Seguir o O MINHO

Região

Chuva regressa sexta-feira e prolonga-se pelo menos até domingo

em

A chuva regressa ao território do continente na sexta-feira e prolonga-se pelo menos até domingo, prevendo-se ainda vento forte e queda de neve, segundo a meteorologista Maria João Frada.


“Esta quinta-feira ainda vamos ter um dia com céu pouco nublado ou limpo. A partir do início da manhã teremos períodos de maior nebulosidade no Norte e Centro e no Minho e Douro Litoral, já com possibilidade de ocorrência de chuva fraca”, adiantou à Lusa a meteorologista Maria João Frada.

Segundo a especialista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), nos próximos dias e pelo menos até domingo vem a passagem de superfícies frontais, embora não sejam de atividade muito forte [que] vão dar alguma precipitação no continente.

Sexta-feira vamos ter alguma chuva fraca um pouco por todo o território, mais provável até ao final da manhã, e depois a partir do final do dia. Será temporária e moderada no final do dia, passando depois regime de aguaceiros no Norte e Centro”, disse.

De acordo com Maria João Frada, poderá ocorrer queda de neve nos pontos mais altos da Serra da Estrela a descer a quota para os 1.000 e 1.200 metros.

No sábado será um dia com alguns aguaceiros, mais frequentes no Norte e Centro que serão sob a forma de neve nas terras altas. Será um dia com muito vento a partir do meio da tarde de sexta-feira com rajadas da ordem dos 70 quilómetros por hora e descida da temperatura máxima”, indicou.

No domingo, indicou Maria João Frada, há um novo sistema frontal que poderá vir a dar origem a precipitação.

“De qualquer forma começamos a ter um padrão mais compatível com uma situação de primavera. Temos os sistemas frontais todos a passar na circulação de um anticiclone que está a sul dos Açores, que não tem tanta atividade, mas dão alguma chuva”, disse.

De acordo com a meteorologia, na sexta-feira as temperaturas mínimas sobem 03 a 06 graus Celsius, no sábado descem as máximas e no domingo não vão registar-se alterações significativas.

Para o início da semana a tendência será para uma melhoria do estado do tempo”, disse.

Anúncio

Braga

Utente do Hospital de Braga denuncia “vales carecas” para cirurgias

Saúde

em

Foto: DR

Um utente do Hospital de Braga queixou-se hoje de receber dois “vales-cirurgia carecas”, já que nenhuma das três unidades sugeridas manifestou disponibilidade ou capacidade para realizar as operações de que necessita.

“A ideia que me dá é tudo isto não passa de uma chico-espertice para enganar as pessoas. Tomem lá um vale, que não serve rigorosamente para nada, e saiam das listas de espera”, referiu Paulo Alexandre Pereira, à Lusa.

Este utente está inscrito no Hospital de Braga desde 29 de novembro de 2019 para realizar duas operações, concretamente uma colecistectomia e uma hernioplastia.

No início de maio, recebeu o primeiro vale-cirurgia, que dava a escolher entre o hospital da CUF-Porto ou a Santa Casa da Misericórdia de Vila do Conde (SCMVC).

“Ambos os hospitais disseram que não estavam a aceitar cirurgias, por causa da pandemia de covid-19”, referiu Paulo Pereira.

O vale-cirúrgico foi, assim, recusado e em 16 de junho, o utente recebeu uma carta do Hospital de Braga dando conta que já tinha saído da lista de espera para cirurgia.

Reclamou e, dois dias mais tarde, a Entidade Reguladora da Saúde deu conta de que teria havido uma “má interpretação” por parte do hospital e que continuava a integrar a lista de espera.

Em 02 de julho recebeu um novo vale-cirúrgico, mantendo aqueles dois hospitais (CUF-Porto e SCMVC), mas estendendo as opções também ao Centro Hospitalar Póvoa de Varzim – Vila do Conde (CHPVVC).

“A CUF recusou logo, o CHPVVC disse que não fazia aquelas operações e a Santa Casa aceitou fazer, só que surgiu um pequeno grande pormenor: quando eu informei que tinha esclerose múltipla, disseram-me logo que o meu caso seria chumbado em anestesiologia, por o hospital não ter ventilador”, relatou.

O segundo vale-cirurgia ficou, assim, igualmente sem efeito.

Entretanto, Paulo Pereira diz não saber se vai continuar a receber vales ou se terá de aguardar por janeiro de 2021 para fazer as operações, no Hospital de Braga.

“As minhas operações, por acaso, não são urgentes, mas não podia calar esta situação face ao que se passa com os vales-cirurgia, que, repito, me parecem ser um modo expedito de entreter e não servem rigorosamente para nada”, reiterou.

Contactada pela Lusa, a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), responsável pela emissão dos vales, referiu que os três hospitais de destino “tinham oferta disponível para realizar os procedimentos cirúrgicos para os quais o utente estava inscrito”, tendo por essa razão sido “automaticamente identificados como possíveis alternativas colocadas ao utente”.

“A realização das intervenções cirúrgicas nos hospitais de destino é sempre precedida de uma avaliação das condições clínicas objetivas para a realização dos procedimentos”, acrescenta a ACSS.

