em pista de Braga

Óbito

em

Foto: DR

Amigos e familiares de Hugo Ramos, jovem de 25 anos da Trofa que morreu atropelado numa corrida de carros ilegal na Maia, lançaram as suas cinzas, na segunda-feira, na pista de velocidade Vasco Sameiro, em Braga.

“A libertação das cinzas do meu primo foi um momento de grande emoção para a família, mas tivemos o apoio de dezenas de amigos. O Hugo está bem entregue e sempre que houver eventos automóveis será recordado”, afirmou, em declarações ao Correio da Manhã, Paula Ramos, familiar do jovem que era amante de automobilismo.

Morreu jovem de Trofa atropelado em corrida ilegal

“Serve também para alertar de forma a que tragédias como esta não voltem a ocorrer, embora reconheçamos que os acidentes acontecem”, acrescentou.

Hugo Ramos foi vítima de atropelamento no dia 26 de setembro durante uma corrida ilegal na Maia. Morreu no dia seguinte no Hospital de São João, no Porto.

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Braga

Farmacêutico acusado de violar namorada durante o sono em Braga

Acusado de violência doméstica e violação

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Foto: Ilustrativa / DR

O Ministério Público (MP) acusa um farmacêutico de 47 anos de violação e violência doméstica sobre a namorada em Braga. Além de controlar a vítima, terá chegado a violá-la quando esta dormia.

Segundo o Correio da Manhã, que avança a notícia (acesso exclusivo para assinantes), o MP diz que o alegado agressor controlava as contas das redes sociais e o telemóvel da vítima, com quem namorou dois meses. Ligava-lhe várias vezes para controlar todos os seus movimentos.

A acusação refere que forçou a mulher a fazer sexo na sua casa, em Braga, tendo-a mesmo violado durante o sono.

Após a separação, em setembro do ano passado, continuou a ser violento e a perseguir a ex-namorada.

O CM conta que o homem tinha sido inicialmente acusado apenas de maus-tratos, mas, quando o processo chegou às mãos da juíza para julgamento, esta entendeu que estava também em causa o crime de violação.

O arguido discordou e recorreu para o Tribunal da Relação de Guimarães, que não lhe deu razão.

Vai agora ser julgado no Tribunal de Braga por violação e violência doméstica.

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