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Braga

Ciclo ‘Julho é de Jazz’ arranca sexta-feira no gnration em Braga

Cultura

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Andy Sheppard. Foto: DR

Na próxima sexta-feira, o saxofonista britânico Andy Sheppard juntar-se-á ao baterista português Mário Costa para um concerto único a convite do gnration, em Braga, e que marcará o arranque da sexta edição do ciclo Julho é de Jazz, que este ano terá concertos distribuídos pelas primeiras quatro sextas-feiras do mês.


Artista com o selo ECM, uma das mais influentes editoras jazz de sempre, Andy Sheppard é um dos mais importantes saxofonistas do jazz europeu e colaborou intensivamente com Carla Bley, George Russel e Gil Evans, três dos mais consagrados compositores do jazz contemporâneo.

Considerado pela crítica internacional como uma das principais referências da bateria no jazz europeu, Mário Costa construiu um notável percurso musical ao longo dos anos. Em 2018, lançou o álbum Oxy Patina (CleanFeed), que apresentou na edição de 2019 do ciclo Julho é de Jazz.

Em nota enviada às redações, o gnration informa que, em 10 de julho, o ciclo receberá o quarteto de junta em palco Rodrigo Amado (saxofone), Ricardo Toscano (saxofone), João Lencastre (bateria) e Hernâni Faustino (contrabaixo). O coletivo forma uma das mais interessantes formações dos últimos tempos no jazz nacional.

Outro concerto encomendado pelo gnration irá proporcionar um encontro entre duas diferentes gerações do jazz português. O pianista João Paulo Esteves da Silva, um dos músicos jazz mais ativos no país e possuidor de uma longa e respeitada carreira, subirá ao palco da blackbox com o baterista Pedro Melo Alves, um dos mais promissores nomes do jazz nacional, conhecido também pelo seu trabalho com o grupo The Rite of Trio. O concerto está agendado para a noite de 17 de julho.

O encerramento do ciclo Julho é de Jazz caberá aos Lokomotiv, grupo fundado e liderado pelo contrabaixista Carlos Barretto.

Com mais de 20 anos de carreira, os Lokomotiv são uma das mais antigas formações jazz no ativo em Portugal.

Carlos Barretto, Mário Delgado (guitarra) e José Salgueiro (bateria e percussões) sobem ao palco a 24 de julho.

O ciclo Julho é de Jazz apresentou nos últimos anos alguns dos nomes maiores da atualidade do jazz. Nubya Garcia, Peter Evans, The Bad Plus, Peter Brötzmann, Get The Blessing, Steve Noble, Joe Morris ou Evan Parker são alguns dos internacionais que passaram por Braga. Os portugueses Carlos Bica & João Paulo Esteves da Silva, Rodrigo Amado Motion Trio, Bruno Pernadas, Hugo Carvalhais e João Guimarães, entre outros, representaram o jazz nacional.

Os bilhetes custam 7 euros para cada concerto ou 25 euros para todos os concertos. Os concertos têm início pelas 22 horas.

Também nesta sexta-feira, a galeria gnration do gnration acolherá a estreia de uma nova exposição do artista e investigador português Diogo Tudela. Através de um estudo comparativo baseado em modelos computacionais, vídeo e som, a exposição vocal tract / black hole / vent shaft (part I) pretende articular possíveis dinâmicas entre o carácter do abismo vocal e do buraco negro. A exposição inaugura pelas 21 horas e estará patente até 3 de outubro. A entrada é gratuita.

Com o ciclo Julho é de Jazz, o gnration marca o regresso à atividade com um programa cultural bimestral, ao contrário da habitualmente adotada periodicidade trimestral, alteração imposta pela situação pandémica. Além da sexta edição do ciclo Julho é de Jazz, do programa para os meses de julho e agosto fazem também parte a quinta edição do Cinema no Pátio, uma nova exposição do artista e investigador português Diogo Tudela e oito residências artísticas dos projetos vencedores do programa de apoio à criação artística Laboratórios de Verão.

Os bilhetes podem ser adquiridos em https://gnration.bol.pt, balcão gnration e locais habituais.

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Braga

Humorista Eduardo Madeira rendido aos encantos do Gerês

Turismo

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Foto: Facebook de Eduardo Madeira

O conhecido humorista, ator e argumentista Eduardo Madeira passou alguns dias de férias nos concelhos de Vieira do Minho e Terras de Bouro, na zona do Parque Nacional Peneda-Gerês, mostrando-se encantado com o que vivenciou.

O protagonista em programas televisivos na RTP, como Patrulha da Noite, Donos Disto Tudo ou Anti-Crise, começou por registar um momento em que entrou na freguesia de Covide, no concelho de Terras de Bouro, local situado nas abas da serra do Gerês que ganha fama por causa do nome da doença que tem impactado a vida de quase todas as nações no mundo.

