Seguir o O MINHO

Futebol

Centrais assinam reviravolta do Moreirense sobre o Belenenses SAD

14.ª jornada da Liga

em

Um golo aos 90 minutos permitiu, este domingo, ao Moreirense triunfar na receção ao Belenenses SAD, por 2-1, em encontro da 14.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol.

No Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas, Mateo Cassierra colocou os ‘azuis’ em vantagem aos 18 minutos, mas os defesas centrais Steven Vitória, aos 61, e Lazar Rosic, aos 90, carimbaram o regresso dos ‘cónegos’ às vitórias.

Os minhotos ascenderam ao 11.º lugar, com 17 pontos, ultrapassando o Belenenses SAD, que caiu para o 14.º posto, com 15, depois de ter ficado em inferioridade numérica por expulsão de André Sousa aquando do tento da igualdade do Moreirense.

Numa etapa inaugural repartida na zona intermediária, os forasteiros mostraram maior esclarecimento e criatividade na invasão ao último terço, capitalizando a melhor entrada no desafio logo na primeira oportunidade desenhada.

Aos 18 minutos, André Santos cobrou um livre na direção de Licá, cuja jogada de insistência pela direita encontrou correspondência no remate certeiro do avançado colombiano Mateo Cassiera.

Com três novidades face ao ‘onze’ que perdeu em Alvalade (1-0), os ‘cónegos’ só acordaram depois da meia hora e responderam aos 32 minutos, num cabeceamento de Fábio Abreu, após cruzamento de Luther Singh, travado pelo voo de André Moreira – a única mexida em relação ao empate caseiro com o FC Porto (1-1).

A investida animou as hostes vimaranenses, que subiram linhas e acentuaram a pressão, embora longe de beliscarem a organização lisboeta, capaz de manter o controlo dos acontecimentos até ao intervalo.

O Moreirense reforçou o crescimento ofensivo no reatamento, apesar de o Belenenses SAD ter voltado a entrar com outra contundência, como atestou a defesa incompleta de Mateus Pasinato aos 52, perante o cruzamento de Licá e a finalização de Silvestre Varela.

Determinados a minimizar estragos, os anfitriões foram conquistando alguns livres nas imediações da grande área, registo que valeu o tento da igualdade aos 61 minutos, num pontapé rasteiro em zona frontal do defesa luso-canadiano Steven Vitória.

Ato contínuo, André Sousa foi expulso por protestos e deixou os ‘azuis’ a atuar com dez unidades durante a meia hora final, fase em que Vítor Campelos lançou dois avançados e os minhotos espreitaram a reviravolta num falhanço de Luís Machado (72 minutos) e num cabeceamento do recém-entrado Nenê (89).

Os pupilos de Pedro Ribeiro recuperaram algum fôlego num contra-ataque municiado por Licá, aos 80, mas esbarraram na falta de presença atacante e de frescura física, agravada por uma tarde chuvosa que fez do relvado um sério obstáculo com o avanço do relógio.

Em cima dos descontos, o central sérvio Lazar Rosic abrilhantou a estreia na prova com um desvio certeiro ao canto batido por Pedro Nuno, contando ainda com a abordagem precipitada de André Moreira para assinar a ‘cambalhota’ no marcador.

Ficha de Jogo

Jogo no Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas, em Moreira de Cónegos.

Moreirense – Belenenses SAD, 2-1.

Ao intervalo: 0-1.

Marcadores:

0-1, Mateo Cassierra, 18 minutos.

1-1, Steven Vitória, 61.

2-1, Lazar Rosic, 90.

Equipas:

– Moreirense: Mateus Pasinato, João Aurélio, Lazar Rosic, Steven Vitória, Djavan (Bilel Aouacheria, 76), Fábio Pacheco, Filipe Soares (Pedro Nuno, 64), Alex Soares (Nenê, 82), Luís Machado, Fábio Abreu e Luther Singh.

(Suplentes: Pedro Trigueira, Anthony D’Alberto, Nenê, Bilel Aouacheria, Sori Mané, Rafik Halliche e Pedro Nuno)

Treinador: Vítor Campelos.

– Belenenses SAD: André Moreira, Tiago Esgaio, Nuno Coelho, Tomás Ribeiro, Chima Akas, Show, André Sousa, André Santos, Silvestre Varela (Kikas, 81), Mateo Cassierra (Marco Matias, 68) e Licá (Hakim, 88).