Diz ainda que a “situação particular” de Paulo Pereira “continuará a ser averiguada junto da ARS [Administração Regional de Saúde] respetiva, do hospital de origem e dos hospitais de destino, de forma a garantir que todos os procedimentos foram efetuados corretamente”.

A ACSS explica que, âmbito do Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia (SIGIC), está definido que os utentes têm direito a receber um vale-cirurgia sempre que atingem 75% dos Tempos Máximos de Resposta Garantidos (TMRG).

Recebem um segundo vale quando atingem 100% dos TMRG, oferecendo assim uma alternativa ao utente para que a sua cirurgia seja realizada dentro dos TMRG.

Segundo a ACSS, foi o que aconteceu no caso de Paulo Pereira, tendo sido cumpridos os prazos legalmente estabelecidos para a emissão do vale-cirurgia.

A Lusa contactou também o Hospital de Braga, que explicou que o período de pandemia motivou a alteração e adiamento de diversos atos médicos, aumentando, em algumas situações, os tempos máximos de resposta garantidos.

“Durante este período, o Hospital de Braga continuou a dar resposta a todos os casos clínicos urgentes, prioritários e muito prioritários”, acrescenta.

Diz ainda que “o Hospital de Braga encontra-se nesta fase a retomar a sua atividade assistencial e está empenhado em reagendar todos os atos médicos adiados devido à pandemia, garantindo assim que continuam assegurados os cuidados de saúde à população que serve”.

A Entidade Reguladora da Saúde (ERS) deu hoje conhecimento a Paulo Pereira que enviou uma cópia da sua reclamação ao prestador de cuidados de saúde, “que é quem tem a obrigação legal de a analisar, de lhe responder e de dar conhecimento à ERS do seguimento que lhe dispensou”.

“Posteriormente, a ERS procederá à monitorização e apreciação do tratamento dado pelo prestador a este assunto (…), procurando assegurar a adequação da análise e tratamento da situação”, acrescenta.

Continuar a ler

Região

Covid-19: Barcelos com sete casos ativos, oito óbitos e 466 recuperados

Covid-19

em

Foto: DR

O concelho de Barcelos registava, até ás 18:00 horas desta quinta-feira, 481 casos acumulados de infetados com covid-19 desde o início da pandemia, apurou O MINHO junto de fonte local da saúde.

Destes, 466 estão dados como recuperados, lamentando-se oito óbitos, embora um destes tenho sido registado inicialmente como covid mas terá sido alterado à posteriori. Contudo, ficou registado como sendo provocado pelo novo coronavírus.

Existem, atualmente, sete casos ativos de covid-19 em todo o concelho, disse a mesma fonte.

Estes dados são apurados por O MINHO junto de fonte local do setor da saúde e não coincidem com os divulgados pela Direção-Geral de Saúde, no qual Barcelos regista o número de 309 doentes há várias semanas.

A DGS já veio a público admitir que os dados não têm sido atualizados, devendo essa atualização ocorrer em breve.

Portugal regista hoje mais 13 óbitos por covid-19, em relação a quarta-feira, e mais 418 casos de infeção confirmados, dos quais 328 na região de Lisboa e Vale do Tejo, segundo os dados da Direção-Geral da Saúde (DGS).

De acordo com o boletim epidemiológico diário, o total de óbitos por covid-19 desde o início da pandemia é agora de 1.644 e o total de casos confirmados é de 45.277.

Há 30.049 casos recuperados, mais 335.

*Com Pedro Luís Silva

Continuar a ler

Braga

Lusodescendente de Vila Verde é a melhor aluna de enfermagem nos Estados Unidos

Raízes em Escariz São Mamede

em

Foto: Facebook de Zinha Barroca

Kayla Barroca, lusodescendente com raízes em Vila Verde, acabou de se formar com o título de melhor aluna do curso de enfermagem nos Estados Unidos da América.

A jovem estudante completou o curso superior na Universidade de Fairfiel, uma das mais conceituadas instituições de ensino de enfermagem daquele país.

O MINHO sabe que a jovem é filha de Zinha Barroca, natural de Escariz São Mamede, concelho de Vila Verde, proveniente de uma família “de boa gente”, disse um amigo da mãe ao nosso jornal. Já o pai de Kayla é de Quintãs, em Aveiro.

A estudante deu uma entrevista a propósito da distinção ao jornal Lusoamericano, indicando que o interesse pela área da saúde surge do papel que as enfermeiras tiveram ao ajudar o avô a combater um cancro.

Kayla tem no seu percurso académico um mestrado em ciências pela Marion Peckam Egan School of Nursing and Health Studies, na mesma faculdade. Foi presença no quadro de honra daquela instituição, sendo ainda distinguida com o prémio “Scholastic Achievement Award for Nursing”.

Completou ainda um curso de verão, em 2018, na Florence University of the Artes, em Florença, Itália.

Pretende agora exercer a profissão numa unidade de cuidados intensivos em Long Island, no estado de Nova Iorque.

Continuar a ler

Populares