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Braga

Centenária da Póvoa de Lanhoso soprou 101 velas

Augusta Faria nasceu a 10 de fevereiro de 1919

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Foto: Divulgação / SCMPL

Augusta Anjos Faria, utente da Estrutura Residencial Para Idosos (ERPI) da Santa Casa da Misericórdia de Póvoa do Lanhoso, comemorou hoje o 101.º aniversário.

“Nesta comemoração realizou-se um almoço, onde a aniversariante muito bem disposta e atenta a tudo o que se passava à sua volta, que juntou no refeitório dezenas de pessoas, num convívio cheia de alegria e boa disposição pelo facto de ter alcançado os 101 anos de vida”, conta a Misericórdia numa nota enviada a O MINHO.

Foto: Divulgação / SCMPL

Após o almoço, utentes, dirigentes e funcionários da instituição cantaram os parabéns e brindaram à saúde da aniversariante.

Augusta dos Anjos Faria nasceu no dia 10 de fevereiro de 1919, na freguesia de Verim, no concelho de Póvoa de Lanhoso.

Sendo a mais velha de três irmãs, desde pequena ajudava os pais nos campos e frequentava a igreja, tendo feito parte do movimento Católico – Jocista.

Mais tarde, serviu a família Matos das Casas Novas de Verim, ora em Grândola, no Alentejo, ora em Verim.

Foto: Divulgação / SCMPL

“Não casou, não teve filhos, mas levou uma vida de dedicação ao próximo. Ajudou as irmãs, os sobrinhos e os primos. Uma pessoa querida por toda a família e pela comunidade”, conta a mesma fonte.

Ingressou no Lar de São José em 02 de Março de 2005, por vontade própria, “por considerar que a agilidade se vai perdendo, mas mesmo assim disposta a colaborar no que fosse preciso”.

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Braga

Ministério Público recorre da absolvição de Mesquita e Salvador no caso dos estacionamentos

Tribunais

Foto: DR

O Ministério Público junto recorreu para o Tribunal da Relação de Guimarães da decisão do Tribunal Judicial de Braga de, em fevereiro de 2020, absolver o antigo presidente da câmara local Mesquita Machado e o ex-dono da construtora Britalar, António Salvador, no processo da concessão, por concurso público, do estacionamento pago à superfície na cidade.

A Relação deve pronunciar-se sobre o recurso do MP – que considera ter havido crime – no primeiro trimestre deste ano.
Os arguidos estavam acusados de um crime de prevaricação, mas o Tribunal deu como não provados os factos da acusação, antes concluindo que, o que ficou provado é que não houve acordo entre os arguidos com vista ao favorecimento da Britalar, a empresa concessionária.

Conforme O MINHO noticiou, a presidente do coletivo de juízes sublinhou que as testemunhas “revelaram isenção” e fizeram depoimentos “coincidentes” com os dos arguidos.
Disse ainda que a acusação levou para o processo apenas “prova indiciária”, que acabou por ser “afastada” pelos diversos testemunhos.

Salvador chorou

António Salvador chorou na sala de tribunal quando ouviu a palavra absolvição, enquanto Mesquita Machado não compareceu à leitura do acórdão, por doença.

Os advogados dos arguidos aplaudiram a decisão do tribunal, sublinhando particularmente a credibilidade dada aos depoimentos de cada um deles.

Em causa no processo estava a concessão, por concurso público, do estacionamento pago à superfície em Braga e o imediato alargamento do número de lugares concessionados, que teria sido decidido pelo então presidente da câmara, Mesquita Machado.

O concurso, ganho pela Britalar, era para 1.172 lugares, mas em inícios de 2013, um dia antes da celebração do contrato de concessão, a câmara decidiu entregar àquela empresa mais 1.147 lugares, com o alargamento do estacionamento pago a mais 27 ruas.

A acusação, deduzida pelo Ministério Público, sustentava que Mesquita e Salvador atuaram em “conjugação de esforços” e “na sequência de acordo previamente firmado”, visando, com as suas condutas concertadas, o favorecimento da concorrente Britalar.
Dizia ainda que Mesquita, “ao decidir favoravelmente o alargamento da área de concessão do estacionamento pago na cidade, em violação dos seus deveres decorrentes do exercício das suas funções, apenas considerou os interesses financeiros da Britalar e do arguido António Salvador, em detrimento dos interesses patrimoniais da Câmara Municipal de Braga”.

Violação do concurso

Para o efeito, e ainda de acordo com a acusação, Mesquita Machado agiu “em desconformidade e em violação das peças procedimentais” do concurso e das normas legais aplicáveis. Em julgamento, Mesquita Machado refutou qualquer interferência no concurso, afiançando que o processo foi conduzido pelo então chefe da Divisão de Trânsito, já falecido, e pelo seu vice-presidente, Vítor de Sousa.