“Rijo como o aço”, o comediante visitou alguns locais emblemáticos do único parque nacional do país, aproveitando para se refrescar numa das muitas lagoas escondidas por entre os recantos serranos, graças à ajuda da Equidesafios, empresa de atividades de montanha e lazer sediada na serra do Gerês.

Para pernoitar, escolheu a Pousadela Village, um aldeamento de quatro estrelas situado em Louredo da Ribeira, no concelho de Vieira do Minho, nas encostas da serra da Cabreira com vista privilegiada para o rio Cávado.

O argumentista de programas que obtiveram sucesso nas últimas décadas, como Herman Enciclopédia, Contra-Informação, Conversa da Treta ou Contemporâneos, teve ainda oportunidade de assistir in loco uma das mais características imagens rurais das regiões montanhosas do Minho: vacas na estrada.

Aos 48 anos, Eduardo Madeira, uma das figuras mais reconhecidas do humor em Portugal, parece aproximar-se cada vez mais do Norte do país, depois de ter sido bastante crítico com uma peça emitida pela TVI onde os maiores índices do novo coronavírus eram justificados por uma alegada falta de educação dos nortenhos.

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Braga

Covid-19: Mais um caso confirmado no concelho de Braga nas últimas 24 horas

Pandemia

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

O concelho de Braga registava, até ás 18:00 horas desta terça-feira, 1.400 casos acumulados de infetados com covid-19 desde o início da pandemia, mais um do que ontem e mais três do que nos últimos sete dias, apurou O MINHO junto de fonte local da saúde.

Destes, 1.303 estão recuperados, o mesmo número que ontem e mais seis do que na última semana, lamentando-se ainda os mesmos 74 óbitos. Existem, atualmente, 23 casos ativos de covid-19 em todo o concelho de Braga, mais um do que ontem.

Estes dados são apurados por O MINHO junto de fonte local do setor da saúde e não coincidem com os divulgados pela Direção-Geral de Saúde, no qual Braga regista há várias semanas o mesmo número de casos. A DGS já veio a público admitir que os dados não têm sido atualizados, devendo essa atualização ocorrer em breve.

Portugal regista hoje mais dois óbitos por covid-19, em relação a terça-feira, e mais 443 casos de infeção confirmados, dos quais 327 na região de Lisboa e Vale do Tejo, segundo os dados da Direção-Geral da Saúde (DGS).

De acordo com o boletim epidemiológico diário, o total de óbitos por covid-19 desde o início da pandemia é agora de 1.631 e o total de casos confirmados é de 44.859.

Há 29.714 casos recuperados, mais 269.

(notícia atualizada às 23h14 com o número correto de casos recuperados)

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Braga

Quarentena de juiz Carlos Alexandre adia instrução do inquérito da AIMinho

24 dos 127 arguidos pediram a instrução. Em causa fraude em subsídios de 9,7 milhões

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Foto: DR

O juiz Carlos Alexandre adiou, para setembro, o debate instrutório, inicialmente marcado para dia 14 de julho, do inquérito da antiga Associação Industrial do Minho (AIMinho), devido – ao que se deduz – do facto de ter entrado em quarentena sanitária.

Estão em causa 9,7 milhões de euros de verbas comunitárias alegadamente descaminhadas da sua função.

A instrução foi solicitada por 24 dos 126 acusados, 79 pessoas singulares e 47 empresas. Entre eles não se encontra António Marques, o ex-presidente da AIMinho, entidade entretanto extinta e que se encontra em fase final de liquidação.

A acusação saiu em setembro de 2018, mas dois dos arguidos, de nacionalidade espanhola, pediram a sua tradução. Face à morosidade intrínseca do ato, o Tribunal separou os processos, facto que os arguidos não aceitaram, vindo, depois, a ser admitidos na instrução.

O inquérito do DCIAP envolve uma alegada fraude de 700 mil euros na construção do edifício do IEMinho, Instituto Empresarial do Minho, em Vila Verde, e passa pelos departamentos, de Biologia e Engenharia Biológica da Universidade do Minho. Enumera ainda, irregularidades em ações de formação, apoio às empresas, publicidade e viagens.

Seis mentores

O documento aponta seis arguidos como os mentores de um esquema de fraudes, na obtenção de subsídios e ao fisco: António Marques (ex-presidente) – que nega os crimes – , Nuno Martinho Martins, Raquel Vilaça, Rui Fernandes, Nuno Gomes e António Rocha.

“Aqueles arguidos, entre outros, lograram a fraudulenta obtenção de subsídios”, e cometeram crimes de burla “não descurando o recurso a fraudes fiscais, orientadas para a diminuição da matéria tributável e, consequentemente, do IRC a pagar”, diz o MP. O esquema passava pelo “universo de dez empresas da AIMinho, com troca de serviços fictícios e respetivos documentos contabilísticos.

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