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Alto Minho

Chefs Estrelas Michelin preparam jantar com lampreia e Alvarinho em Melgaço

António Loureiro, de Guimarães, participa no evento

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Foto: DR

Três Chefs Estrelas Michelin – Vitor Matos, Óscar Geadas e António Loureiro – vão confecionar “Ensaios sobre a Lampreia do Rio Minho”, experiências gastronómicas únicas e irresistíveis, harmonizadas com Alvarinho, em Melgaço. A sobremesa será confecionada pelo Chef Eurico Castro, que também harmonizará com Alvarinho.

O jantar acontece no Monte de Prado Hotel & SPA, pelas 20:00 do dia 29 de março. É aberto ao público, mas tem inscrições limitadas, até 27 de março.

“A Lampreia do Rio Minho será conjugada, na perfeição, com os aromas de sete vinhos de Melgaço. Uma homenagem a dois produtos endógenos que levam a Melgaço cada vez mais apreciadores. Durante aquele momento, os participantes terão a oportunidade de conversar com os próprios produtores e entender melhor a escolha da harmonização”, diz a Câmara, em comunicado.

O Chef António Loureiro, de Guimarães, vai dedicar-se à Lampreia & Beterraba com Poema Reserva e à Lampreia à Bordalesa, harmonizada com Anselmo Mendes Pardusco Private.

O Chef Vitor Matos, vai preparar Foie Gras & Lampreia Fumada, harmonizado com Soalheiro Dócil, e Lampreia & Bivalves, harmonizado com Quinta do Regueiro Barricas.

Já o Chef Óscar Geada irá preparar Lampreia ao Sal, harmonizada com espumante Dom Ponciano Extra Bruto, e Cuscus de Lampreia & Barbada de Porco Bísaro, harmonizada com Valados de Melgaço Reserva.

Castanha e Leite de Cabra Prados de Melgaço é a sugestão de sobremesa do Chef Eurico Castro, harmonizada com QM Colheita Tardia Superior. Para acompanhar o jantar estará também à mesa um outro produto endógeno de grande qualidade, as Águas de Melgaço.

A ação acontece no âmbito da iniciativa “Lampreia do Rio Minho – Um Prato de Excelência” que, até dia 15 de abril, é promovida pela ADRIMINHO e pelos seis municípios do Vale do Minho – Caminha, Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Valença e Vila Nova de Cerveira.

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Viana do Castelo

Criação artística de Madalena Martins alerta para a “plastificação” do planeta em Viana

Designer de Ponte de Lima volta a trabalhar na instalação com reclusos da cadeia da cidade, como já havia feito na Noite Branca, em Braga, e noutras obras. Inauguração de “Natureza em Suspenso” é no próximo sábado

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Fotos: Facebook de Madalena Martins (Arquivo)

Chamar a atenção de quem passa pela praça central do centro comercial de Viana do Castelo, provocando uma reflexão sobre a “plastificação” do planeta, é o repto de uma instalação artística a inaugurar no sábado.

Denominada “Natureza em Suspenso”, de Madalena Martins, a obra vai descer do teto da praça central do centro comercial para interromper o quotidiano do consumidor.

Ali, em “suspenso”, a criação da ‘designer’ apela a uma reflexão sobre o excesso da presença de plástico que “começa a estar muito presente nas consciências”.

A criação artística vai começar a ser montada esta semana e vai ser inaugurada no sábado, pelas 16:00. Antes, no contentor transformado em oficina, instalado nas traseiras do estabelecimento prisional da cidade, é preciso ultimar a obra.

As mãos de Madalena Martins e de mais cinco reclusos, juntas, trabalham nos acabamentos de uma “Natureza em Suspenso” que vai sair para a “liberdade” e visa espalhar um “alerta” ambiental.

“Liberdade também é construir uma floresta dentro de uma prisão”, disse a artista, que há muito que trabalha com reclusos de vários estabelecimentos prisionais do país, mas não poupa elogios à “equipa fantástica” da prisão de Viana do Castelo que a ajudou, “ramo a ramo”, “flor a flor”, a criar a instalação.

A ilusão de “um bonito jardim, muito florido e colorido” irá despertar a atenção, mas a “primeira imagem” desaparecerá a um olhar atento. Afinal, o jardim tem “flores falsas, de plástico, colocadas nas extremidades de 33 árvores, reesculpidas com galhos, invertidas e de tom pálido, como que sufocadas, com a mesma matéria que tem vindo a sufocar o mar”.

“A ideia principal de criar uma instalação artística é proporcionar prazer no olhar, mas que nos faça pensar numa coisa que é triste. Contribuir para que o problema do plástico, que já está muito presente na nossa consciência, seja lembrado a partir de algo que é estético, bonito e poético”, explicou a ‘designer’ Madalena Martins.

