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Chega defende pais de alunos de Famalicão e quer disciplina de Cidadania opcional

Política

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Foto: ARTV / DR

O deputado único do Chega entregou hoje um projeto de resolução no parlamento a recomendar ao Governo que a disciplina de Educação para a Cidadania e o Desenvolvimento se torne opcional no currículo dos estudantes.

No texto, André Ventura afirma que “a Assembleia da República não pode ficar indiferente ao drama que vive hoje a família Mesquita Guimarães, que vê o Ministério da Educação reprovar dois filhos, obrigando-os a retroceder dois anos escolares por não terem frequentado as aulas” daquela disciplina.

“De facto, e como tem vindo a público, os pais dos dois alunos em causa e que constam do quadro de honra do agrupamento de escolas Camilo Castelo Branco, de Famalicão, no 9º e 7º anos, ambos com média de cinco valores, apresentaram oportunamente a sua objeção de consciência para impedir que os seus filhos frequentassem aquela disciplina”, lê-se.

Caso de alunos de Famalicão ‘chumbados’ por faltarem a disciplina chegou ao Parlamento

O líder demissionário do partido populista de direita e recandidato continua: “ao abrigo do disposto pela Constituição da República Portuguesa, os pais decidiram não abdicar da educação dos seus filhos, por considerarem que no programa daquela disciplina se incluem conteúdos da esfera da intimidade pessoal e éticos, que em nada contribuem para o desenvolvimento harmoniosos dos seus filho”.

Esta semana foi tornado público um manifesto, assinado pelo ex-chefe de Estado Cavaco Silva e pelo ex-primeiro-ministro Passos Coelho, pela “objeção de consciência” face à disciplina de Educação para a Cidadania e o Desenvolvimento.

Caso de Famalicão motiva abaixo-assinado subscrito por quase 100 personalidades

O referido documento foi subscrito por quase 100 pessoas, incluindo o cardeal patriarca de Lisboa, Manuel Clemente, os antigos presidentes do CDS-PP Adriano Moreira e José Ribeiro e Castro, o deputado socialista Sérgio Sousa Pinto e anteriores ministros da Educação como David Justino e Maria do Carmo Seabra.

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