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Chega propõe mudar o nome do aeroporto de Lisboa para Amália Rodrigues

Atualmente chamado de Humberto Delgado

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Foto: DR

O deputado único do Chega, André Ventura, entregou na Assembleia da República um projeto de resolução que propõe a alteração do nome do aeroporto de Lisboa, de Humberto Delgado para Amália Rodrigues.


A recomendação, sem força de lei, insta o Governo a retirar “o nome General Humberto Delgado da toponímia do aeroporto de Lisboa” e a atribuir “ao referido aeroporto o nome da fadista Amália Rodrigues, um dos maiores nomes da cultura portuguesa”.

Se fosse viva, a fadista teria celebrado 100 anos na quarta-feira.

Em 2016, o anterior Governo (também liderado por António Costa) decidiu homenagear o “General Sem Medo” e atribuiu o seu nome ao então Aeroporto da Portela.

Para justificar esta mudança, o deputado do Chega cita uma notícia do El País, do final de junho, que refere que a organização terrorista luso-espanhola DRIL foi responsável, em 1960, pelo assassínio de uma criança de 20 meses em São Sebastião (País Basco) inicialmente atribuído à ETA.

O DRIL (Diretório Revolucionário Ibérico de Libertação) foi uma organização revolucionária apoiada por Fidel Castro (ditador comunista cubano) que atuou entre 1959 e 1964 com o objetivo de derrubar as ditaduras de António Salazar (Portugal) e Francisco Franco (Espanha).

Os líderes desta organização foram os portugueses Humberto Delgado – militar que deu corpo à principal tentativa de derrube de Salazar, através de eleições, que perdeu em 1958 – e Henrique Galvão – famoso por ter desviado o paquete português Santa Maria, cheio de passageiros, em 1961.

“Sendo estas informações verídicas, o Chega defende que o nome do general Humberto Delgado deve ser retirado da toponímia do aeroporto de Lisboa, pois não é aceitável que um homem responsável pela morte de uma criança inocente dê nome ao principal aeroporto do país quando se tratou, sublinhe-se, de uma ação terrorista”, salienta o líder demissionário no projeto de resolução que deu entrada no parlamento na sexta-feira.

Ventura considera que, “pese embora seja de louvar a luta pelo derrube dos regimes é de todo intolerável aceitar que o general Humberto Delgado continue a dar nome ao aeroporto de Lisboa” e defende que estes factos provocam “um sentimento de embaraço”.

Segundo a investigação do El País, a três dias de se cumprirem 60 anos do crime, um “documento policial inédito” confirma que o “grupo terrorista português” foi o autor do assassínio ocorrido em 27 de junho de 1960, inicialmente atribuído à ETA, uma organização terrorista que lutou pela independência do País Basco espanhol, mas que só iniciou as suas atividades em 1961.

O documento da polícia esclarece que, quando o ataque foi cometido, as suspeitas sobre a sua autoria caíram logo sobre o DRIL, que em 18 de fevereiro de 1960, poucos meses antes, tinha feito explodir quatro bombas em diferentes locais de Madrid.

Uma outra investigação do Memorial das Vítimas do Terrorismo já tinha concluído que Guillermo Santoro, militante do DRIL, foi quem colocou a bomba na estação de comboios de Amara (São Sebastião) cuja detonação assassinou Begona Urroz, de 20 meses, em 27 de junho de 1960.

O autor ou os autores desta operação nunca foram presos ou julgados e acabaram por beneficiar de uma amnistia em 1977.

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Os números do Euromilhões

Sorte

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Foto: O MINHO

É esta a chave do sorteio do Euromilhões desta sexta-feira, 14 de agosto: 9, 10, 19, 42 e 49 (números) e 4 e 12 (estrelas).

Em jogo para o primeiro prémio está um valor de 85 milhões de euros.

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Ventiladores comprados na China chegam no domingo a Portugal

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

Um carregamento de 114 ventiladores comprados há meses pelo Governo português na China tem chegada prevista para domingo ao aeroporto de Lisboa, numa operação coordenada com a embaixada de Portugal na China.

