Seguir o O MINHO

Alto Minho

Certificação do “Traje à vianesa” pode ser anunciada na Agonia

em

A vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Viana do Castelo admitiu hoje que a certificação do típico “traje à vianesa”, com origem no século XIX, poderá ser anunciada nas festas da Agonia, entre 20 e 23 de agosto.


“É um processo que está completamente encaminhado. Vamos ver se conseguimos ainda durante este período das festas apresentar essa certificação. Estamos dependentes do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), mas esperamos a todo o momento por uma deliberação positiva do INPI para podermos avançar com a apresentação pública”, explicou Maria José Guerreiro.

A romaria d’Agonia, nomeadamente o tradicional desfile de mais de 500 mulheres devidamente trajadas pelas ruas da cidade de Viana do Castelo, assume-se anualmente, no mês de agosto, como a principal montra do “traje à vianesa”.

O processo de certificação foi adjudicado pela Câmara Municipal em maio de 2013 à Associação “Portugal à Mão”, por cerca de 24 mil euros. Esta associação, entre outras entidades, também participou na certificação do bordado de Viana, concluída em agosto de 2012.

Na ocasião, o executivo justificou a decisão de certificar o traje com a necessidade de evitar a “confusão” e a “apropriação” do mesmo por outras regiões.

O traje assume-se como um símbolo tradicional da região, nas suas várias formas, consoante a ocasião e o estatuto da mulher. Em linho e com várias cores características, onde sobressai o vermelho e o preto, foi utilizado até há cerca de 120 anos pelas raparigas das aldeias em redor da cidade de Viana do Castelo.

Os exemplares que ainda hoje se conservam, alguns nas mesmas famílias, terão cerca de 60 anos.

As características deste traje, como o seu colorido e a profusão de elementos decorativos, permitem identificar facilmente a região de origem, no concelho, motivo pelo qual se transformou, segundo os especialistas, “num símbolo da identidade local”.

Para garantir “rigor no bem trajar”, este ano, pela primeira vez, a organização faz depender a participação nos principais números da festa de uma inscrição prévia, da entrega de uma fotografia do traje que será envergado.

Maria José Guerreiro, que é também presidente da VianaFestas, entidade que organiza a romaria, adiantou que o objetivo “é ter uma ideia prévia dos trajes que vão ser envergados” para evitar situações ocorridas em edições anteriores “em que o traje surge completamente desorganizado”.

Aquela exigência aplica-se tanto para o desfile da mordomia, onde “só são aceites trajes de luxo e festa”, como no cortejo histórico-etnográfico, onde “já são permitidos outros tipos de traje, como o de trabalho e domingar”.

“Todos nós temos consciência que o público em geral, e os vianenses em particular, são cada vez mais exigentes em relação à forma como o traje é envergado”.

O Castelo Santiago da Barra e o seu papel na elevação de Viana do Castelo a cidade é o tema do cortejo histórico – etnográfico, que recriará a importância do forte de Viana e da Torre da Roqueta, na atribuição do Foral da Elevação de Viana a cidade, em 20 de janeiro de 1848.

Anúncio

Alto Minho

Um trabalhador infetado e quatro em isolamento numa fábrica de Arcos de Valdevez

Covid-19

em

Foto: DR

Um trabalhador da fábrica Mora, sediada em Arcos de Valdevez, testou positivo para a covid-19, confirmou O MINHO junto de fonte da empresa. Outros quatro trabalhadores foram dispensados para recolher a isolamento obrigatório nos seus domicílios enquanto aguardam testagem para o vírus.

De acordo com Jorge Hilário, diretor-geral da Mora Portugal, a empresa continua a laborar, uma vez que tem adotado várias medidas do plano contigencial que evitam possíveis contágios. No entanto, quatro colaboradores que estiveram junto à pessoa contagiada foram colocados em quarentena após recomendação da delegada de saúde daquele concelho do Alto Minho.

“Temos um caso positivo. A pessoa em causa acusou sintomas de febre na passada terça-feira, pelo que lhe dissemos para ficar em casa e contactar a saúde 24”, explica a O MINHO o diretor-geral, assegurando que é “prática recorrente” sempre que alguém apresente sintomas associados ao novo coronavírus.

“O próprio funcionário disse logo ao chefe que iria fazer teste de despiste por livre vontade, mas a verdade é que, depois desse episódio na terça-feira, não voltou a apresentar quaisquer sintomas”, conta o responsável da empresa.

“Hoje, pelas 7:00 horas, fomos informados que o trabalhador em causa tinha testado positivo, pelo que tomei logo conta da situação e segui o protocolo, ligando para a Saúde 24, que me deu instruções. Às 7:30 falei com a delegada de saúde e ela confirmou as instruções que me tinham dado através daquela linha de atendimento médico, passando a delegada a tomar conta da ocorrência”, acrescentou Jorge Hilário.

A empresa recolheu o nome dos quatro trabalhadores que estiveram mais próximos à pessoa infetada e estes já não entraram ao trabalho, que seria pelas 08:00 horas desta sexta-feira.

Jorge Hilário diz que agora os quatro colaboradores também vão ser rastreados e ficam em casa enquanto aguardam o resultado dos testes. Nenhum apresenta sintomas.

Sobre a laboração não ter sido interrompida, o engenheiro explica que foram feitos alguns ajustes perante os cerca de 100 trabalhadores, mas que tem a ver por uma questão de precaução, uma vez que não existe proximidade no local de trabalho entre os colaboradores. “Temos umas instalações novas, amplas, e todos trabalham separados por acrílicos, o que nos dá alguma segurança para crer que não existiu contágio”, disse o responsável.

