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Guimarães

Cerca de 800 professores no Encontro Internacional da Casa das Ciências em Guimarães

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A Casa das Ciências vai organizar em Guimarães, entre 9 e 11 de julho de 2018, o seu V Encontro Internacional, onde junta 800 professores interessados no ensino das Ciências, incluindo a Matemática e as Tecnologias da Informação, do ensino básico, secundário e superior.

O tema desta 5ª edição, “Ciência, Comunicação, Imagem e Tecnologia”, marca as duas grandes conferências temáticas, dez conferências de especialidade e cinco painéis. A organização adiantou que o certame engloba 80 workshops proporcionados por uma centena de formadores, para “otimizar o ensino das ciências”.

O evento tem a participação de Pedro Salgado, premiado ilustrador científico português, que “vai ajudar a refletir sobre o recurso à imagem, à animação, à simulação digital, aos instrumentos de comunicação, como ferramentas de apoio ao ensino”.

O V Encontro Internacional da Casa das Ciências realiza-se nas instalações das Escolas Secundárias Francisco de Holanda e Martins Sarmento e no Centro Cultural Vila Flor.

O Encontro da Casa das Ciências, um dos maiores eventos realizados em Portugal, junta centenas de professores num espaço de debate, partilha de experiências e promoção de boas práticas contribuindo para a melhoria da qualidade do Ensino das Ciências.

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Guimarães

Junta de freguesia angaria viseiras e máscaras para instituições de Guimarães

Covid-19

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Foto: Divulgação

O Grupo de Apoio Social na Margem do Ave (GASMAVE), uma associação da União de Freguesias de Briteiros Santo Estévão e Donim, no concelho de Guimarães, angariou viseiras e máscaras junto de empresas da região para proteger instituições do concelho.

Em nota enviada à imprensa, a autarquia revela que foram várias as empresas “parceiras” que se disponibilizaram para que o material fosse angariado e cedido a instituições como o Centro de Saúde das Taipas e Briteiros, o Lar de Donim da Misericórdia de Guimarães, a APCG e a Poberello.

“Desta forma a GASMAVE procura continuar o seu contributo para o esforço coletivo de combate à pandemia do novo coronavírus, uma iniciativa só possível pela parceria de empresas como a Embalacut”, refere a mesma nota.

O concelho de Guimarães é o segundo mais afetado pela pandemia Covid-19 na região do Minho, com 70 casos já confirmados oficialmente pela Direção-Geral de Saúde, no boletim de domingo.

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Guimarães

Fábrica de Guimarães mantém laboração para calçar “guerreiros da pandemia”

A vimaranense Lavoro continua em plena laboração, produzindo calçado para profissionais de saúde, bombeiros, militares do exército e trabalhadores de supermercados e da área da logística.

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Foto: DR

Centrada no nicho de equipamento de proteção individual (EPI), a fabricante portuguesa de calçado Lavoro, de Guimarães, continua em plena laboração, para “não deixar descalços” aqueles que estão na linha da frente do combate à pandemia da Covid-19.

“Temos de manter a fábrica aberta, para ajudar toda a indústria que está agora em pressão e todos os profissionais e toda a gente que continuam a servir a população, tanto em Portugal como no estrangeiro”, refere à Lusa Teófilo Leite, administrador da Indústria de Comércio de Calçado, que detém a marca Lavoro.

Profissionais de saúde, bombeiros, militares do exército e trabalhadores de supermercados e da área da logística são agora, com a Covid-19 a fazer estragos um pouco por todo o lado, os grandes focos da empresa.

Para segundo plano, à espera de melhores dias, fica por agora o calçado para a construção civil e várias outras atividades industriais que normalmente têm um peso decisivo no volume de negócios.

Teófilo Leite fala numa quebra de cerca de 60 por cento, mas sublinha que uma empresa “bem calçada” como a Lavoro não vai abaixo com facilidade.

“Não há mal que não traga bem”, atira o administrador, convicto de que aquela quebra será compensada com novas encomendas provenientes de outros setores de atividade que atualmente “dão o peito às balas” no combate à Covid-19.

