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Cabeceiras de Basto

Centenas de cachecóis vão ‘abraçar’ o Mosteiro de Refojos em Cabeceiras de Basto

Cada cachecol terá entre 1,40m e 1,60m de comprido e entre 0,25m e 0,30m de largo mas haverá alguns com dimensões superiores

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Foto: DR

A população de Cabeceiras de Basto vai abraçar o Mosteiro de S. Miguel de Refojos, no próximo dia 03 de Junho, pelas 10:00, com centenas de cachecóis.


A iniciativa ‘Dá Lã um abraço ao Mosteiro’ desafiou os cabeceirenses a produzirem, manualmente, cachecóis em tricot para “dar o maior abraço alguma vez dado ao monumento”.

Inserido nas Comemorações do Dia Mundial da Criança, a comunidade educativa também se vai juntar à iniciativa que terá ainda a participar da população sénior, das famílias e de diversas instituições.

O cachecol poderá depois ser oferecido pelos participantes ao Mosteiro, comprometendo-se a Câmara Municipal a promover, posteriormente, uma exposição de cachecóis em espaço público, em novo momento de grande manifestação de carinho pelo património.

Com esta iniciativa a Câmara destaca também “o trabalho das Mulheres de Bucos que dão vida à Casa da Lã, um núcleo museológico vivo que integra o Museu das Terras de Basto, onde a arte venceu o tempo e se tornou uma marca idiossincrática das mulheres da aldeia de Bucos”, revela ainda o Município.

Estas artesãs participam na dinamização da iniciativa “através do ensinamento e apoio a todos os que queiram fazer um cachecol e participar, depois, no grande abraço”. De referir que também o Centro de Emprego do Médio Ave colabora com a iniciativa através da participação de um grupo de formandas que neste momento recebem formação, precisamente na Casa da Lã.

Os cachecóis são em lã e resultam da criatividade e imaginação de cada participante. Cada um tem a dimensão adequada (entre 1,40m e 1,60m de comprimento e entre 0,25m e 0,30m de largura), mas algumas das instituições apresentarão trabalhos com dimensões superiores às indicadas.

Os participantes puderam adquirir a lã e, eventualmente, as agulhas nos estabelecimentos de venda destes produtos, mas a Câmara Municipal, para facilitar a aquisição da matéria-prima, colocou à venda meadas de lã e agulhas em vários locais do concelho.

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Ave

Iberdrola refloresta 1.000 hectares e contribui para recuperar áreas ardidas

Abrange Cabeceiras de Basto

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Barragem de Daivões. Foto: DR / Arquivo

A Iberdrola vai reflorestar cerca de 1.000 hectares com cerca de 250 mil árvores e plantas e contribuir para a recuperação de áreas ardidas, no âmbito das medidas compensatórias do Sistema Eletroprodutor do Tâmega.

As medidas de compensação, que decorrem da construção das barragens de Daivões, Gouvães e Alto Tâmega, estão a ser implementadas durante a fase de obras e continuarão durante a exploração do projeto.

A elétrica espanhola destacou hoje algumas das ações em curso e referiu que o orçamento para este programa de compensação de fauna e flora está estimado em 10,2 milhões de euros.

A Declaração de Impacto Ambiental (DIA) do SET estabeleceu a necessidade da realização de medidas para compensar, do ponto de vista ecológico, os impactos da construção do empreendimento que deverá estar concluído em 2023.

Em comunicado, a Iberdrola disse que tem estado a trabalhar em colaboração com o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) na elaboração de ações que “fomentem o ecossistema natural” dos municípios abrangidos pelo empreendimento.

“No total a área a reflorestar e melhorar, desde o ponto de vista da biodiversidade, é de aproximadamente 1.000 hectares, com uma previsão de plantação de mais de 250 mil árvores e plantas”, apontou.

Na implementação destas medidas, segundo a elétrica, está a ser feito um trabalho conjunto com as câmaras municipais abrangidas pelo projeto do Tâmega, nomeadamente com Boticas, Cabeceiras de Basto, Vila Pouca de Aguiar, Ribeira de Pena e Chaves.

“Os objetivos desta colaboração são, por um lado, promover a contratação de empresas e associações locais e, por outro envolver as comunidades nestas ações”, frisou a empresa.

As ações compensatórias são, de acordo com a Iberdrola, “uma grande oportunidade nestes municípios para a recuperação das áreas queimadas”.

