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CDU Braga: Câmara “assobia para o lado” perante “problemas gravíssimos” nas oficinas municipais

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CDU Braga: Câmara “assobia para o lado” perante “problemas gravíssimos” nas oficinas municipais

O vereador da CDU na Câmara de Braga, Carlos Almeida, acusou hoje o executivo de “assobiar para o lado” perante os “problemas gravíssimos” de segurança e de saúde dos trabalhadores dos estaleiros e oficinas municipais.

“É absolutamente impossível trabalhar naquelas condições e a câmara opta por assobiar para o lado, não resolvendo problemas daquela gravidade”, referiu Carlos Almeida.

Na resposta, o presidente da câmara, Ricardo Rio, garantiu que já está elaborado um caderno de encargos para melhorar as condições de trabalho naqueles estaleiros e que já foram feitas “intervenções pontuais”.

“O caderno de encargos vai sendo paulatinamente concretizado”, acrescentou.

Segundo Carlos Almeida, um dos principais problemas prende-se, desde logo, com a cobertura em amianto e com a elevada temperatura no interior das instalações.

“São mais de 40 graus numa oficina de mecânica, é absolutamente impossível trabalhar”, alertou.

A inexistência de saídas na sala de pintura foi também apontada pelo vereador comunista como um “problema gravíssimo”, de consequências “imprevisíveis” em caso de um qualquer acidente.

Carlos Almeida disse ainda que é necessário criar um espaço de refeitório em condições, para que os funcionários não tenham de fazer as suas refeições nas secções onde trabalham.

O vereador comunista lembrou que a falta de condições naquelas oficinas foi denunciada há um ano, numa reunião de câmara em que foi aprovada uma proposta de intervenção naquele espaço.

“A verdade é que, à exceção da colocação de uma máquina de água refrigerada, nenhuma das outras medidas foi implementada”, criticou.

As críticas à falta de condições de trabalho naquelas oficinas foram reiteradas pelos vereadores do PS, que admitiram que se trata de instalações “muito precárias” e que apontaram o dedo à “inércia” da maioria.

O presidente da câmara contrapôs que “algumas intervenções já foram feitas e outras estão em curso”.

Sublinhou que, fruto da renegociação da renda das instalações e com a consequente redução de custos, o município conseguiu “libertar verbas” para essas intervenções.

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