Explicou que a Câmara de Braga estava com dificuldades de tesouraria e que decidiu avançar para a concessão do estacionamento inspirando-se no exemplo da Câmara do Porto, na altura liderada por Rui Rio.

Com o negócio, a concessionária fazia um adiantamento de receitas, no valor de 4,1 milhões de euros, os problemas de tesouraria “ficavam resolvidos” e resolvia-se também o défice de fiscalização dos parcómetros, então assegurada pela Polícia municipal.
“O que fiz foi na plena convicção de que estava a defender os interesses do município”, referiu Mesquita Machado, garantindo que hoje “voltava a fazer o mesmo”.

Acrescentou que não quis fazer parte do júri do concurso por entre os concorrentes se encontrarem empresas lideradas por amigos seus.

“Câmara é que beneficiou”

Já em relação a Salvador, disse que não são amigos e que as relações entre ambos são meramente institucionais, decorrentes do facto de o dono da Britalar ser também o presidente do Sporting Clube de Braga.

António Salvador negou quaisquer conversas com Mesquita e disse que “a câmara é que foi claramente beneficiada com o alargamento”.

O Ministério Público considerava haver indícios de que só a Britalar sabia que o número de lugares iria aumentar, enquanto os outros concorrentes à concessão apresentaram as suas propostas com base nos lugares que constavam do concurso.

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Braga

Confinados e sem água. Parte da cidade de Braga afetada por rebentamento de conduta

AGERE

Foto: Ilustrativa (Arquivo)

O rebentamento de uma conduta de água em Braga está a ‘secar’ torneiras de alguns locais da cidade, conforme várias queixas que chegaram hoje a O MINHO.

Pelo que foi possível apurar, a falha na água ocorreu cerca das 12:00 horas deste sábado e a mesma ainda não foi reposta, para insatisfação de moradores em Lamaçães, Lomar, e na zona Sul de São Víctor.

Contactada por O MINHO, fonte da AGERE indicou que esta falha se deve a um rebentamento numa conduta de abastecimento de água, na freguesia de Lamaçães, ao qual a empresa será “alheia”.

“As nossas equipas já se encontram no local a proceder à reparação. Tudo faremos para que o abastecimento seja restabelecido o mais breve possível. Lamentamos o incomodo causado”, refere a nota da AGERE.

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Braga

Primeira fase da vacinação concluída nos lares e IPPS de Vila Verde

Vacinas

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

A primeira fase de vacinação contra a covid-19 nos lares e IPSS de Vila Verde já foi concluída, anunciou hoje a autarquia.

Para isso, as equipas do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Gerês/Cabreira, responsáveis pela administração da vacina, contaram com a colaboração das equipas de emergência pré-hospitalar dos Bombeiros de Vila Verde,

Refere a autarquia, em comunicado, que o avanço permite “a protecção de um significativo número de utentes numa situação de maior vulnerabilidade e de profissionais mais expostos a um vírus pandémico que tem vindo a afetar o bem-estar e a tirar a vida a inúmeras pessoas no nosso país e em todo o mundo”.

“Atendendo que a saúde é um bem inestimável e na medida em que está em causa um grave problema de saúde pública, a Câmara de Vila Verde não pode deixar de realçar a inteira disponibilidade e a forma extremamente eficiente como estas equipas planearam este programa de vacinação e a forma eficaz como colocaram no terreno os meios necessários para que a mesma se tenha revestido do maior sucesso”, pode ler-se em nota de imprensa.

“Esta é, sem dúvida, uma notícia muito boa para Vila Verde e constitui mais um exemplo paradigmático de que, quando as vontades e as sinergias convergem em torno de uma causa humanitária e de elevadíssimo interesse público, é possível superar as dificuldades e levar os projetos e as acções a bom porto, em tempo útil”, realça a mesma nota.

O presidente da Câmara de Vila Verde, António Vilela, sublinha “a prontidão e a eficiência assinaláveis com que o Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Gerês/Cabreira programou e executou este processo de administração da primeira dose da vacina contra a covid-19 aos utentes e colaboradores dos lares e IPSS concelhios, numa clara demonstração da proatividade e do forte sentido de missão dos responsáveis e de todos os profissionais de saúde deste agrupamento”.

O mesmo edil considera que, “neste tempo de grande incerteza e excecionalmente preocupante no que se refere à saúde de todos nós e à difícil situação socioeconómica decorrente da pandemia, é fundamental que sejamos capazes de reunir vontades e unir esforços para que esta pandemia possa ser erradicada”.

“Daqui em diante, todos e cada um de nós, sejamos ainda mais disciplinados e persistentes no cumprimento de todas as regras emanadas das autoridades de saúde, pois só desta forma será possível levar de vencida esta terrível pandemia”, finaliza.

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