Centros de saúde e hospital de Barcelos melhoram atendimento não urgente

Hospital de Barcelos. Foto: DR/Arquivo

Os centros de saúde do Cávado Barcelos/Esposende e o Hospital Santa Maria Maior implementaram um projeto de “articulação e integração”, permitindo uma alternativa eficaz ao atendimento no Serviço de Urgência casos não urgentes, indicou esta quarta-feira fonte oficial.

Em comunicado enviado à Lusa, a Administração Regional do Norte (ARS) explica que o projeto “Gestão do Percurso do Utente com Doença Aguda”, enquadra-se no SNS + Proximidade, que visa “a referenciação informática de utentes não urgentes a partir do Serviço de Urgência para os Cuidados de Saúde Primários, proporcionando ao utente uma alternativa de atendimento no próprio dia, ou o mais tardar, no dia seguinte, através da realização de uma consulta na sua Unidade de Saúde”.

Aquele projeto quer assim dar uma “resposta verdadeiramente integrada” entre Cuidados de Saúde Primários e os Cuidados Hospitalares em alternativa ao “recurso excessivo ao Serviço de Urgência de pessoas que poderiam ver a sua situação de doença aguda resolvida junto da equipa de saúde familiar”.

Segundo explica a nota da ARS, o projeto “Gestão do Percurso do Utente com Doença Aguda” garante “um maior compromisso por parte das equipas de saúde dos Cuidados de Saúde Primários na resposta ao utente que solicita consulta no próprio dia, assegurando-lhe o atendimento ajustado à sua necessidade real”.

A ARS salienta a “maior clarificação do percurso do utente para a Consulta Aberta”, garantindo “critérios objetivos de atendimento, uniformizados e conhecidos por profissionais e por utentes”.

Pretende-se ainda com o referido projeto uma “promoção de literacia em saúde para que o utente seja capaz de proceder a uma gestão adequada da sua doença aguda” e uma “articulação permanente entre centros de saúde e hospital, com procedimentos no encaminhamento bilateral mais céleres que permitem ao utente ser atendido no local mais adequado à sua situação”.

A referenciação informática do utente não urgente, explana o texto, “tem lugar após a aplicação do Sistema de Triagem de Manchester, de utentes classificados como Verdes/Azuis, sempre com o consentimento e escolha do utente, e tem como pressuposto a condição de existência de vagas nos centros de saúde”.

Dá-se ainda ao utente a possibilidade de marcar as suas análises clínicas, RX e Espirometria. Trata-se de uma opção “com garantia de comodidade, segurança e menor dispêndio de tempo uma vez que não tem que se deslocar nem para marcar nem para levantar os resultados” porque “estes são integrados diretamente no seu processo clínico”.

 
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