O mesmo princípio de “inquietação” aplica-se ao nome da instalação artística “Natureza em Suspenso”.

A artista pretende também chamar a atenção para “o problema da plastificação dos oceanos”, que “é muito real e parece estar em suspenso”. “Será que o ser humano não conseguirá mais resolver [o problema], ou não? Faz pensar”, sublinhou.

O processo criativo da ‘designer’ partiu do desafio de uma cidade que, em maio, se veste de flores num programa municipal de valorização estética e ambiental da cidade. Ao Viana Florida, que a Câmara local promove há seis anos, juntou-se o Pulsar Viana, o projeto cultural que a dona do ‘shopping’ – Sonae – iniciou há quatro anos para divulgar a cultura e os costumes da região.

Das podas das árvores dos jardins de Viana do Castelo e do plástico recolhido nas praias do concelho, nasceu a obra de Madalena Martins.

Primeiro foi preciso selecionar a matéria-prima. Colaboraram os jardineiros da autarquia, o Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental, a Resulima, empresa que gere o aterro sanitário do Vale do Lima e Baixo Cávado, e o próprio centro comercial.

A produção envolveu a direção, funcionários e guardas prisionais do estabelecimento prisional. A arte e engenho dos reclusos André Ribeiro, Bruno Azevedo, José Araújo, José Pinto e o João Rocha deu forma às 33 árvores e fez nascer dezenas de flores de lixo plástico.

“Saber que fomos nós que fizemos é gratificante”, disse Bruno Azevedo, que durante um mês passou do interior da prisão para o contentor oficina e, com serrotes, martelos e berbequins, ajudou a criar arte.

Aos 34 anos admitiu que “não estava muito consciente” para o problema do plástico e que com o trabalho de Madalena Martins aprendeu o verdadeiro significado de reciclagem.

“Há vários projetos que se podem iniciar com coisas que pensávamos que não tinham utilidade”, disse Bruno, de Braga.

José Araújo, 54 anos, não esconde o “orgulho” de, com o seu trabalho, “poder ajudar a sensibilizar as pessoas a não deitarem tanto plástico fora”.

“Quando começamos dei comigo a pensar. Deitámos muito plástico fora”, referiu, olhando para o resultado de um trabalho de “muita paciência”. Vai começar a ser instalado esta semana no centro comercial e, desabafa José: “Interessante era poder ver o efeito que vai dar”.

A “Natureza em Suspenso” vai estar em exposição até ao dia 30 de junho.

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Arcos de Valdevez

Europeias: Rangel dançou o vira em Arcos de Vadelvez

Eleições Europeias

em

Fotos: Facebook de PSD

A uma semana das eleições europeias, Paulo Rangel dançou o vira em Arcos de Valdevez, acedendo ao convite de Leonor, que organiza há 10 anos uma roda de dança naquela cidade minhota.

A comitiva do PSD chegou a Arcos de Valdevez a meio da tarde para a terceira “arruada” do dia, reunindo as “tropas” junto da Ponte Velha e seguindo para o jardim junto ao rio Vez onde já soavam concertinas e uma roda de bailarico que juntava pessoas de todas as idades.

Ao chegar junto da roda, a ruidosa comitiva laranja não conseguiu “furar” e teve de dar a volta mas, minutos depois, uma das organizadoras da Roda de Concertinas dos Arcos, Leonor, convidou Paulo Rangel para “dançar um virinha”.

“Vamos ver, vamos ver”, respondeu Rangel, que explicou num primeiro momento aos jornalistas os motivos da sua hesitação: “Não tenho os dotes que o meu adversário mostrou em Torres Vedras”, riu-se Rangel.

O cabeça de lista do PSD às europeias referia-se ao seu adversário do PS Pedro Marques, que numa ação de pré-campanha, no carnaval de Torres Vedras dançou, num momento que foi parodiado pelo humorista Ricardo Araújo Pereira.

Contudo, incentivado pelo presidente da câmara, João Esteves, Rangel acabou por ceder e, entrando no espírito, voltou à roda, levantou os braços e dançou por alguns segundos o vira minhoto, pondo parte da comitiva a fazer o mesmo.

O candidato tinha afirmado antes que não quis interromper a roda de dança, preferindo contornar o local, para não politizar uma manifestação espontânea popular.

A Roda de Concertinas dos Arcos reúne-se há 10 anos na cidade de Valdevez, reunindo aos domingos pessoas de todas as idades dos vários concelhos da região do Minho.

Depois de Valença de manhã, Paulo Rangel dedicou hoje a tarde de campanha a contactos com a população, primeiro em Ponte de Lima e depois em Arcos de Valdevez, que foram animadas por música, quer local quer da Juventude Social-Democrata.

Tal como tinha acontecido de manhã, Rangel foi mais efusivo nos contactos de rua e distribuiu beijinhos pelas senhoras e até tirou uma ‘selfie’ com um benfiquista com a camisola do clube, que no domingo se sagrou campeão nacional.

