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Braga

Cidadão pede indemnização por lesão muscular sofrida em piscina municipal de Braga

Sessão de hidroterapia

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Foto: Ilustrativa / DR

O Tribunal Administrativo de Braga mandou fazer uma perícia médica para confirmar, ou infirmar, a lesão contraída na piscina de Maximinos, por um cidadão, que pede, no mesmo Tribunal, 2.691 euros de indemnização à Câmara Municipal.


No despacho, o juiz envia o caso para julgamento, embora não tenha marcado a respetiva data.

O queixoso alega que terá feito um derrame articular de sete milímetros quando fazia exercícios de fisioterapia naquela piscina municipal.

A Câmara, através do advogado Fernando Barbosa e Silva, e a seguradora dizem que não têm nada a pagar por não ter haver provas de qualquer lesão.

Hidroterapia

Em novembro 2015, o cidadão inscreveu-se no programa de Hidroterapia da Câmara ministrado na piscina. Que frequentava duas vezes por semana. Fê-lo a conselho médico devido a problemas cervicais.

Na queixa judicial diz que “em 16 de fevereiro de 2016, durante uma aula, o monitor veio corrigir a posição de um exercício subaquático, que não estava a fazer corretamente.

Nesse instante, “teve um episódio súbito de dor na face anterior da coxa esquerda, que comunicou, de imediato, tendo parado”. Foi para casa com “dores intensas” e dificuldade em andar.

Nas aulas seguintes queixou-se ao monitor que lhe disse para fazer alongamentos da perna e tomar um anti-inflamatório. Depois falou com outro que o aconselhou a para fazer o mesmo.

Dores contínuas

Como as dores prosseguiam, no dia 23 foi a uma consulta na Clínica Fisiátrica Bracara Augusta, e a 29 de março teve uma consulta no Hospital de Braga, que pediu uma ressonância magnética. Noutra clínica, o médico mandou fazer tratamento. Foi, ainda, ao médico de família, e ao Hospital à especialidade de Ortopedia.

Em junho, fez uma ecografia “das partes moles”, que confirmou uma imagem compatível com pequeno derrame articular, acessível com sete milémetros de espessura. Foi, ainda, a uma outra clínica no Porto onde os exames de imagiologia detetaram uma lesão de 6 mm no fémur, “mas sem características de agressividade”.

“Há mais de nove meses que se vem sujeitando a variadíssimos exames, tratamentos, com os consequentes custos, dores e sem resultados”, argumenta.

“Não pagámos” 

A seguradora Açoreana – que tem no Município um seguro de grupo de acidentes pessoais para utentes dos espaços e instalações desportivas, recreativas e culturais – respondeu ao seu pedido de pagamento de despesas dizendo que não houve qualquer evento de natureza traumática, mas sim doença do queixoso, “o que não permite accionar as garantias contratuais”.

Este contrapõe que ”o evento traumático existiu”, pelo que as rés estão obrigadas a reparar o dano: 691 euros de consultas, tratamentos e medicamentos e dois mil de não-patrimoniais, pois “vê-se impossibilitado de fazer as rotinas diárias, pessoais e profissionais”.

Danos futuros

Aos 2.691 euros, hão-de somar-se os “danos futuros”, uma vez que continua a ser seguido na Ortopedia e a fazer fisioterapia.

Na petição, subscrita pelo advogado Amadeu Luís Carvalho, requereu a realização de um exame por Junta médica para avaliar os danos e suas consequências.

Já o jurista municipal Fernando Barbosa e Silva contestou a ação, dizendo que nada fora comunicado pelo utente aos serviços camarários, e que, para haver culpa, teria de haver cumulativamente, “um comportamento voluntário do órgão ou agente, revestindo a forma de ação ou omissão”: Teria, ainda, de “ser provada a ilicitude, a culpa e o nexo de causalidade entre a conduta e o dano. O que não se verifica”.

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Braga

Homem ferido após queda em cascatas no Gerês

Vilar da Veiga

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Foto: Cruz Vermelha de Rio Caldo

Um homem sofreu ferimentos na sequência de uma queda nas cascatas do Tahiti, esta tarde de sábado, no Gerês, disse a O MINHO fonte do CDOS de Braga.

Para o local, conhecido como Fecha das Barjas, na freguesia de Vilar da Veiga, concelho de Terras de Bouro, foram acionados meios da Cruz Vermelha de Rio Caldo e dos UEPS da GNR (antigos GIPS).

O homem encontrava-se “consciente e orientado” e foi considerada um “ferido ligeiro”, disse o CDOS a este jornal.

Foi transportado para o Hospital de Braga pela ambulância da Cruz Vermelha.

(notícia atualizada às 20h34)

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Braga

Banhistas aglomerados consomem álcool na praia de Adaúfe em Braga. Polícia teve de intervir

Estado de Alerta

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

A Polícia Municipal de Braga teve de intervir, esta tarde de sábado, para dispersar um “elevado número” de banhistas que se encontravam na praia fluvial de Adaúfe por não estarem a cumprir as normas decretadas pelo Governo face à pandemia de covid-19.

Ao que apurou O MINHO, os banhistas não só não estavam a cumprir a regra de distanciamento social, criando aglomerados, como consumiam álcool na praia, outra situação proibida pelo decreto-lei aprovado em Conselho de Ministros face ao Estado de Alerta.

A polícia foi chamada à praia a meio desta tarde e sensibilizou os banhistas para o cumprimento das regras, não havendo necessidade de multar ninguém.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Os agentes da autoridade, que se deslocaram em grande número, falaram ainda com o gerente que explora o bar daquela praia, sensibilizando o mesmo para que não permita o consumo de bebidas alcoólicas fora da esplanada.

No final da ação de sensibilização, a autoridade teve de rebocar um carro que se encontrava a bloquear a saída de outro, no parque de estacionamento daquela praia.

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Braga

Alegado atraso dos CTT deixa dezenas de pensionistas de Braga sem dinheiro

Pensões

em

Foto: DR / Arquivo

Dezenas de cidadãos reformados da cidade de Braga contactaram, ontem, os CTT locais para tentarem saber o porquê de, ao dia dez do mês, ainda não terem recebido a pensão estatal a que têm direito e que costuma chegar à caixa do correio até ao dia 5 de cada mês.

José Araújo, de 76 anos, um dos cidadãos que esteve, quer num dos postos de correio dos CTT quer na sede citadina em Maximinos – a partir da qual é distribuído o correio – não conseguiu qualquer explicação para o atraso: “no posto disseram-me para ir a Maximinos, e ali, mandaram-me embora pois não fazem atendimento ao público”, disse a O MINHO.

O cidadão constatou que várias outras pessoas, dezenas de pensionistas, fizeram a mesma pergunta aos CTT, mas não obtiveram resposta: “o problema é que tenho de pagar a renda de casa até ao dia 8 e tenho outros compromissos, incluindo com o fisco”, salientou, acentuando que teve de pedir dinheiro emprestado.

Dada a situação, que se repete de tempos em tempos, José Araújo propõe que o Estado arranje outra forma de fazer chegar o cheque aos pensionistas: “assim não funciona”, lamenta.

O MINHO não conseguiu contactar os CTT, o que fará, logo que possível.

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