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Candidaturas ao Turismo do Porto e Norte chumbadas por “irregularidades”

Listas vão reunir com Presidente da Assembleia-Geral

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Foto: DR

As duas candidaturas às eleições antecipadas da Turismo do Porto e Norte de Portugal, que estão marcadas para 18 de janeiro, foram “chumbadas” devido a “assuntos jurídicos” e apoios de “câmaras municipais”, confirmaram à Lusa fontes oficiais.

O candidato a presidente da Comissão Executiva da Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP) pela Lista A, Júlio Meirinhos, confirmou hoje à Lusa que a sua lista, bem como a adversária, liderada por Luís Pedro Martins, foram chumbadas por razões “jurídicas”.

O candidato a presidente da Comissão Executiva da TPNP pela Lista B, Luís Pedro Martins, confirmou também à agência Lusa esta tarde que a sua lista foi chumbada e que a causa estará relacionada com as “câmaras [municipais]” que subscreveram a candidatura.

O presidente interino da TPNP, Jorge Magalhães, também confirmou hoje à Lusa que as duas listas foram chumbadas por “irregularidades” relacionadas com os estatutos do regulamento eleitoral da TPNP.

“A última informação que me deram é que as duas listas foram convocadas para reunir hoje com o presidente da Mesa da Assembleia Geral da TPNP, Eduardo Vítor Rodrigues, por haver irregularidades”, acrescentou a mesma fonte da TPNP.

A 04 de janeiro, a TPNP recebeu duas listas de candidaturas para as eleições antecipadas daquela entidade, que estão marcadas para 18 de janeiro.

A Lista A é encabeçada pelo jurista José Meirinhos, ex-presidente da Câmara de Miranda do Douro, e tem o lema “Turismo em toda a região”.

Joana Garrido Fernandes, advogada e ex-vereadora do Turismo da Câmara de Barcelos, é a candidata a vice-presidente da Comissão Executiva da Lista, e Joaquim Ferreira, presidente da Câmara de Oliveira de Azeméis, José Gonçalves, presidente da Câmara de Peso da Régua, e Sofia Gomes, professora doutora no Instituto Superior de Administração e Gestão são os restantes membros candidatos à Comissão Executiva da TPNP.

No mesmo dia 04 de janeiro, também chegou à TPNP a lista de candidatura de Luís Pedro Martins, 50 anos, licenciado em ‘design’ pela Escola Superior de Artes e Design em 1995 e atual diretor executivo da Torre dos Clérigos no Porto.

José Inácio Ribeiro (PSD), ex-presidente da Câmara de Felgueiras, é o candidato ao cargo de vice-presidente da Comissão Executiva da TPNP.

Os restantes três candidatos da Lista B a membros da Comissão Executiva da TPNP são Vítor Pereira, presidente da Câmara de Paredes de Coura, Luís Machado, presidente da Câmara de Santa Marta de Penaguião, e Manuel Tibo, presidente da Câmara de Terras do Bouro.

Melchior Moreira, o antigo presidente da TPNP, foi destituído recentemente da função de presidente da Comissão Executiva da TPNP e está em prisão preventiva desde o final do ano de 2018 no âmbito da Operação Éter, uma investigação em curso da Polícia Judiciária sobre uma alegada viciação de procedimentos de contratação pública.

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Braga

Razões sociais levaram Arquidiocese de Braga a baixar – “e muito” – preço dos terrenos do bairro do Picoto

“Baixamos, e muito, o preço real, dado que se trata de uma causa social, a da recuperação de um bairro degradado onde vivem muitas famílias em condições precárias”, afirma fonte da Arquidiocese

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Foto: Joaquim Gomes / O MINHO (Arquivo)

A Arquidiocese de Braga da Igreja Católica aceitou baixar para 200 mil euros o preço dos terrenos que a Câmara vai adquirir para ficar na posse do bairro social do Picoto.

“Baixamos, e muito, o preço real, dado que se trata de uma causa social, a da recuperação de um bairro degradado onde vivem muitas famílias em condições precárias”, disse a O MINHO fonte do organismo religioso. A escritura de venda será feita dentro de dias.

Em causa – acrescentou – está a disponibilidade da empresa municipal Bragahabit de apresentar uma candidatura a fundos comunitários para recuperar o bairro, o que não podia ser feito dado que os terrenos não estavam na posse do Município. Uma candidatura semelhante à que foi feita para os bairros de Santa Tecla e das Enguardas, cujas obras devem arrancar em 2019.

