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Braga

Chamada falsa mobilizou dois helicópteros para incêndio no Gerês que não existia

Chamada falsa

em

Foto: Eduardo Ferreira (Arquivo)

Foi a primeira vez que aconteceu neste período de DECIR 2020. Alguém, provavelmente com segundas intenções ou simplesmente porque não tem mais que fazer, lembrou-se de ligar para os bombeiros a dizer que um grande incêndio estava a consumir eucaliptal em Valdosende, concelho de Terras de Bouro, num dos locais de maior risco de propagação fora da área protegida do Parque Nacional Peneda-Gerês.


Imediatamente, e segundo o protocolo de triangulação, os Bombeiros de Terras de Bouro mobilizaram três viaturas de combate e cerca de 20 bombeiros. Uma das viaturas, que estava presente noutra ocorrência, saiu para acudir à chamada de auxílio sinalizada para uma mancha florestal junto à estrada que liga aquele concelho à Abadia de Santa Maria de Bouro, em Amares.

Dois helicópteros foram mobilizados pelo Comando Distrital de Operações e Socorro de Braga para auxiliar no alegado incêndio. Um deles com oito operacionais e outro com cinco. Mas não havia nada. Era tudo mentira. E os bombeiros não gostaram. No total foram mobilizados 34 operacionais.

O pior, sabe O MINHO, é que em Cabeceiras de Basto, pela mesma hora, 18:25, um incêndio (desta vez verdadeiro) deflagrava em zona de mato na freguesia de Pedraça, necessitando com urgência de apoio dos mesmos meios aéreos. Os helicópteros acabaram por ser avisados que não existia nenhum incêndio em Terras de Bouro e deslocaram-se para o de Cabeceiras.

“É uma pouca vergonha”, disse um dos elementos envolvidos a O MINHO, sob anonimato. “E o mais estranho é que nos foram mobilizar para um dos locais do concelho que nos fica mais longe”, acrescentou, referindo que se trata de “uma zona crítica”, habitualmente “muito ventosa”, onde os bombeiros sentem grandes dificuldades para combater as chamas.

“Chegámos lá e não encontramos nada”, desabafou, com o tom exasperante de quem acabou de ser enganado. “Não há respeito por quem dá a vida pelos outros”, sublinhou, revoltado.

Entretanto, o incêndio em Cabeceiras de Basto vai lavrando, com o combate a ser efetuado por dois meios aéreos, 69 operacionais e 16 viaturas.

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Braga

Aparatoso acidente no túnel da Estação de Braga fez um ferido

Acidente

em

Foto: Facebook de Bombeiros Voluntários de Braga

Um homem sofreu ferimentos na sequência de um despiste no túnel da Estação de Comboios, às ‘portas’ da cidade de Braga, na madrugada deste domingo.

Segundo apurou O MINHO, o condutor terá entrado em despiste, embatendo contra as proteções laterais do túnel, pouco passava das 00:00 horas.

Foto: Facebook de Bombeiros Voluntários de Braga

Foto: Facebook de Bombeiros Voluntários de Braga

Para o local foram acionados os Bombeiros Voluntários de Braga com uma ambulância e uma equipa de desencarceramento.

Apesar do aparato, o condutor acabou por conseguir sair pelos próprios meios.

Foi transportado para o Hospital de Braga com ferimentos ligeiros.

A PSP registou a ocorrência que condicionou o trânsito naquela via.

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Braga

Mia Couto, vencedor do Prémio Camões, encontrou paz para a escrita no Gerês

Turismo

em

Foto: Cedida a O MINHO

O reconhecido escritor moçambicano Mia Couto, vencedor do Prémio Camões em 2013, esteve nos últimos dias na região do Gerês, onde aproveitou para adiantar a escrita de uma das suas obras em previsão.

O também vencedor do Neustadt International Prize for Literature (versão americana do Prémio Nobel) em 2017 pernoitou durante as últimas três noites no alojamento local Oak Nature, em Venstosa, concelho de Vieira do Minho.

