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CDS-PP quer licença de parentalidade de um ano e que possa abranger avós

Proposta

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Foto: DR / Arquivo

A presidente do CDS-PP anunciou hoje que o partido vai incluir no programa eleitoral para as legislativas uma proposta para que a licença de parentalidade seja alargada para um ano e que possa abranger também os avós.

Em entrevista ao Diário de Noticias e à TSF, divulgada hoje, Assunção Cristas lembrou que o partido propôs nesta legislatura “o alargamento da licença de parentalidade para 210 dias”, proposta que foi rejeitada.

“Nós agora propomos passar para um ano. É o que acontece nos países nórdicos, isso é o que acontece nos países com melhores índices de fecundidade, e por isso entendemos que deve ser um ano, obviamente uma parte inicial para mãe, o resto com flexibilidade entre pai e mãe”, explicou.

Questionado sobre o pagamento durante esse período, Assunção remeteu para mais tarde.

“Isso depois veremos. A nossa ideia pode não ser os 100% mas que seja próximo – 80 ou 90%, com incentivos para poder ser repartido entre o pai e a mãe, eu acho que isso é um aspeto positivo”, declarou.

A proposta dos centristas vai trazer também “uma novidade” mas “que o CDS defende há muito tempo” e que passa por alargar aos avós a possibilidade de também poderem “gozar uma parte da licença”, a “partir de dada altura”.

Na ótica da presidente do CDS-PP, esta medida trará uma “grande vantagem para as crianças, até do ponto de vista da saúde” e “flexibilidade para que as famílias se possam organizar”.

Apontando que existe em Portugal “uma grande dificuldade de creches”, Cristas advogou que “se uma criança poder ficar um ano em casa, está certamente mais protegida”.

Nesta entrevista, a presidente dos centristas falou também sobre os últimos quatro anos e apontou que “a oposição é muito desgastante e é muito dura” e, por isso, “há momentos mais altos e momentos mais baixos, há momentos melhores e momentos piores”.

Notando que os centristas “muitas vezes” ficaram “sozinhos a fazer oposição”, Cristas salientou que “isso desgasta, como é evidente”.

“Se não fosse o CDS, este Governo era o único que ficaria para a história democrática sem uma moção de censura. Todos os anos fomos nós que liderámos, se quiserem, essa alternativa de visão com a questão dos impostos, alterações climáticas, competitividade das empresas, demografia, saúde”, assinalou, indicando que estas são propostas que vão fazer parte do programa eleitoral.

Sobre as próximas eleições, a líder vincou que “este é o momento para explicar às pessoas” porque “faz sentido votarem no CDS”.

Falando sobre a proposta do líder da Aliança, Pedro Santana Lopes, para conversarem e tentar travar o avanço da esquerda, Cristas salientou que “o CDS sabe que está sempre disponível para conversar com toda a gente”.

“Do lado do CDS sempre houve toda a disponibilidade para conversar e convergir. Agora também lhe vou dizer não sinto grande abertura, ou não senti nenhum sinal da parte do maior partido para se poder ter alguma solução pré-eleitoral”, apontou.

A líder do CDS-PP defendeu também que o PSD é o partido com o qual os centristas se podem “entender” pois não têm “outra alternativa de parceiro”, e o “país precisa de uma alternativa clara”.

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Ministro lembra que algumas escolas demoraram a iniciar processo de contratação de funcionários

Escolas

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Foto: Divulgação (Arquivo)

O ministro da Educação lembrou que algumas escolas demoraram a iniciar o processo de contratação de funcionários, garantindo que hoje há muito mais assistentes e novas formas de colmatar as necessidades dos estabelecimentos de ensino.

Em protesto contra a “falta crónica” de trabalhadores não docentes, a Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais marcou hoje uma greve nacional destes trabalhadores para o fim do mês.

Em entrevista à agência Lusa, o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, disse hoje que este é um problema antigo, que tem vindo a ser gradualmente corrigido desde 2015, quando tomou posse como ministro, no anterior governo.