No entanto, o diretor-geral reforça que, na próxima segunda-feira, quando já se saberá o resultado dos restantes trabalhadores, não possa mudar o protocolo, uma vez que caso existam muitos casos, a empresa pode mesmo parar a laboração. Todavia, a empresa continua em plenas funções durante o fim de semana.

O último relatório divulgado pela Unidade Local de Saúde do Alto Minho, a que O MINHO teve acesso, indicava onze casos ativos de covid-19 no concelho de Arcos de Valdevez, num total acumulado de 94 casos desde o início da pandemia. Há 74 pessoas recuperadas e nove óbitos a lamentar.

Portugal regista hoje mais 6 mortos e 780 novos casos de infeção por covid-19, em relação a quinta-feira, segundo o boletim epidemiológico diário da Direção-Geral da Saúde (DGS).

De acordo com o boletim, desde o início da pandemia até hoje registam-se 67.176 casos de infeção confirmados e 1.894 mortes.

Há ainda 45.053 recuperados, mais 259 do que ontem.

Continuar a ler

Viana do Castelo

Viana aprova criação da Área de Paisagem Protegida Regional da Serra d’Arga

Decisão unânime

em

Foto: CM Caminha / Arquivo

A Câmara de Viana do Castelo aprovou esta sexta-feira por unanimidade, em reunião camarária, a proposta de criação da Área de Paisagem Protegida Regional da Serra d’Arga, que inclui mais quatro concelhos do Alto Minho.

Com aquela decisão, o executivo municipal autorizou o município de Viana do Castelo a “constituir com [os concelhos de] Ponte de Lima, Caminha e Vila Nova de Cerveira, uma associação de municípios com fins específicos que garantirá a gestão futura Área de Paisagem Protegida Regional da Serra d’Arga”.

“Enquanto a nova associação não estiver constituída, será a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho a dar cobertura do ponto de vista do chapéu jurídico”, especificou o presidente da Câmara de Viana do Castelo, durante a apresentação da proposta.

A criação da nova área protegida que “observa o disposto no Regime Jurídico da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, aprovado no Decreto-Lei n.º 142/2008, de 24 de julho”.

A serra d’Arga abrange uma área de 10 mil hectares nos concelhos de Caminha, Vila Nova de Cerveira, Paredes de Coura, Viana do Castelo e Ponte de Lima, dos quais 4.280 hectares se encontram classificados como Sítio de Importância Comunitária.

Segundo o Orçamento do Estado, o Governo quer criar em 2020 um ‘cluster’ do lítio e da indústria das baterias e vai lançar um concurso público para atribuição de direitos de prospeção de lítio e minerais associados em nove zonas do país.

A Serra d’Arga é uma das áreas que deve ser abrangida.

A proposta que o executivo de Viana do Castelo hoje aprovou, refere que “a Serra d’Arga constitui uma área emblemática, pela vastidão das paisagens agrestes do seu topo e também pela singularidade dos seus valores naturais”.

O documento enumera os “10 tipos de ‘habitat’ de importância comunitária, a extraordinária riqueza florística, com 546 espécies de plantas vasculares, incluindo 32 espécies raras ou ameaçadas de extinção, a presença confirmada de mais de 180 espécies de vertebrados selvagens, entre as quais espécies raras e emblemáticas como o lobo, a salamandra-lusitânica e o bufo-real”.

Segundo o documento, “a Serra d’Arga detém um património cultural singular pela sua situação geográfica, mas também pela forma como as atividades humanas foram desenvolvidas, de modo, ao longo do tempo, garantir a sustentabilidade das populações”.

Os cinco municípios envolvidos no processo de criação da área protegida “acreditam que, a exemplo da experiência obtida com a classificação e consequente gestão intermunicipal de outras áreas de Paisagem Protegida de Interesse Regional, a da Serra d’Arga, contribuirá para a conservação da natureza e da biodiversidade em presença na serra e por conseguinte no Noroeste Peninsular”.

A decisão foi tomada na sessão extraordinária convocada pela maioria socialista a pedido dos vereadores do PSD e CDU para discutir o abate de 20 árvores, na avenida do Cabedelo, em Darque, previsto nas obras de construção de uma rotunda de acesso ao porto de mar da cidade.

Continuar a ler

Alto Minho

Caminha investe mais de 400 mil euros na reabilitação do centro histórico

Segunda fase da empreitada

em

Foto: CM Caminha

A Câmara de Caminha iniciou a segunda fase da empreitada de reabilitação urbana do centro histórico, num investimento de mais de 400 mil euros, que deverá prolongar-se por cerca de 180 dias, foi hoje divulgado.

Em nota hoje enviada à imprensa, a autarquia realçou que o projeto visa a “qualificação do ambiente urbano, do espaço público e das vivências por ele proporcionadas, através da melhoria do desenho e do mobiliário urbano, da pavimentação de arruamentos e passeios, da introdução de elementos arbóreos, da eliminação de barreiras arquitetónicas e visuais e da renovação das infraestruturas no subsolo”.

A empreitada pretende ainda “intervir ao nível da organização da circulação automóvel de forma a permitir o alargamento de passeios, arborização, ou estacionamento, devolvendo-se a esta artéria a dinâmica comercial desejada e as ações de rua inerentes a um espaço com esta centralidade”.

Continuar a ler

Populares