Segundo um comunicado da transportadora aérea EuroAtlantic Airways (EEA), os ventiladores serão transportados por um Boeing 767 proveniente do Aeroporto Internacional de Pequim e que tem chegada ao Aeroporto Humberto Delgado prevista para as 20:25 de domingo.

Os 114 ventiladores fazem parte do total de 1.151 comprados pelo Ministério a empresas chinesas no início de junho.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 754 mil mortos e infetou quase 21 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.772 pessoas das 53.783 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

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Avante!: DGS analisa nos próximos dias plano do PCP para o evento

Plano de contingência

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O plano de contingência do PCP para a Festa do Avante! vai ser “analisado tecnicamente nos próximos dias”, adiantou hoje a Direção-Geral da Saúde (DGS), em nota à imprensa.

“A Direção Geral da Saúde recebeu hoje da direção da Festa do Avante! o Plano de Contingência para a iniciativa. O documento irá ser analisado tecnicamente nos próximos dias”, lê-se na nota.

O PCP anunciou hoje que vai limitar a entrada na sua anual Festa do “Avante!” a um terço da capacidade total, ou seja, para cerca de 33 mil pessoas, em virtude do contexto de pandemia de covid-19.

O espaço de 30 hectares das Quinta da Atalaia e do Cabo da Marinha, na Amora, vai assim proporcionar cerca de nove m2 para cada militante ou visitante, entre 04 e 06 de setembro.

Em comunicado, os comunistas, que têm estado em ligação com a DGS nos preparativos para o seu 44.º certame, garantem “toda a responsabilidade” e “condições” para o “usufruto em tranquilidade e segurança”.

“O número de presenças em simultâneo na festa será de um terço da capacidade licenciada (100 mil), assegurando que os 300 mil m2 postos à disposição dos visitantes significam que cada um pode usufruir de uma área superior à que está estabelecida para a frequência de praias e que, em regra, será o dobro daquela que está fixada para espaços similares (no caso, espaço ao ar livre)”, lê-se.

Os responsáveis do PCP sublinham a adoção de medidas excecionais como a “disponibilização de materiais de higienização, do adequado funcionamento de espaços de restauração ou de regras de distanciamento físico nas diversas atividades (incluindo a criação de assistentes de plateia)”, além do uso obrigatório de máscaras.

“O horário da festa conhecerá, também, alterações no que diz respeito à hora limite para a entrada (e reentrada), que será fixada nas 24:00 de sexta-feira e sábado e nas 22:00 de domingo (em vez, respetivamente, da 01:00 e das 22:30)”, segundo o texto.

Por outro lado, serão ainda criados “corredores de circulação de sentido único, separação de canais de entrada e saída e maior fluidez de acesso a transportes públicos”.

A Festa do Avante! tem estado nos últimos dias no centro do debate político, com partidos mais à direita como o PSD e o CDS-PP a criticarem a postura do Governo, com o líder dos sociais-democratas, Rui Rio, a questionar a coerência da lotação do evento comunista face a limitações impostas em outros setores, como os estádios de futebol, e com os centristas a acusarem o executivo de “amiguismo” em relação ao PCP e de “fechar os olhos” ao evento anual dos comunistas.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, disse na quinta-feira que esperava por uma avaliação da DGS, “compreensível” pelos portugueses e respeitadora da igualdade de tratamento.

No mesmo dia, no final do Conselho de Ministros, a ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, sublinhou que o Governo não tem competências legais ou constitucionais para proibir iniciativas políticas, mas frisando que não seriam admitidas exceções às regras em vigor.

Já no início da semana a ministra da Saúde, Marta Temido, numa das conferências de imprensa na DGS para o balanço de acompanhamento da pandemia em Portugal. tinha alertado que a lotação teria de ser reduzida.

Portugal contabiliza pelo menos 1.772 mortos associados à covid-19 em 53.783 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).

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