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Centro Internacional de Artes em Guimarães termina ano com mostra “Plant Revolution!”

Centro Internacional das Artes José de Guimarães

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Foto: DR / Arquivo

O Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJ) vai terminar o ano com uma “grande exposição coletiva”, “Plant Revolution!”, a inaugurar no sábado e que põe em “confronto” pensamento, ciência, imaginação, anunciou hoje aquela estrutura vimaranense.

Em comunicado envido à Lusa, o CIAJ, adianta ainda que à “grande exposição” se juntam duas novas mostras, uma programação sob o tema “Plant Revolution!”, que abre as portas do centro “para revelar um universo vegetal”, que tem por objetivo pôr a pensar “a relação do humano com as plantas, explorando diferentes narrativas de mediação tecnológica do reino vegetal”.

Com curadoria de Margarida Mendes o novo ciclo “reflete sobre o encontro interespécies, perguntando o que acontecerá quando dissolvermos as fronteiras entre o parasita e o hospedeiro”, contando com a colaboração de artistas e coletivos como Agência, Alexandre Estrela, Comunidade De Artesãs Mujeres De La Resistencia EZLN, Diogo Evangelista, Filipa César, Inhabitants, Joachim Koester, Joana Escoval, Knowbotiq, Maria Thereza Alves, Paulo Tavares, Pedro Neves Marques, Peter Zin, Regina De Miguel, Richard Lowenberg, Suzanne Treister, Terence Mckenna, Teresa Castro, e com textos de Amin Ahmet Mutawa, Erik Davis e Fernando Garcia Dory.

A exposição inclui trabalhos que exploram “formas de recuperação política, estimulando um imaginário emancipatório e lançando novos vocabulários para pensar o planeta, além da divisão do mundo natural”, aponta o texto.

O programa da inauguração, com entrada livre, inicia-se às 17:00 de sábado, com a conferência “A Planta Mediada”, de Teresa Castro, e prolonga-se até à manhã de domingo com a “Assembleia”, em formato performance.

A par de “Plant Revolution!” juntam-se no CIAJG duas mostras com curadoria de Nuno Faria: “José de Guimarães – Pintura e Desenho do período angolano” e “Júlio Fernandes da Silva – a página tantas, desenho”, sendo igualmente possível visitar a exposição “Geometria Sónica”, até fevereiro do próximo ano, além da coleção permanente.

Segundo o CIAG, o ano dedicado ao tema “Resgatar a Diversidade” desenvolveu, “de forma múltipla e heterogénea, integrando temas, conceitos, preocupações e visões do futuro”, e mostrando o “mundo vegetal, natural tematizado, e mais do que isso, imaginado, de múltiplas maneiras: em modo poético ou político, a partir da ciência ou da ficção, como angústia individual ou consciência de uma era comunitária por vir”.

Pela leitura dos artistas, “num futuro não muito distante, as plantas dominarão o planeta tornando-o num Universo vegetal”.

A “Assembleia” debaterá “Thing 000777” (Da Vine), controvérsia acerca de uma patente de ‘ayahuasca’ entre o Centro Internacional de Lei Ambiental (CIEL), a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazónia Brasileira (COICA), a Coligação do Povo Amazónico e seu Ambiente, e o Departamento de Patentes e Marcas Comerciais dos EUA (USPTO), que conta com “um grupo de especialistas”, incluindo o fitoterapeuta e curandeiro Alberto Suarez Chang, a ecologista Joana Rafael, a psicóloga Maria Carmo Carvalho, e a antropóloga Rita Natálio, entre outros.

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Guimarães

ASAE fiscalizou incumprimento do confinamento em operação que passou por Guimarães

Confinamento

Foto: DR / Arquivo

A ASAE instaurou hoje um processo-crime por especulação de preços e 19 contraordenações por incumprimento das medidas adotadas para conter a pandemia de covid-19, além de ordenar o encerramento de quatro estabelecimentos de restauração e bebidas.

Em comunicado, a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), diz que “foram fiscalizados 198 operadores económicos, tendo sido instaurado um processo-crime por especulação de preços e 19 processos de contraordenação dos quais se destaca a falta de cumprimento das regras de ocupação, permanência e distanciamento físico nos locais abertos ao público e a falta de cumprimento das regras relativas a restrição, suspensão ou encerramento de atividades”.