(Suplentes: João Monteiro, Francisco Varela, Kikas, Hakim, Benny, Robinho e Marco Matias).

Treinador: Pedro Ribeiro.

Árbitro: Gustavo Correia (AF Porto).

Ação disciplinar: Cartão amarelo para Nuno Coelho (42), Tiago Esgaio (49), André Sousa (61), André Santos (67), Show (82) e João Aurélio (90+2). Cartão vermelho direto para André Sousa (61).

Assistência: 943 espetadores.

Anúncio

Futebol

“Temos de aceitar o resultado”

Declarações após o jogo Gil Vicente-Benfica (0-1), da 22.ª jornada da I Liga, disputado no Estádio Cidade de Barcelos

em

Foto: DR / Arquivo

Vítor Oliveira (treinador do Gil Vicente): “Temos de aceitar o resultado. Houve duas partes distintas, em que o Benfica foi melhor na primeira e o Gil Vicente esteve mais por cima na segunda. A diferença esteve na definição e no critério no último terço.

Na primeira parte sentimos algumas dificuldades e o Benfica aproximou-se com frequência da nossa área, sem criar grandes situações. Na segunda parte, equilibrámos e o adversário caiu bastante, o que era perfeitamente natural, face ao desgaste psicológico dos últimos jogos. Perdemos uma boa oportunidade de pontuar frente ao Benfica.

O Benfica sabia que podia sofrer a qualquer momento da segunda parte e isso poderia penalizá-los com a perda de pontos. Tivemos oportunidade de fazer um resultado diferente na segunda parte, mas faltou-nos discernimento.

Algumas vezes por inércia nossa, outras vezes por egoísmo de alguns jogadores. Temos de perceber que o futebol é um jogo coletivo e só assim conseguimos fazer coisas importantes como pontuar frente ao Benfica.

Os jogos [frente aos ‘grandes’] não são comparáveis, porque as datas, os jogadores e os momentos de forma são diferentes. É como comparar metros com quilómetros. Apanhámos um FC Porto desprevenido na primeira jornada, pois menorizou uma equipa que vinha da III divisão nacional e acabou por ser surpreendido.

No segundo jogo defrontámos o Sporting numa crise muito grande e conseguimos fazer um bom resultado, com uma boa exibição. Hoje tivemos um Benfica cansado, preocupado com resultados menos conseguidos e abaixo do rendimento normal. Não conseguimos pontuar mais por demérito nosso que mérito do adversário”.

Bruno Lage (treinador do Benfica): “Sentimo-nos logo a ganhar por aquele ambiente junto ao banco e tivemos um apoio fantástico dos nossos adeptos do primeiro ao último minuto. Fizemos aquilo que tínhamos de fazer neste momento, que era vencer.

Fizemos uma boa primeira parte, criando várias oportunidades e chegámos com justiça à vantagem. Tivemos uma entrada forte na segunda parte, com algumas jogadas de envolvimento, que poderiam ter dado um resultado mais tranquilo. Até ao fim ajustámos em função do momento e do desgaste. Acaba por ser um bom jogo, perante uma boa equipa e um excelente treinador, num campo muito difícil.

Tínhamos de manter pressão alta, para não deixar o Gil Vicente construir, mas simultaneamente perceber que pela nossa esquerda iria haver um ataque muito forte na profundidade. Em função disso e para termos maior capacidade na construção, como se viu nos primeiros 70 minutos, introduzimos Julian [Weigl] e Samaris no meio-campo.

Esta vitória é muito importante e permite manter a primeira posição. Ao longo deste campeonato tivemos jogos menos bons, outros em que estivemos muito bem e todos são três pontos. O mais importante é sermos regulares e exigentes, mantendo um nível exibicional que vá de encontro ao que defendemos. Depois é vencer jogos.

Não me interessam recordes, mas sempre o próximo jogo. Este jogo fecha-se e não vou levar nada de bom ou de mau para o próximo jogo. É isso que quero que os jogadores sintam. Errar faz parte e perder é futebol.

No jogo seguinte não podemos estar com o medo de perder ou de errar, mas jogar com dinâmica e para a frente. Foi com essa filosofia que fizemos um ano muito bom e vencemos todos os jogos fora de casa, até aos últimos dois jogos.

