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Cerca de um milhão para valorizar o Caminho de Torres que liga a Santiago de Compostela

“Valorização Cultural e Turística”

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Foto: Divulgação / CM Barcelos

Cinco comunidades intermunicipais (CIM) do Norte de Portugal uniram-se para requalificar e valorizar o Caminho de Torres, que liga a Santiago de Compostela, um projeto que representa um investimento de um milhão de euros, foi hoje anunciado.

O projeto “Valorização Cultural e Turística do Caminho de Santiago – Caminho de Torres” junta as comunidades intermunicipais do Tâmega e Sousa, a entidade líder, em parceria com as do Alto Minho, do Ave, do Cávado e do Douro.

Os promotores explicaram hoje, em comunicado, que, nesta fase, o projeto estabeleceu uma área de intervenção de 234 quilómetros, entre a Ponte do Abade (Sernancelhe, distrito de Viseu) e a ponte internacional sobre o rio Minho (Valença do Minho, distrito de Viana do Castelo), correspondente à extensão do território de influência das cinco CIM parceiras.

“O objetivo do projeto é o reconhecimento nacional e internacional do Caminho de Torres, que vai permitir aumentar o número de visitantes nos sítios e atrações culturais ou naturais associados ao Caminho de Torres, bem como contribuir para a valorização da identidade cultural das regiões envolvidas no projeto”, afirmaram as entidades promotoras.

Ao longo do caminho foi instalada sinalética padronizada de acordo com as normas internacionais do Plano Xacobeo, ainda áreas de descanso e painéis informativos.

Foram também produzidos diversos materiais de informação sobre o Caminho de Torres, desde guias, mapas, brochuras, um livro em português, inglês e castelhano.

De acordo com o comunicado, está em desenvolvimento um ‘website’ e uma aplicação para telemóvel, para além de um conjunto alargado de ‘merchandising’ dirigido aos peregrinos e está também está a ser realizado o processo de certificação do Caminho de Torres.

Segundo os promotores, o investimento global é de cerca de um milhão de euros, cofinanciado a 85% pelo Programa Operacional Regional do Norte (Norte 2020), através do FEDER (Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional).

O projeto começou a ser desenvolvido em 2017 e, na íntegra, o caminho de Torres liga Salamanca a Santiago de Compostela, em Espanha, tem cerca de 600 quilómetros e foi estruturado em 24 etapas que podem ser percorridas em 24 dias de caminhada.

Este percurso atravessa três concelhos da região Centro e 15 do Norte e liga, segundo a organização, localidades “importantes para o imaginário medieval jacobeu” como Lamego, Amarante, Guimarães, Braga e Ponte de Lima.

O Caminho de Torres, que adotou o nome do peregrino Diego de Torres Villarroel (1694-1770), é um dos quatro itinerários jacobeus estruturados em Portugal, designadamente o Caminho da Costa, Caminho do Interior, Caminho Central, Caminho de Torres.

Nos dias 17 e 18 de junho irá decorrer o “I Congresso Internacional do Caminho de Santiago – Caminho de Torres”, presencialmente no Centro Cultural de Amarante e também em formato ‘online’.

O congresso contará com especialistas do caminho nacionais e internacionais e, segundo a organização, pretende ser um “momento de alargada discussão e reflexão, de caráter multidisciplinar, dedicado aos Caminhos de Santiago em Portugal”.

Procurar-se-á, neste âmbito, debater o papel do património enquanto oportunidade na definição de uma estratégia territorial, bem como a gestão regional e inter-regional de bens patrimoniais, tomando como exemplo a experiência associativa das cinco comunidades intermunicipais em torno do Caminho de Torres.

Em julho, o Caminho de Torres será apresentado em Salamanca e em Santiago de Compostela, iniciativas que decorrerão também em formato híbrido.

De acordo com o comunicado, “toda a estratégia promocional está a ser articulada a nível regional e nacional com as entidades que promovem os Caminhos de Santiago, nomeadamente a Turismo do Porto e Norte de Portugal e o Turismo de Portugal”.

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