Como exemplo, aponta parceiros na Alemanha que estão a reforçar encomendas de calçado à prova do frio, para operar nas áreas da refrigeração e armazenamento do setor alimentar.

No último ano, a Lavoro faturou 17 milhões de euros e para este colocou a fasquia nos 20 milhões.

Uma meta que se mantém, apesar da crise pandémica.

Entre 65 e 70 por cento da produção é para exportação para perto de 60 países, sobretudo da Europa, mas o calçado de segurança da Lavoro chega também a destinos mais ou menos improváveis, como a Mongólia.

A fábrica emprega 240 trabalhadores, a esmagadora maioria dos quais se mantém ao serviço, com exceção daqueles, poucos, que apresentam alguma patologia que os poderá tornar mais vulneráveis face a um eventual ataque do novo coronavírus.

Ana Rita, uma das responsáveis pelo plano de contingência da empresa, explicou à Lusa que, mal se começou a ouvir falar nesse “bichinho”, a empresa analisou as fichas clínicas de todos os colaboradores.

“Os que tinham alguma patologia associada foram mandados para casa, assim como colocámos em teletrabalho todos os que tinham condições para isso”, referiu.

Um dos que está em teletrabalho é Teófilo Leite pai, o homem que há 30 anos fundou a Lavoro e que não se deixa atemorizar pelo momento “complexo” que se vive em Portugal e no mundo.

Por videoconferência, o fundador da empresa disse à Lusa que há que ter a serenidade suficiente para “entender” o momento e a sagacidade necessária jogar “em antecipação”.

Apontou, como exemplo, um projeto de calçado para diabéticos que a empresa tem em curso e que agora deve ser acelerado, para abrir novos mercados ao mercado da Lavoro.

“Temos que olhar para crises anteriores e retomar o plano de substituição das importações – o ‘compre o que é nosso’ é muito importante -, ao mesmo tempo que temos de aumentar as exportações”, referiu.

Entretanto, a laboração segue a velocidade de cruzeiro.

Nalguns casos, como diz Teófilo Leite filho, a empresa está até a fazer horas extras para atender às encomendas de produtos específicos para quem está envolvido no combate à pandemia.

À incerteza que inquieta na atualidade, o empresário contrapõe uma certeza que lhe dá força para continuar: “vai ficar tudo bem, seguramente”.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 100 mortes, mais 24 do que na véspera (+31,5%), e registaram-se 5.170 casos de infeções confirmadas, mais 902 casos em relação a sexta-feira (+21,1%).

Dos infetados, 418 estão internados, 89 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 43 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 02 de abril.

Além disso, o Governo declarou no dia 17 o estado de calamidade pública para o concelho de Ovar.

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Guimarães

Guimarães ativa plano de emergência e encerra ecovia, parques e cemitérios

Covid-19

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Foto: Divulgação / CM Guimarães

A Câmara de Guimarães mandou encerrar, a partir deste sábado, a ecovia/ciclovia, os parques de lazer em todo o concelho, todos os cemitérios das freguesias, feiras e pequenos mercados ao ar livre, numa prespetiva de contenção face à pandemia de Covid-19.

As medidas foram decretadas na sexta-feira, após reunião da comissão municipal de proteção civil, onde foi aprovada a ativação do plano de emergência municipal.

“A medida justifica-se pelo aumento de casos de infeção no distrito de Braga e no concelho de Guimarães e pela iminência de uma situação de acidente grave provocada pela infeção do coronavírus”, escreveu a autarquia, em comunicado.

Saliente-se a evolução epidemiológica no concelho de Guimarães que, até às 20:30 de quinta-feira, 26 de março, e segundo os dados fornecidos pelo ACES do Alto Ave, registava 58 casos confirmados de infetados, 755 casos em vigilância e 79 a aguardar resultados dos testes.

“Esta situação exige a tomada de medidas excecionais e temporárias com vista a robustecer e alargar o esforço de contenção da propagação epidémica, com o que se procura evitar, a todo o custo, um cenário de saturação dos meios de assistência hospitalar e, assim, proteger a vida dos cidadãos mais gravemente afetados pela COVID-19”, refere a autarquia.

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