O bairro do Picoto foi construído, nos anos 90 do século passado, em terrenos da Arquidiocese, no quadro de um acordo de permuta com a Câmara que nunca se concretizou. A Câmara veio a usar os terrenos prometidos na construção de uma rotunda.

O bairro está, agora, completamente degradado, sendo as condições de habitabilidade muito deficientes. O assunto veio recentemente a público, numa reunião do Executivo camarário, pela voz do vereador comunista, Carlos Almeida, o qual chamou a atenção para a situação “desumana” em que vivem alguns residentes, afirmando, também, que dadas as péssimas condições das casas – com fissuras, quartos exíguos e sem casas de banho – a demolição é a única solução para as cerca de 50 habitações do Picoto. Para Carlos Almeida, “o realojamento é a medida mais correta”, já que, o estado de degradação torna inviável a sua recuperação.

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Guimarães

Refeições escolares em Guimarães com menos carne e mais cereais e legumes

Presidente da Câmara quer mudar o actual paradigma nas cantinas das escolas

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Foto: DR/Arquivo

A Câmara de Guimarães quer, num futuro próximo, que a carne e o peixe sejam a excepção nas ementas das escolas. Por isso, vai começar a fazer um trabalho de sensibilização junto da comunidade escolar e, no próximo concurso público das refeições escolares, incluir novas regras.

“Se queremos ter um concelho mais verde, temos que reduzir a pegada ecológica. E todos sabemos que a produção animal é um dos factores que mais contribuiu para o seu aumento”, refere o presidente da Câmara.

Domingos Bragança não quer fazer disto “uma imposição” mas sim “uma proposta à comunidade escolar para que faça esse caminho”. A ideia do autarca é que os pratos à base de cereais, legumes e fruta sejam “a oferta principal” ficando a carne e o peixe como alternativas, “um bocadinho ao contrário do que se passa hoje”.

“Gostava que entrasse nas nossas escolas a paixão pelos animais, pela forma como são tratados, e que se fizessem mais refeições à base de vegetais e cereais”, acrescenta ainda Domingos Bragança que não descarta a hipótese de os próximos concursos para as refeições escolares terem esta ‘condição’.

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Guimarães

Guimarães investe 150 mil euros em “nova versão” de projeto cultural excentriCidade

Dos 250 espetáculos realizados ao abrigo do Excentricidade, 50% foram de música, 35% de cinema e 15% de teatro, envolvendo mais de 1.500 artistas e mais de 50 parceiros

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Foto: Divulgação / CM Guimarães

A câmara de Guimarães vai investir 150 mil euros numa “nova versão” do projeto excentriCidade, que pretende envolver a comunidade de forma a estender a sua ação a mais freguesias para “fazer diferente e para melhor”.

Apresentada hoje, a nova versão do excentriCidade destaca-se pela “vertente formativa, através de uma parceria com uma associação de técnicos de som locais” e pela definição do “Ponto Alto”, rubrica em que cada freguesia poderá identificar um momento alto da programação para implementação de produtos culturais profissionais mais apelativos “na expectativa de atrair público em grande número”.

No reformulado projeto, que nasceu em 2015 e já recebeu mais de 250 espetáculos e 1.500 artistas, além da criação de residências artísticas, destacam-se a aposta em produtos culturais profissionais, passando a periodicidade a ser bimestral.

“A cultura continua a ser uma aposta forte para Guimarães e para todo o território e o projeto excentriCidade revela que houve mais 21 mil pessoas no concelho a ter acesso à cultura. Um ganho positivo, sempre com vontade em fazer diferente para melhor”, salientou a vereadora da Cultura, Adelina Pinto.

Segundo a vereadora, com o excentriCidade a autarquia quer “deixar marca na comunidade”, pelo que nesta nova versão a programação cultural será implementada numa “lógica de itinerância espacial” dentro de cada freguesia, atendendo às características específicas de cada produto cultural profissional, residência artística, contemplando a ligação às escolas, centros de dia, locais de convívio e outras instituições.

Outro ponto destacado foi a comunicação, sendo criada uma página oficial do projeto excentriCidade – Outros Palcos Mais Cultura no Facebook e Instagram.

Dos 250 espetáculos realizados ao abrigo do excentriCidade, 50% foram de música, 35% de cinema e 15% de teatro, envolvendo mais de 1.500 artistas e mais de 50 parceiros.

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