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Braga

Ciclistas manifestam-se amanhã em Braga. “Basta de atropelamentos”

Protesto

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Foto: Ilustrativa / DR

Braga é uma das cidades onde se realizará a ‘Manifestação Nacional – Basta de Atropelamentos’, convocada pela Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta (FPCUB).

A manifestação está marcada para esta quinta-feira, às 19:00, na Praça da República, junto ao Chafariz da Avenida Central.

Associações de bicicletas exigem ao Governo medidas urgentes de segurança rodoviária e campanhas de sensibilização, no sentido de pôr fim aos atropelamentos nas estradas, depois ter morrido uma jovem, em Lisboa, na última semana.

Em comunicado, a Associação pela Mobilidade Urbana em Bicicleta (MUBI) recordou que o Governo continua sem responder às recomendações determinadas pela Assembleia da República, há cerca de um ano e meio, que davam conta da adoção de medidas de redução do risco rodoviário sobre os utilizadores vulneráveis.

De acordo com a MUBI, as recomendações visavam a criação de um grupo de trabalho interministerial, o reforço de ações de educação e sensibilização para a cidadania rodoviária e proteção dos utentes, intensificação da fiscalização rodoviária de comportamentos perigosos e a colaboração com os municípios para a criação de mais zonas de velocidades reduzidas nas cidades portuguesas.

No apelo cívico, com o nome “Basta de atropelamentos 2020”, a MUBI referiu também que a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) continua “submergida no paradigma obsoleto da dependência da utilização excessiva do automóvel”.

Segundo a associação, a ANSR tem insistido em campanhas de culpabilização das vítimas e em não querer combater o risco rodoviário com a excessiva utilização do transporte motorizado individual e os comportamentos perigosos na condução.

Também a Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta (FPCUB) considerou que o Governo não pode “ignorar o que está a acontecer”, alertando que “continuam a morrer pessoas” nas estradas.

“Não só consideramos que o Governo pode agir, tomando medidas de segurança rodoviária e campanhas de informação e sensibilização conjugadas com uma fiscalização apertada ao cumprimento do Código da Estrada, como também os próprios municípios podem e devem investir em infraestruturas seguras, em paralelo com medidas de acalmia de tráfego, sempre que se justifiquem”, indicou.

Constatando comportamentos de risco nas estradas, a FPCUB apela à consciência cívica e alerta para que sejam tomadas medidas humanistas.

“A acalmia de tráfego é urgente, quer nas cidades, quer fora delas, tal como a fiscalização das velocidades praticadas. Mas acima de tudo necessitamos de consciencializar que a velocidade mata […]”, anotou.

Na quinta-feira, cerca de duas dezenas de organizações, movimentos cívicos e coletivos de utilizadores de bicicletas participam numa vigília, pelas 19:00, no Campo Grande, junto ao edifício da Câmara de Lisboa, onde foi atropelada um jovem de 16 anos, na semana passada, enquanto se deslocava de bicicleta.

Segundo a FPCUB, estão ainda marcadas para a mesma hora vigílias em Aveiro, Braga, Évora, Faro, Guarda, Lisboa, Porto e Santarém.

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