“A questão preocupante dos incêndios foi uma grande prioridade no redesenho da flora regional, com a plantação de várias árvores autóctones de reduzida inflamabilidade, em locais estratégicos, com o objetivo de impedir a propagação de fogos florestais”, explicou.

O programa prevê ainda a rearborização de sobreiros, com o cultivo desta espécie numa área, aproximadamente, 50% maior do que a do povoamento afetada, totalizando a plantação de 18 mil sobreiros.

“As medidas de compensação de fauna e flora projetarão a conceção de uma floresta mais variada e funcional, com a criação de corredores ecológicos, que irão permitir uma melhoria na conectividade biológica em toda a envolvente dos espaços florestais”, referiu.

Estes corredores, segundo a empresa, “vão possibilitar o deslocamento de animais de áreas isoladas, garantindo maior interação entre as populações das várias espécies e contribuindo para a sua sobrevivência através do aumento da diversidade genética e disponibilidade de alimento”.

A Iberdrola apontou ainda a restauração das galerias ripícolas, com o objetivo de “serem criadas condições para uma maior sobrevivência de várias espécies”.

“Como exemplo, a toupeira de água, animal que necessita de um habitat propício e requisitos particulares para prosperar, o que o torna um bioindicador, está a ser alvo de extraordinário processo de intervenção”, salientou.

A empresa explicou ainda que “várias espécies protegidas estão a ser transferidas e produzidas através de técnicas laboratoriais que asseguram a manutenção do ecossistema natural destas localidades e o renascimento melhorado de toda a fauna e flora autóctones”.

Entre as medidas compensatórias pela construção do SET, destaca-se também o centro de reprodução do mexilhão-de-rio, instalado no Parque de Natureza e Biodiversidade, em Boticas, e que é único na Península Ibérica.

Trata-se de uma espécie (margaritífera margaritífera) ameaçada, que chegou a ser dada como extinta em Portugal e foi redescoberta de uma forma fortuita, em 2009, em Boticas, travando a construção da barragem de Padroselos, que estava inicialmente prevista no SET.

O SET é um dos maiores projetos hidroelétricos na Europa, nos últimos 25 anos, contemplando a construção de três barragens (Daivões, Gouvães e Alto Tâmega) e um investimento de 1.500 milhões de euros.

O complexo, que deverá estar concluído em 2023, contará com uma potência instalada de 1.158 megawatts (MW), alcançando uma produção anual de 1.760 gigawatts hora (GWh), ou seja, 6% do consumo elétrico do país.

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Ave

Jovem de 20 anos acusada de roubo a idoso em Cabeceiras de Basto

Justiça

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Foto: DR / Arquivo

O Ministério Público (MP) acusou uma jovem de 20 anos pelo roubo a um idoso em Cabeceiras de Basto, em setembro de 2019, anunciou hoje a Procuradoria-Geral Distrital do Porto.

Em nota publicada na sua página, a procuradoria refere que a arguida vai responder por roubo qualificado.

O MP considerou indiciado que a arguida e uma outra mulher decidiram, no dia 09 de setembro, abordar pessoas de idade avançada junto aos CTT de Cabeceiras de Basto, conduzi-las a um local ermo e ali retirar-lhes, com o uso da força, objetos e dinheiro que tivessem consigo.

Ainda segundo o MP, a arguida, na execução daquele propósito, abordou um homem de 74 anos, conseguindo que o mesmo a seguisse até um beco, “a pretexto de que lhe iria mostrar uma coisa”.

Naquele beco, estava uma outra mulher que “lançou as mãos” a um fio de ouro, no valor de 250 euros, que o idoso tinha ao pescoço e arrancou-o, fugindo com ele.

A arguida foi intercetada por um militar da GNR à civil que seguia nas imediações.

Aguarda julgamento sujeita à medida de coação de obrigação de permanência na habitação com vigilância eletrónica.

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Ave

Enchimento da barragem de Daivões deverá começar a partir de outubro

Cabeceiras de Basto

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Foto: CM Cabeceiras de Basto

O enchimento da albufeira de Daivões, barragem localizada em Ribeira de Pena e inserida no Sistema Eletroprodutor do Tâmega, que serve o concelho minhoto de Cabeceiras de Basto e que estava previsto para junho, “não começará” até “ao final de outubro”, disse hoje a Iberdrola.

