Cerca de 300 voluntários substituem padre em compasso pascal de Viana - O MINHO
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Cerca de 300 voluntários substituem padre em compasso pascal de Viana

Viana do Castelo

Cerca de 300 voluntários substituem padre em compasso pascal de Viana

Cerca de 300 voluntários vão substituir o pároco da Meadela, Viana do Castelo no compasso de domingo e segunda-feira de Páscoa, para dar continuidade a uma tradição iniciada há 35 anos, disse hoje à Lusa o padre local.

“Os voluntários são distribuídos por grupos que, no domingo e segunda-feira de Páscoa, e por turnos, realizam o compasso pascal, visitando entre 800 a 900 casas da freguesia, acompanhados por cânticos”, especificou Manuel Vilar, pároco da Meadela, uma das maiores freguesias da capital do Alto Minho.

Desde 2013 integrada na União de Freguesias de Santa Maria Maior, Monserrate e Meadela, a freguesia tem cerca de 9.782 habitantes.

A participação de voluntários no compasso pascal foi iniciada na paróquia de Santa Cristina, em 1983, pelo padre Manuel Vilar.

Cada grupo de leigos “é formado por um representante do padre, que entrega uma mensagem escrita do pároco aos proprietários de cada casa visitada, um elemento que transporta a cruz, uma criança que assinala com a campainha a chegada do compasso pascal, um leitor e vários cantores, cujo número varia em função dos de voluntários”.

Pároco da Meadela há 48 anos, Manuel Vilar, que acompanha os grupos, mas que “não entra nas casas” por onde passa o compasso pascal, referiu que o costume está “hoje enraizado” na comunidade e representa “um momento de união da paróquia”, que começa a viver a Páscoa no sábado de Aleluia”.

“A Vigília Pascal é o ponto alto das celebrações. A igreja enche-se de fiéis num momento muito especial. No final da vigília, cerca das 23:30, há sempre um convívio preparado pelo agrupamento de escuteiros da freguesia. É muito bonito”, destacou o pároco.

Manuel Vilar, de 74 anos, realçou ainda a cerimónia da recolha das cruzes na segunda-feira de Páscoa, ao final da tarde, no adro da igreja paroquial, momento presenciado “por uma enchente de fiéis”.

Na celebração, “com cantos pascais e a que se junta a fanfarra dos escuteiros, a cruz é dada a beijar a quem passa”, registando, de ano para ano, “um número crescente de fiéis”.

Jornal digital da região do Minho.

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