Cerveira investe 1,3 milhões em nova área empresarial junto a nó da A3

Economia

A Câmara de Vila Nova de Cerveira vai investir 1,3 milhões de euros na criação da 5.ª área de acolhimento empresarial, na freguesia de Sapardos, junto ao nó da Autoestrada 3 (A3), foi hoje divulgado.

“A localização entre o eixo Porto e Vigo e os excelentes indicadores empresariais que colocam o concelho como um dos mais exportadores da região Norte têm suscitado um grande interesse por parte de investidores, ao qual a autarquia tem de conseguir gerar condições para fixação”, afirmou hoje o presidente da Câmara, Fernando Nogueira, citado numa nota hoje enviada à agência Lusa.

Segundo o autarca, “Vila Nova de Cerveira quer continuar a estar na linha da frente na captação do setor empresarial, como motor de valorização profissional e de promoção de inovação e desenvolvimento, como fatores chave para reforçar a internacionalização”.

“Após a aprovação da candidatura submetida pela Câmara Municipal ao Programa Operacional Regional do Norte 2020, o próximo passo é o lançamento da obra a concurso público”, adiantou.

A autarquia destacou que a “candidatura recentemente aprovada prevê a criação de 12 lotes de dimensões idênticas, divididos por uma área total de 32.602,00 metros quadrados, e com a garantia do Sistema de Indústria Responsável (SIR)”.

O projeto do novo parque, comparticipado em 750 mil euros pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), “surge da necessidade de colmatar a falta de resposta a uma real e crescente procura por este tipo de espaços, além de contribuir para melhorar a atratividade e a competitividade do território”.

Atualmente, segundo a Câmara, “os dois polos industriais de foro municipal e o polo IV de iniciativa privada encontram-se lotados, havendo apenas disponibilidade no parque empresarial do Fulão, de capital privado, que apresenta um conjunto de lotes com dimensões e características muito específicas”.

A nova área de acolhimento empresarial “apresenta algumas particularidades, nomeadamente do ponto de vista urbanístico, com a preocupação de otimizar o melhor possível a integração da infraestrutura na topografia existente”.

O “projeto acautela a criação de quatro plataformas, a diferentes cotas, com a instalação de três lotes em cada, como forma de minimizar o movimento de terras e reduzir o ruído visual”.

Todo o espaço “será dotado de um conjunto de infraestruturas com repercussões nos custos do produto (produção e utilização de energias renováveis, e reutilização de águas) e com características compatíveis com as exigências da procura, principalmente ao nível do Sistema de Indústria Responsável (SIR)”.

O acesso aos lotes “será feito de forma individual e diretamente da via existente, que também será alvo de beneficiação, e a intervenção na zona pública contempla a construção de faixa de rodagem de duplo sentido com sete metros de largura, articulando uma futura melhoria da restante via à ligação com a Estrada Municipal (EM) 303”.

Está ainda planeada “a criação de uma zona de estacionamento de ligeiros, de passeios em ambos os lados da via”.

Já no que diz respeito a espaços verdes, concluiu, “serão criadas algumas zonas de sombreamento e a colocação do necessário mobiliário urbano”.

 
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