Questionado pelos jornalistas, Paulo Rangel respondeu que já se estreou na prática há muito tempo mas, na campanha, é “todos os dias, muitas vezes, com militantes, sem militantes, com toda a gente”. E com benfiquistas? “Com quem aparecer, nós aqui respeitamos toda a gente”, disse.

Embalados pela boa receção ao candidato e pelas palavras de Rangel na véspera, os membros da ‘jota’ estrearam em Ponte de Lima um novo cântico, dedicado ao secretário-geral do PS, António Costa, e ao candidato Pedro Marques, baseado num original de Quim Barreiros.

“Ele é um mestre de culinária/e cozinha para a Cristina/cativando a ferrovia/e levando o país à ruína”, entoavam, repetindo as críticas que o candidato fizera à participação do primeiro-ministro, António Costa, no programa da apresentadora Cristina Ferreira.

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Viana do Castelo

Europeias: Rangel poliglota no combate à abstenção na fronteira em Valença e em Viana

Cabeça de lista do PSD no Alto Minho

em

Foto: Facebook de PSD

O cabeça de lista do PSD às eleições europeias, Paulo Rangel, começou o domingo de campanha em Valença, numa ação de rua em que apelou ao voto em português, em espanhol e até francês.

“Espanhóis por todo o lado, é normal aqui”, comentou Rangel, no início da iniciativa de rua junto à Câmara Municipal de Valença, na fronteira com Espanha, elegendo o combate à abstenção como uma prioridade nas europeias de 26 de maio.

“É preciso combater a abstenção e depois votar com atenção”, disse Rangel, que meteu conversa com comerciantes, turistas e até com eleitores que não votam em Portugal.

A um grupo de turistas franceses, Rangel perguntou se estavam de passagem e perante a confirmação, respondeu “très bien” [muito bem], acrescentando ainda em francês que ficaria “muito contente se fossem votar” nas europeias.

Mais à frente, junto a uma igreja da qual saíam algumas pessoas, a comitiva laranja hesitou mas alguém disse, “vamos lá, campanha à moda antiga, à saída da missa”.

Afinal não havia missa e o grupo, com cidadãos portugueses e espanhóis, estava em passeio para uma concentração dos conhecidos automóveis “carochas” no âmbito do “Encontro Ibérico Tui-Valença”.

“Muy bien, escarabajos”, riu Rangel, desejando “buenos dias”.

A poucos quilómetros da fronteira com Espanha, as lojas do centro histórico, muitas de atoalhados e linhos, têm mais fregueses espanhóis do que portugueses, confessou uma lojista muito jovem que ia votar pela primeira vez.

“Tome uma caneta para votar nas eleições europeias, já só faltam oito dias”, apelou Rangel.

Em declarações aos jornalistas, no final da iniciativa, Paulo Rangel frisou que “o aspeto mais importante das eleições europeias é a abstenção, uma questão democrática que está antes dos próprios partidos”.

“Claro que queremos motivar as pessoas a votar no PSD mas é muito importante que os portugueses se mobilizem para votar nas europeias”, acentuou.

Questionado sobre a participação do ex-líder do PSD Pedro Passos Coelho na campanha, prevista para segunda-feira, e da ex-ministra Manuela Ferreira Leite, Paulo Rangel disse que tem “o maior gosto” na presença de “rostos importantes do PSD”.

No sábado, o dirigente socialista Miguel Alves afirmou que a participação do ex-primeiro-ministro Pedro Passos Coelho na campanha do PSD é o indício sobre a vontade de regresso ao poder da corrente dos “cortes”.

De Valença, a caravana de Rangel seguiu para Viana do Castelo, onde algumas centenas de pessoas formaram, nas escadarias do Santuário de Santa Luzia, um coração com as cores da União Europeia, graças aos chapéus azuis e amarelos.

Fotos: Facebook de PSD (Galeria)

De chapéu azul, o candidato estava na primeira fila, atrás de duas crianças a tocar acordeão, e ia acompanhando a música com palmas.

“Agradeço terem feito este esforço enorme para darmos esta imagem positiva da Europa. O coração é não apenas o símbolo dos afetos, mas também o símbolo do Partido Popular Europeu, a nossa família política na União Europeia. É muito positivo que tenhamos conseguido fazer esta coreografia, aqui em Viana – com o coração que é também o símbolo de Viana”, enalteceu o candidato, numas breves palavras dirigidas aos participantes na iniciativa.

“É caso para dizer que Viana está no coração da Europa”, acrescentou.

Em seguida, convidou todos para “um lanche de domingo, a que se chamaria um ‘brunch’ lá na União Europeia”.

“Um piquenique à portuguesa, como nós dizemos”, acabou por ‘traduzir’.

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