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País

Chumbada lista de André Ventura para a direção nacional do Chega

Política

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Foto: Chega TV

A proposta do presidente do Chega, André Ventura, para a direção nacional do partido foi hoje chumbada na convenção que decorre em Évora, ao não conseguir reunir os dois terços dos votos dos cerca de 500 delegados presentes.


De acordo com os estatutos do Chega, a lista proposta por Ventura para a direção nacional precisava de obter dois terços dos votos, mas nem sequer conseguiu atingir a maioria, alcançando 183 “sim” e 193 “não”.

Ventura pediu a suspensão dos trabalhos para apresentar nova lista, que voltará a ser submetida a votação.

Segundo o artigo 3.º do regulamento eleitoral nacional do partido nacional populista, se não for obtido o voto de dois terços dos delegados “deve o presidente eleito da direção nacional submeter nova lista, no prazo máximo de duas horas, aos delegados eleitos à Convenção Nacional, para votação no menor espaço de tempo possível”.

“A Convenção Nacional não poderá ser dada por terminada sem que seja regularmente eleita a lista da direção nacional”, estipula ainda o mesmo artigo.

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País

Federação dos Médicos preocupada com falta de meios no SNS

Covid-19

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Foto: O MINHO (Arquivo)

O presidente da Federação Nacional dos Médicos (FNAM), Noel Carrilho, demonstrou hoje preocupação pela falta de meios no Serviço Nacional de Saúde (SNS), que considera não conseguir responder ao “maior desafio que já viveu”.

“Desde o início da pandemia, há menos médicos do SNS em Portugal”, afirmou, acrescentando: “É esta a realidade que viemos trazer ao senhor Presidente da República, de preocupação com a falta de meios. É impossível o SNS responder ao que talvez seja o maior desafio que já viveu”, afirmou, à saída da audiência com o chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, no palácio de Belém, para analisar a atual situação pandémica no país.

Noel Carrilho lamentou não ter havido “uma preparação adequada” durante o período de maior acalmia do surto, no verão, e não ter sido “aproveitado o conhecimento de quem está no terreno” durante vários meses.

“Vimo-nos obrigados a mostrar a nossa preocupação com a evolução da pandemia e também a situação do SNS, quer em termos de covid-19, quer em termos de assistência a doentes não covid-19. Não havendo uma preparação adequada, vemo-nos agora confrontados com uma situação muito difícil para os profissionais de saúde e, principalmente, para os doentes”, disse.

Um possível confinamento “não irá condicionar de forma significativa a capacidade do SNS”, que considera ser já “deficitária”, o que “terá consequências no futuro, em termos de mortalidade”.

“Há portugueses que vão morrer por esta falta de preparação e nós estamos, acima de tudo, preocupados com isso”, vincou.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,1 milhões de mortos e quase 42,7 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 2.316 pessoas dos 118.686 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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País

Joacine entre a abstenção e o voto a favor no Orçamento do Estado

Orçamento do Estado para 2021

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Foto: DR

A deputada não inscrita Joacine Katar Moreira não irá votar contra o Orçamento do Estado para 2021, confirmou hoje à Lusa fonte oficial, faltando apenas uma abstenção para que o Governo consiga a aprovação do documento na generalidade.

De acordo com fonte oficial parlamentar contactada pela agência Lusa, a deputada não inscrita Joacine Katar Moreira (ex-Livre) “não inviabilizará o Orçamento do Estado para 2021 na generalidade”, restando as opções de votar favoravelmente ou abster-se.

Qualquer que seja a opção escolhida pela deputada, esta junta-se à abstenção dos três deputados do PAN anunciada hoje e à mesma posição anunciada na sexta-feira pelo PCP, ficando o Governo a necessitar de apenas mais uma abstenção para garantir que o documento é viabilizado na primeira votação e passa para a fase da especialidade.

O Bloco de Esquerda deverá anunciar o seu sentido de voto hoje, pelas 20:30, no final de uma reunião da Mesa Nacional, enquanto o Partido Ecologista “Os Verdes” irá tornar pública a sua decisão na terça-feira, faltando ainda conhecer a posição da deputada não inscrita Cristina Rodrigues (ex-PAN).

A votação na generalidade do Orçamento é na quarta-feira, no parlamento, e, se for aprovado, segue-se um período de especialidade, ao pormenor, antes da votação final global, prevista para 26 de novembro.

O Governo do PS está a negociar com os partidos de esquerda – BE, PCP, PEV e o partido Pessoas-Animais Natureza (PAN), mas não há ainda garantias públicas de que venha a ser aprovado.

PSD, CDS e Chega e Iniciativa Liberal já anunciaram o seu voto contra.

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País

PS ganha eleições nos Açores sem garantia de maioria absoluta

Eleições regionais

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Foto: Ilustrativa

O PS voltou a ganhar as eleições regionais dos Açores, obtendo entre 37% e 41%, o que não garante a maioria absoluta, segundo a projeção à boca das urnas realizada hoje pela Universidade Católica para a RTP.

Com esta percentagem, o PS pode eleger entre 26 e 30 dos 57 deputados do parlamento dos Açores, segundo a projeção divulgada pela RTP pelas 19:00 nos Açores (20:00 em Lisboa).

O PSD fica entre 32% e 36% dos votos, elegendo 19 a 22 deputados, e o CDS-PP obtém entre 3% e 6% dos votos e pode eleger um a três deputados.

A mesma projeção indica que o Chega consegue 3% a 6% dos votos, com um a três deputados, e que o BE obtém entre 2% e 5%, com um ou dois deputados.

O PAN arrecada entre 2% e 3%, a CDU entre 1% e 2%, a IL entre 1% e 2%, e o PPM entre 1% e 2%, podendo eleger, cada um, pelo menos um deputado.

A projeção à boca das urnas realizada hoje pela Universidade Católica para a RTP aponta para uma abstenção entre 52% e 58%.

As legislativas dos Açores decorreram com 13 forças políticas candidatas aos 57 lugares da Assembleia Legislativa Regional: PS, PSD, CDS-PP, BE, CDU, PPM, Iniciativa Liberal, Livre, PAN, Chega, Aliança, MPT e PCTP/MRPP. Estavam inscritos para votar 228.999 eleitores.

No arquipélago, onde o PS governa há 24 anos, existe um círculo por cada uma das nove ilhas e um círculo de compensação, que reúne os votos não aproveitados para a eleição de parlamentares nos círculos de ilha.

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