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Legislativas 2022

CDU diz que “financiamento que a UMinho conta do Estado é manifestamente curto”

Eleições legislativas

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Foto: DR

A CDU diz que “o financiamento que a Universidade do Minho conta do Estado é manifestamente curto” e defende que “o Governo deve assumir de forma plena e cabal o financiamento das instituições”.

A candidatura pelo círculo de Braga reuniu, esta terça-feira, com o Reitor da Universidade do Minho (UMinho) e a direção Associação Académica da UMinho. A delegação da CDU foi composta pelos candidatos Torcato Ribeiro e Bárbara Barros, pelo Mandatário Regional Agostinho Lopes, por Belmiro Magalhães, da Comissão Política do Comité Central do PCP, e por João Luís Silva, da Comissão Política da Direcção Nacional JCP.

No encontro, de acordo com comunicado da CDU, foram abordados “os problemas de sub-financiamento da Universidade, decorrente das opções de sucessivos governos PS, PSD e CDS/PP em não dotar as instituições públicas de ensino superior das verbas necessárias”.

A construção de novas residências em Braga e Guimarães, no sentido de corresponder à “necessidade gritante de alojamento” para estudantes, também foi abordada, com a CDU a criticar que “só depois da pressão dos responsáveis universitários é que o governo do PS acedeu a não considerar o financiamento previsto no âmbito do PRR como um empréstimo, a ser pago pelas instituições nas próximas décadas”.

“A UMinho tem actualmente uma oferta total de cerca de 1300 camas, entre Braga e Guimarães. A taxa de ocupação anual ronda os 100%. Com cerca de 5 mil estudantes bolseiros deslocados é urgente reforçar a resposta e melhorar a oferta. O governo fala em mais 15 mil camas no país, mas no concreto tarda em disponibilizar os meios e os recursos financeiros para concretizar esse objectivo, empurrando a solução deste problema para os próximos anos, dificultando assim o acesso dos jovens ao ensino superior”, defendem os comunistas.

“O Governo deve assumir de forma plena e cabal o financiamento das instituições. O financiamento que a UMinho conta do Estado é manifestamente curto. Este apenas cobre cerca de 60% das despesas com salários. O remanescente de salários, despesas de funcionamento, etc, tem que ser coberto com receitas próprias. É negativo que assim seja”, afirmou Torcato Ribeiro.

No encontro com a AAUM, os representantes dos estudantes partilharam com a CDU preocupações sobre a falta de alojamentos, sugestões de medidas de reforço dos apoios aos estudantes, em matéria de transportes e meios para o estudo, e preocupações sobre a situação de sub-financiamento da UMinho.

Agostinho Lopes destacou “com mais de 20 mil estudantes, a UM conta com cerca de 5500 alunos bolseiros, milhares de estudantes deslocados, pelo que o reforço da Acção Social Escolar é uma necessidade particularmente premente. A concretização de investimento no reforço dos transportes públicos, desde logo as ligações ferroviárias no quadrilátero Braga-Guimarães-Famalicão-Barcelos, e de soluções de tarifários tendentes à progressiva gratuitidade, são causas que a CDU assume como muito importantes.”

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