“As escolas agora têm mais assistentes operacionais”, garantiu, salientando o reforço de cerca de 4.300 funcionários realizado no anterior mandato.

O ministro adiantou que foi também dada às escolas a possibilidade de contratar mais mil funcionários: Alguns já estão nas escolas, outros ainda têm os processos em curso.

Sobre este reforço, Tiago Brandão Rodrigues lembrou que “algumas escolas demoraram a começar esse processo”.

“Nós até chegámos a pôr em causa se eles tinham necessidade real de os contratar. Mas depois demonstraram que sim, mas tinham sido mais hesitantes nesse processo”, disse.

Tiago Brandão Rodrigues não vê como sendo um problema estrutural os casos de escolas encerradas por falta de funcionários e os protestos de alunos e encarregados de educação preocupados com a segurança dos alunos, que desde o início do ano têm sido notícia.

Para o responsável, na maioria das vezes, estas situações dizem respeito “a faltas temporárias” provocadas por “baixa por paternidade ou maternidade ou baixa por doença”, sendo que quando isso acontece, lembrou, as escolas “têm agora a possibilidade de recorrer a uma bolsa de recrutamento”, que funciona de forma semelhante à das bolsas de professores.

Tiago Brandão Rodrigues lembrou que quando tomou posse, em 2015, se apercebeu de dois problemas: O diploma que definia quantos funcionários deveria ter cada escola estabelecia limites muito baixos e os rácios da portaria não estavam ser cumpridos.

No anterior governo, o Ministério alterou a portaria de rácios no sentido de aumentar o número de funcionários atribuídos a cada escola.

“Temos mais assistentes operacionais nas nossas escolas do que tivemos no passado recente. Em 2011/2012 tínhamos cerca de 28 alunos por cada assistente operacional. Neste momento estamos com 22 alunos e meio por cada assistente operacional”, sublinhou o ministro.

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João Galamba recebido com protestos contra lítio em Boticas e não faz visita prevista

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Protesto anti-minas de lítio em Covas de Barroso (Arquivo). Foto: Facebook de Sim à Vida, não à mina

O secretário de Estado Adjunto e da Energia, João Galamba, foi, esta segunda-feira, recebido em Boticas por populares em protesto contra a exploração do lítio, acabando por não visitar o Centro de Informação de Covas do Barroso, tal como previsto.

Depois de um encontro na Câmara Municipal de Boticas, o governante seguiu para uma visita ao Centro de Informação de Covas do Barroso, distrito de Vila Real, que acabou por não acontecer devido ao protesto de dezenas de populares que, empunhando cartazes, gritavam “Não à Mina, Sim à Vida”.

Depois de o carro ter sido cercado pelos manifestantes, João Galamba voltou para trás, tendo regressado mais tarde já com a presença da GNR no local, mas, mesmo assim, acabou por não fazer a visita.

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Faculdade de Medicina do Porto presta homenagem aos doadores do corpo à ciência

Universidade do Porto

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Foto: Divulgação

A Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, em parceria com a Câmara do Porto, realiza na quarta-feira, pelas 15:00, no Serenarium do Cemitério de Agramonte, uma cerimónia de homenagem a todos aqueles que entregaram o corpo à ciência.

“A doação é um ato de generosidade e filantropismo. Contribui para formar melhores médicos, com conhecimentos mais sólidos e de maior humanismo e, portanto, mais aptos a tratar dos vivos”, explica Dulce Madeira, coordenadora da Unidade de Anatomia, citada em comunicado.

Em 2018, foram 513 as intenções de doação cadavérica que entraram na Faculdade de Medicina, o dobro das registadas em 2017 e o quíntuplo das registadas em 2015. Neste ano, os números deverão aproximar-se dos verificados o ano passado, adiantou.

O evento é aberto a todos os familiares e amigos dos doadores.

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