“As atividades necessárias para o fechamento do túnel de desvio do rio estão em curso neste verão. Em todo o caso, os caudais no rio durante o verão são muito baixos e o enchimento da albufeira, propriamente dito, não começará até ao final de outubro”, esclareceu a elétrica espanhola numa resposta escrita.

A agência Lusa pediu um ponto de situação à Iberdrola, que apontava junho de 2020 como o mês em que se iniciaria o enchimento da albufeira de Daivões. A empresa prevê ainda que a exploração comercial deverá arrancar em 2021.

O Sistema Eletroprodutor do Tâmega (SET), que foi concessionado à espanhola Iberdrola e inclui a construção das barragens de Daivões, Gouvães e Alto Tâmega, no distrito de Vila Real, tem tido um percurso polémico.

O projeto hidroelétrico foi apresentado oficialmente em 2009, no ano a seguir perdeu uma das quatro barragens inicialmente previstas por imposição da Declaração de Impacto Ambiental (DIA), as obras começaram em 2014 e as previsões apontam a sua conclusão para 2023.

De acordo com dados fornecidos pela empresa, o SET tem impacto em 59 casas, das quais 49 situam-se em Ribeira de Pena e, destas, 43 são diretamente afetadas pela albufeira de Daivões.

As restantes casas ficam situadas em Boticas, Chaves e Vila Pouca de Aguiar e serão atingidas pela albufeira de Alto Tâmega.

Algumas famílias queixaram-se das indemnizações pagas pela concessionária espanhola, tendo sido apontados casos em que o valor indemnizatório não chegava para a construção ou aquisição de uma nova casa.

Os processos de desalojamento dos moradores foram revistos, uma negociação intermediada pela Câmara de Ribeira de Pena e acompanhada pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN).

Em dezembro, foi acordado o pagamento pela Iberdrola de mais 1,4 milhões de euros de indemnização às famílias afetadas, tratando-se de uma compensação adicional para a construção de casa. Os primeiros cheques foram entregues em maio.

Esta compensação adicional ao processo de expropriação tem como base a medida 29 do Plano de Ação Socioeconómico da Declaração de Impacte Ambiental (DIA), aprovado em 2015.

No início deste ano trabalhavam no SET cerca de 1.800 pessoas, das quais perto de 370 eram dos municípios da região.

Em março, preocupado com a pandemia de covid-19 e a grande mobilidade de trabalhadores, nomeadamente espanhóis, o presidente da Câmara de Ribeira de Pena pediu a suspensão temporária, mas imediata, das obras nas três barragens que fazem parte do SET, o que nunca viria a acontecer.

No final de abril, num ponto de situação feito à Lusa, a empresa espanhola disse que as obras estavam a avançar “praticamente ao ritmo normal com aproximadamente 1.000 trabalhadores”. Deste número “apenas 5%” eram trabalhadores transfronteiriços.

O SET é um dos maiores projetos hidroelétricos na Europa, nos últimos 25 anos, e representa um investimento de 1.500 milhões de euros.

Os três aproveitamentos hidroelétricos que integram a “gigabateria do Tâmega” (Gouvães, Daivões e Alto Tâmega), totalizam uma potência de 1.158 megawatts (MW), alcançando uma produção anual de 1.760 gigawatts hora (GWh), ou seja, 6% do consumo elétrico do país.

O projeto hidroelétrico foi apresentado oficialmente pela Iberdrola em janeiro de 2009 e, na altura, foi anunciado que as quatro barragens do Alto Tâmega deveriam estar em funcionamento até 2018.

Em Junho de 2010, foi aprovada a Declaração de Impacto Ambiental (DIA) que chumbou a barragem de Padroselos, prevista para o rio Beça, por causa do mexilhão-de-rio do Norte, uma espécie protegida pela legislação europeia e que chegou a ser dada como extinta em Portugal.

Os concelhos afetados pelo Sistema Eletroprodutor do Tâmega são: Ribeira de Pena, Boticas, Vila Pouca de Aguiar, Chaves, Valpaços, Montalegre e Cabeceiras de Basto.

O plano de ação socioeconómico, assinado com as sete câmaras, destina cerca de 50 milhões de euros para o desenvolvimento económico, social e cultural da região onde estão a ser construídas as três barragens.

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