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Braga

“Central Park” de Braga a caminho. 200 árvores e 600 arbustos vão ser plantadas

Ambiente e obras públicas

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Maqueta do projeto para o Parque das Camélias. Foto: Greenarq

Ricardo Rio, presidente da Câmara, chamou-lhe Parque Central de Braga, mas Altino Bessa, vereador com o pelouro do Ambiente, prefere apelidar a nova ligação entre parques que vai surgir em Braga como Parque da Cidade.

Em declarações a O MINHO, Bessa dá conta da plantação, a breve prazo, de 200 árvores e 600 arbustos num terreno devoluto situado no atual Parque das Camélias, entre o Parque de Campismo e a Escola Profissional.

Braga prepara um ‘Central Park’ ao unir diversos pontos verdes na cidade

Após uma reunião de câmara mais exaltada, onde o vereador da CDU questionou o executivo sobre o suposto “abate de várias árvores” na zona das Camélias, o vereador negou e contrapôs, perguntando a Carlos Almeida “onde é que viu o abate de várias árvores” naquele espaço.

“Há dois ou três pinheiros-mansos que estão secos e precisam de ser abatidos, mas não são várias árvores, trata-se de uma necessidade”, explicou o responsável, lamentando que se levem “insinuações disfarçadas de perguntas” para a reunião municipal.

“Só porque alguém se lembra de dizer barbaridades com insinuações que não são corretas porque quer criar a ideia peregrina de que a Câmara só abate árvores, não significa que se torne verdade, apesar de repetirem isso inúmeras vezes”, queixou-se Altino Bessa.

O vereador argumenta que, em sete anos de executivo da coligação “Juntos por Braga”, foram abatidas “cerca de 50 árvores” e plantadas “milhares”.

“É certo que temos mais algumas árvores para abater, que foram sinalizadas pela UTAD uma vez que estamos a falar de um parque arbóreo com mais de 30 mil árvores e onde algumas já estão envelhecidas”, explica, assegurando que “as árvores abatidas serão sempre substituídas, no local ou na envolvente”.

Parque das Camélias

O projeto de requalificação do Parque das Camélias, onde serão plantadas as tais 800 espécies arbóreas, é um projeto antigo que só agora ganha nova forma por ser “o momento certo”.

“Sempre achei que poderíamos esperar para a requalificação porque, mais dia menos dia, iria aparecer a possibilidade de uma candidatura a fundos europeus que nos permitiria requalificar aquele parque”, diz.

Maqueta do projeto para o Parque das Camélias. Foto: Greenarq

Maqueta do projeto para o Parque das Camélias. Foto: Greenarq

Maqueta do projeto para o Parque das Camélias. Foto: Greenarq

Maqueta do projeto para o Parque das Camélias. Foto: Greenarq

O projeto para o parque faz parte da estratégia de adaptação às alterações climáticas por parte da Câmara de Braga. Houve uma candidatura ao POUSER, que foi aceite, e vão ser financiadas 140 mil euros em árvores para o novo parque da cidade.

“O objetivo será, depois de requalificado, ligar aquele parque ao Parque da Ponte, criando 30 mil metros quadrados”, explica. No entanto, Altino Bessa (e Ricardo Rio) não quer ficar por aí.

“Consideramos que será o primeiro grande parque da cidade, abrangendo ainda o parque de campismo, o estádio 1.º de Maio, campo das Camélias, Altice Forum e a área do antigo clube de caçadores, que também vai ser requalificado num projeto de 400 mil euros, que servirá também para alojar os feirantes e criar novas condições para estacionamento e até para concertos e outras atividades, por ser um local amplo”, revela.

Uma vez interligados, Parque das Camélias e Parque da Ponte vão unir-se ao Monte Picoto, onde existem mais 24 hectares. “Estamos a falar num parque da cidade que vai ter uma área de mais de 60 hectares, 600 mil metros quadrados”, destaca.

Evitar ondas de calor

Altino Bessa não quer falar de um “central Park”, mas admite que, após os 600 mil hectares de zona verde, é intenção do município interligar o parque da cidade com a rede de ciclovias e ecovias do rio Este, e ainda com a zona da Rodovia, até ao Meliã.

“Estamos a falar de grandes espaços públicos municipais de usufruto aberto para quem quiser utilizar”, explica, revelando que o objetivo passa também, em contexto ambiental, para melhorar a qualidade do ar, o valor da água, fauna e flora e ainda deminuir as zonas de calor intenso na cidade.

“Foi nessa lógica que o projeto foi aprovado: combater ondas de calor, aumentar qualidade do ar e proteger fauna e flora e os próprios cidadãos a nível da qualidade mas também para obter espaços frescos na cidade”.

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