Luta pelo título? É mesmo jogo a jogo. Ontem não vi o jogo do FC Porto, mas acredito que vamos ter dois ou três meses a jogar de três em três dias e ao ritmo do ano passado. É fechar um jogo e entrar no seguinte com a mentalidade de vencer”.

Continuar a ler

Futebol

Gil Vicente recebe hoje um Benfica ‘proibido’ de perder pontos

I Liga

em

Foto: Twitter / DR

O Benfica está proibido de ceder pontos em Barcelos, esta segunda-feira, diante do Gil Vicente, no jogo que vai encerrar a 22.ª jornada da I Liga de futebol, se quiser recuperar a liderança da prova.

Os “encarnados”, que viram a sua vantagem de sete pontos cair nas duas últimas jornadas para apenas um, depois das derrotas no Dragão com o FC Porto por 3-2 e na receção ao SC Braga por 1-0, cairam no domingo para o segundo lugar, depois de o seu rival nortenho vencer na receção ao Portimonense por 1-0 e subir ao primeiro lugar, com dois pontos de vantagem.

Deste modo, apenas a vitória interessa à equipa de Bruno Lage para poder recuperar a liderança, mas o teste é complicado, uma vez que a formação liderada por Vítor Oliveira tem sido muito forte em casa, onde já derrotou em Barcelos o FC Porto, 2-1 na primeira jornada, e o Sporting, 3-1 na 12.ª.

Continuar a ler

Futebol

“Os meus jogadores estão completamente de parabéns”

Declarações de Rúben Amorim

em

Foto: Twitter

Declarações após o jogo da 22.ª jornada da I Liga de futebol entre SC Braga e Vitória de Setúbal (3-1), que hoje decorreu em Braga:

Rúben Amorim (treinador do SC Braga): “Entrámos muito bem no jogo e tivemos várias oportunidades para marcar. O Setúbal procurava jogar no nosso erro com um bloco bem baixo, algo que não estava à espera, mas soubemos contrariar isso. Com o falhar dos golos e certas paragens, o fim da primeira parte pareceu-me confuso.

Na segunda parte, voltámos a entrar bem, fizemos um golo e outro a seguir, mas, depois, complicámos a nossa vida, que é algo que os meus jogadores parece que gostam um bocado de fazer. Depois, veio o terceiro e o Braga mereceu inteiramente esta vitória, fez por isso, mesmo depois de estarmos a ganhar 2-0 a iniciativa de jogo foi nossa.

Estava a brincar quando disse que os meus jogadores gostam de complicar. Estão completamente de parabéns, o facto de não terem jogado em Glasgow não quer dizer que não estavam cansados, porque fizeram viagens de avião, não treinaram ou fizeram treinos de baixa intensidade, não tiveram tempo para igualar a condição dos outros.

(Estreia de Pedro Amador) Conhecia-o bem da equipa B e isso ajuda. Com esta dinâmica e com jogadores experientes, é mais fácil jogar aqui do que no Campeonato de Portugal, embora a exigência seja maior e os adversários muito melhores, mas com a qualidade que têm e a formação que tiveram no Braga, estão preparados para dar uma boa resposta. Se lançasse estes jovens numa equipa que não ganhasse, seria mais complicado e até injusto para eles.

(Sequeira lesionado) A minha preocupação é que não percam vários jogos só para acabar um, se vai estar apto ou não para quarta-feira [Rangers], não faço ideia.”

Júlio Velazquez (treinador do Vitória de Setúbal): “Fizemos uma primeira parte muito bem jogada e podíamos ter-nos adiantado no marcador, tivemos uma boa oportunidade pelo Ghilas e depois um golo que não foi válido, eu ainda tenho as minhas dúvidas, tenho que ver bem na televisão.

Na primeira parte, fomos taticamente perfeitos e anulámos as possibilidades do Braga.

Na segunda parte, começámos na mesma dinâmica, mas com as linhas mais separadas e faltou ter mais calma no passe. Permitimos uma transição ao Braga e eles fizeram o primeiro golo, depois o segundo e, depois deste, a reação da equipa foi muito boa. Emocionalmente, voltámos a estar dentro do jogo, fizemos o 2-1 e fomos à procura do empate.

Mudámos mutas vezes o sistema, mas depois a dinâmica do jogo é que importa, estou orgulhoso da minha equipa e fizemos uma boa partida diante da equipa em melhor forma do futebol português e uma das melhores do futebol europeu neste momento.”

Continuar a ler

Populares