O MINHO falou com Guilherme Silva, proprietário daquela unidade turística, que nos deu conta de que esta foi a segunda vez que o reputado autor visitou a região do Parque Nacional Peneda-Gerês.

“Ele gostou muito, diz que vai passar a vir todos os anos e até no inverno”, disse o proprietário, destacando a sensação de “paz” que o escritor encontrou.

Oak Nature tem paisagem sobre o rio Cávado. Foto: DR

“A esposa e outros familiares foram dar algumas voltas mas ele ficou por cá a maior parte do tempo, a escrever”, contou Guilherme.

Mia Couto não conhecia o alojamento. Decidiu passar uns tempos no Gerês e pesquisou na internet. Viu aquele alojamento local, inserido numa extensa área de carvalhal, e decidiu que seria ali onde passaria algum tempo em retiro.

O MINHO sabe que o escritor e a família aproveitaram outros locais da região, como as pontes de Rio Caldo, já no concelho de Terras de Bouro, onde puderam almoçar no restaurante Cávado.

Depois de três dias em comunhão com a natureza, o famoso escritor deixou esta manhã a zona do Gerês.

Sem estrangeiros mas com muitos famosos

Guilherme Silva conta que este ano “foi uma loucura” nas reservas, mas destaca que, se nos outros anos eram os estrangeiros a procurar os recantos da região, este ano foram “quase todos portugueses”, muitos deles famosos.
A atriz Rita Pereira, por exemplo, foi uma das figuras mediáticas que escolheu aquele hotel para pernoitar durante a visita ao único parque nacional em Portugal.
Também o futebolista Luís Boa Morte, o treinador Carlos Carvalhal, a cantora Mónica Sintra, o ator e apresentador João Montez ou a atriz Inês Gutiérrez foram outras das caras famosas que, este verão, se instalaram no complexo de Guilherme Silva.

Este verão têm sido muitos os famosos que escolheram o Minho como destino de férias, entre os quais Cristina Ferreira, Rita Pereira, Sara Sampaio, Maria João Abreu, José Raposo ou Nilton.

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Braga

Câmara de Braga pagou um milhão aos trabalhadores por causa das 40 horas

Função pública

em

Foto: Divulgação / CM Braga (Arquivo)

A Câmara de Braga já pagou, neste mês de setembro, a primeira fatia (um milhão de euros) do acordo feito com os trabalhadores do município, na sequência da sentença do Tribunal Administrativo do Norte que revogou o despacho municipal de 2014, que os obrigou a trabalhar 40 horas semanais, mais cinco do que as 35 que então vigoravam.

O Município pagará, ainda, mais dois milhões, nos próximos dois anos, no quadro de um acordo conseguido com o STAL- Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local.

O assunto foi debatido na última Assembleia Municipal, já que a CDU apresentou uma moção na qual pedia a extensão do pagamento da diferença aos trabalhadores sem vínculo ‘à Câmara, ou seja, aos que têm contrato assinado diretamente com a AGERE e com outras empresas municipais, que são de direito privado.

A coligação PCP/PEV sustenta que não faz qualquer sentido esta diferenciação e diz que, “do ponto de vista factual os trabalhadores são funcionários do município, pelo que será da mais elementar justiça social que sejam contemplados com o pagamento das horas que trabalharam a mais”.

Pedro Casinhas, deputado municipal da CDU. Foto: DR

A moção acabou por não ser votada já que as diferentes forças partidárias aceitaram que baixasse às comissões especializadas para análise das suas implicações, financeiras e jurídicas.

A este propósito, o presidente da Autarquia Ricardo Rio esclareceu que a sentença do Tribunal abrangia apenas os trabalhadores inscritos no STAL, mas entendeu-se que seria de alargar o pagamento a todos os que têm contrato com a Câmara.

Salientou que, do ponto de vista legal, a edilidade não pode assumir o pagamento de algo que lhe não compete, salientando que a única forma desses funcionários receberem, de igual modo, seria a dos sindicatos recorrerem, com novas ações, ao mesmo Tribunal, pedindo que as empresas municipais paguem as cinco horas de diferença.

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