Centro de rastreio ‘drive thru’ de Viana já está em funcionamento

Covid-19

Entrou esta segunda-feira em funcionamento o centro de rastreio à doença Covid-19, em modo drive thru, em Viana do Castelo.

Centro de Rastreio Drive Thru em Viana. Foto: Divulgação / CMVC

Instalado junto à Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, este centro é semelhante ao já instalado no concelho de Braga, na passada semana, e permite efetuar testes de despistagem à doença sem ter que sair do automóvel.

Centro de Rastreio Drive Thru em Viana. Foto: Divulgação / CMVC
Centro de Rastreio Drive Thru em Viana. Foto: Divulgação / CMVC
Centro de Rastreio Drive Thru em Viana. Foto: Divulgação / CMVC
Centro de Rastreio Drive Thru em Viana. Foto: Divulgação / CMVC

Para efetuar este teste, apenas são aceites cidadãos referenciados para o mesmo, através das Saúde24 ou das autoridades sanitárias do Norte.

36 casos confirmados em Viana. 505 no Minho

O boletim epidemiológico da Direção-Geral de Saúde desta segunda-feira vem com os números aproximados daquilo que são os casos fidedignos de infeções por Covid-19 discriminados por concelho.

Os números correspondem aos dados recolhidos até as 00:00 de segunda-feira e podem comportar apenas cerca de 75% dos casos reais. Em todo o Minho, estão confirmados 505 casos de infeção.

Braga, com 213 casos confirmados, Guimarães com 75 e Famalicão com 71 são os concelhos da região mais atingidos pela pandemia.

Fonte: DGS

Segue-se o concelho de Viana do Castelo com 36, Barcelos com 35, Vila Verde com 15, Póvoa de Lanhoso com 12, Arcos de Valdevez e Amares com 9 e Esposende com 8, Fafe com 6, Vizela e Ponte de Lima com 5. Caminha regista 3 (menos dois que ontem). Vieira do Minho entra pela primeira vez na lista, com 3 casos confirmados.

Os restantes concelhos minhotos registam menos de 3 casos, alguns ainda sem infetados, e não constam no relatório por “motivos de confidencialidade”.

140 mortos e 6.408 infetados em todo o país

Portugal regista hoje 140 mortes associadas à covid-19, mais 21 do que no domingo, e 6.408 infetados (mais 446), segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

Fonte: DGS

O relatório da situação epidemiológica em Portugal, com dados atualizados até às 00:00 de segunda-feira, indica que a região Norte é a que regista o maior número de mortes (74), seguida da região Centro (34), da região de Lisboa e Vale do Tejo, com 30 óbitos, e do Algarve, que hoje regista dois mortos.

Relativamente a domingo, em que se registavam 119 mortes, hoje observou-se um aumento de 17,6% (mais 21).

De acordo com dados da DGS, há 6.408 casos confirmados, mais 446 (um aumento de 7,48%), face a domingo.

Das 140 mortes registadas, 85 tinham mais de 80 anos, 31 tinham idades entre os 70 e os 79 anos, 16 entre os 60 e os 69 anos, seis entre os 50 e os 59 anos e dois óbitos entre os 40 aos 49 anos.

Os dados da DGS, que se referem a 75% dos casos confirmados, precisam que o Porto é o concelho que regista o maior número de casos de infeção pelo coronavírus SARSCov2 (941), seguida de Lisboa (633 casos), Vila Nova de Gaia (344), Maia (313, Matosinhos (295), Gondomar (276) e Ovar (241).

Desde o dia 01 de janeiro, registaram-se 44.206 casos suspeitos, dos quais 4.845 aguardam resultado das análises.

O boletim epidemiológico indica também que há 32.953 casos em que o resultado dos testes foi negativo e que 43 doentes recuperaram.

Das 6.408 pessoas infetadas pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2), a grande maioria (5.837) está a recuperar em casa, 571 (mais 85, +17,4%) estão internadas, 164 (mais 26, +18,8%) dos quais em Unidades de Cuidados Intensivos.

A região Norte continua a registar o maior número de infeções, totalizando 3.801, seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo, com 1.577 casos, da região Centro (784), do Algarve (116) e do Alentejo, que hoje apresenta 45 casos.

Há ainda 41 pessoas infetadas com covid-19 nos Açores e 44 na Madeira.

A DGS regista ainda 11.482 contactos em vigilância pelas autoridades (menos 6.303).

A faixa etária mais afetada é a dos 40 aos 49 anos (1.210), seguida dos 50 aos 59 anos (1.150), dos 30 aos 39 anos (965) e dos 60 aos 69 anos (901).

Há ainda 71 casos de crianças com idades até aos nove anos, 149 de jovens com idades entre os 10 e os 19 anos e 637 com idades entre os 20 e os 29 anos.

Os dados indicam também que há 668 casos de pessoas com idades entre os 70 e os 79 anos e 657 com mais de 80 anos.

Segundo o relatório da DGS, 128 casos resultam da importação do vírus de Espanha, 93 de França, 41 do Reino Unido, 28 de Itália, 24 da Suíça, 21 dos Emirados Árabes Unidos, 13 de Andorra, 10 do Brasil, oito Países Baixos, sete da Alemanha, seis da Bélgica, cinco da Argentina, cinco dos EUA, quatro da Áustria, quatro em Cabo Verde e quatro no Canadá.

O boletim dá ainda conta de três casos importados da Índia e outros três de Israel e dois casos do Egito, dois da Irlanda e outros dois da Jamaica.

Foram ainda importados um caso da Áustria/Alemanha, Austrália, Chile, Cuba, Dinamarca, Indonésia, Irão, Luxemburgo, Malta, Maldivas, Noruega, Paquistão, Polónia, Qatar, República Checa, Tailândia, Venezuela e Ucrânia.

Segundo a DGS, 61% dos doentes positivos ao novo coronavírus apresentam como sintomas tosse, 51% febre, 35% dores musculares, 29% cefaleias, 24% fraqueza generalizada e 19% dificuldade respiratória. Esta informação refere-se a 79% dos casos.

A covid-19, causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

Portugal, onde o primeiro caso foi confirmado a 02 de março e que está em estado de emergência até quinta-feira, entrou já na terceira e mais grave fase de resposta à doença (Fase de Mitigação), ativada quando há transmissão local, em ambiente fechado, e/ou transmissão comunitária.

Detetado em dezembro de 2019, na China, o novo coronavírus já infetou mais de 727 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 35 mil.

Dos casos de infeção, pelo menos 142.300 são considerados curados.

 
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