Foi ainda determinada a suspensão da atividade em quatro operadores económicos da restauração e bebidas “pela existência de clientes no seu interior”, indica a ASAE.

A autoridade lembra que, com o estado de emergência, “esta atividade apenas poderá ser exercida para efeitos de confeção destinada ao consumo fora do estabelecimento, seja através de entrega ao domicílio, diretamente ou através de intermediário, ou para disponibilização de refeições ou produtos embalados à porta do estabelecimento ou ao postigo (‘take away’)”.

As ações de fiscalização contaram com cerca de 30 inspetores e decorreram nos concelhos de Guimarães, Lisboa, Porto, Matosinhos, Lamego, Coimbra, Aveiro, Castelo Branco, Coimbra, Santarém, Faro e Évora.

A operação foi direcionada a operadores económicos cuja atividade se encontra sujeita a novas regras de funcionamento, “tendo como principal objetivo a verificação do cumprimento integral das regras de lotação, ocupação, permanência e distanciamento físico em espaços públicos e estabelecimentos comerciais, bem como o cumprimento da determinação de suspensão de determinados tipos de instalações, estabelecimentos e atividades”, lê-se no comunicado.

A ASAE afirma que continuará a desenvolver “ações de fiscalização no âmbito das suas competências, em todo o território nacional, para garantia do cumprimento das regras de saúde pública determinadas pela presente situação pandémica”.

O decreto do Governo que regulamenta o novo confinamento geral devido à pandemia de covid-19 entrou em vigor às 00:00 de sexta-feira e decorre até 30 de janeiro.

Entre as restrições, o diploma prevê o encerramento do comércio e restauração, com exceção dos estabelecimentos de bens e serviços essenciais.

Os restaurantes e similares podem funcionar apenas em regime de ‘take away’ ou entregas ao domicílio.

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Guimarães

Sábado com trânsito condicionado no acesso à A11 em Guimarães

Obras públicas

Foto: Ivo Borges / O MINHO

Este sábado o trânsito esteve condicionado na rotunda de Silvares, no acesso a autoestrada A 11, no âmbito dos trabalhos de desnivelamento que decorreram no local.

Todas as entradas estavam encerradas pelas autoridades responsáveis pelo trânsito, com os automobilistas a circularem de forma bastante condicionada.

A autarquia tinha publicado um aviso, conforme noticiou O MINHO, a dar conta que este condicionamento decorre “dos trabalhos de pavimentação associados à empreitada em curso, da responsabilidade de execução da Infraestruturas de Portugal”.

Foto: Ivo Borges / O MINHO

Foto: Ivo Borges / O MINHO

Foto: Ivo Borges / O MINHO

Era aconselhada a utilização de percursos alternativos ao nó de Silvares e da saída da Autoestrada A11 (Guimarães Centro), usando como alternativa o Nó Guimarães Sul.

“Em todos os trabalhos será acautelada a presença das autoridades responsáveis pela gestão da circulação rodoviária”, referiu a autarquia.

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Guimarães

Morreu aos 91 anos a Fernandinha, “património humano de Guimarães”

Óbito

Foto: Vítor Oliveira / Facebook

Morreu aos 91 anos uma das figuras mais emblemáticas do centro histórico de Guimarães. “Fernandinha”, como era conhecida, passou mais de meio século a vender mercearia aos habitantes da cidade e, mais recentemente, aos turistas, com quem mantinha uma relação muito afável na Rua de Santa Maria.

O MINHO confirmou a notícia junto de Vítor Oliveira, chefe de gabinete do presidente da Câmara de Guimarães e um “bom amigo” de Fernanda, que lhe perguntava “sempre pelos miúdos” quando o via passar.

“É uma figura emblemática de Guimarães. Património Humano de Guimarães. A Rua de Santa Maria nunca mais será a mesma”, começou por dizer Vítor a O MINHO, em tom emocionado. “Ela vendia de forma itinerante, sobretudo a turistas. Mesmo sem saber falar línguas estrangeiras, ela conseguia vender e todos a entendiam”, recordou.

“Toda a gente gostava dela, trabalhou até morrer aqui ao pé da Câmara e criou muitas amizades. Era atenciosa e afável e vai fazer muita falta. Se 2020 foi um ano complicado, 2021 começa de uma maneira terrível”, acrescentou.

Foto: Vítor Oliveira

Ainda não são conhecidas as datas para as cerimónias fúnebres.

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