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Braga

CDS faz jornadas parlamentares em Braga com Europa e segurança na agenda

A menos de cinco meses das eleições europeias

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Foto: DR/Arquivo

O CDS-PP inicia, na segunda-feira, as suas jornadas parlamentares em Braga, com a segurança interna e a União Europeia na agenda, a menos de cinco meses das eleições europeias de 26 de maio.


Braga é um distrito “muitíssimo importante, onde o CDS tem muita tradição”, justificou aos jornalistas o líder parlamentar dos centristas, Nuno Magalhães, numa referência aos resultados obtidos naquele círculo, onde, em 2015, o partido elegeu três deputados, em coligação com o PSD.

Em 2011, quando concorreram sozinhos e Paulo Portas era líder do partido, os centristas conseguiram 10,37% dos votos, elegendo dois deputados, os mesmos que em 2009, com 10,39%. Um deles era Altino Bessa, um dos atuais críticos da líder do partido, Assunção Cristas.

Assunção Cristas encerra as jornadas, na terça-feira, à hora de almoço, depois de dois dias de debates sobre temas europeus e de segurança, após uma semana em que foram notícia incidentes e distúrbios nas regiões de Lisboa e de Setúbal.

Numa altura em que o CDS-PP “partiu na frente” e já anunciou os seus primeiros candidatos às europeias, lista que volta a ser encabeçada por Nuno Melo, um dos convidados das jornadas, Nuno Magalhães justificou a necessidade de “ter uma Europa cada vez mais solidária”, com políticas que “promovam a coesão e a solidariedade entre os Estados”.

No sábado, os fundos de coesão são tema de um debate moderado pelo deputado e candidato europeu Pedro Mota Soares, com Nuno Melo e João Machado, depois de, pela manhã, se discutir o artigo 13.º da Diretiva Europeia dos Direitos de Autor.

Este artigo prevê o uso de filtros automáticos que bloqueiam previamente as publicações cujos conteúdos violam os direitos de autor e deu origem a receios, por parte de ‘youtubers’, como o português Wuant, que pode acabar com a Internet, versão contrariada pela Comissão Europeia.

Na terça-feira, o tema é a segurança, a vários níveis, da proteção civil à policial. José Manuel Moura, que fez parte do observatório técnico independente, fala sobre proteção civil, e Carlos Anjos, ex-inspetor da Polícia Judiciária, é outro dos participantes.

“A insegurança e o vandalismo” são temas que “têm preocupado muito os portugueses, sobretudo os que vivem nas áreas metropolitanas de Lisboa, Porto e Setúbal”, disse Nuno Magalhães.

Os centristas, recordou, têm uma posição tradicional que reforça “a sua inteira confiança e admiração aos homens e mulheres das forças de segurança”.

Na segunda-feira, os deputados começam as jornadas com uma visita a uma fábrica têxtil, em Guimarães, e ao hospital de Braga, um dos que era, até agora, gerido por uma parceria público-privada e o Governo admite passar para a gestão do Estado.

O hospital de Braga, nas palavras de Nuno Magalhães, é “uma das vítimas desta maioria de esquerda que impõe as suas convicções, impõe a sua ideologia”.

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Braga

Jovem pede ajuda à varanda após agressões do namorado em Braga

Agressões

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Foto: Ilustrativa / DR

Um jovem casal ter-se-à envolvido em agressões mútuas ao início da madrugada desta sexta-feira dentro de um apartamento na cidade de Braga.

A PSP foi chamada a intervir após chamada telefónica dos vizinhos, na Rua dos Lusíadas, junto à Universidade do Minho, segundo conta o Jornal de Notícias.

Na sequência de vários gritos e pedidos de ajuda por parte de uma rapariga, que chegou a estar seminua na varanda enquanto gritava por socorro, a PSP deslocou-se ao local, pondo fim à contenda.

De acordo com a mesma fonte, as agressões terão sido mútuas entre o casal, com um jovem que estaria também no apartamento a ser testemunha da pancadaria.

Apesar de apresentarem escoriações, nenhum dos dois recebeu assistência hospitalar.

A jovem apresentou queixa na esquadra da PSP.

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Braga

Covid-19: Mais seis bracarenses infetados contabilizados como sendo de Lisboa

Covid-19

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Foto: DR

Seis bracarenses infetados com o novo coronavírus, ao longo dos últimos dias, foram agora registados pela Direção-Geral de Saúde (DGS) como sendo da área de Lisboa e Vale do Tejo, por residirem atualmente naquela região, por motivos profissionais, apurou O MINHO junto de fonte local da saúde.

Esta mudança nos registos tem sido habitual desde o início da pandemia levando a que os números entre dados divulgados a nível local e nacional não coincidam.

Há também um atraso na colocação de números e a não contabilização de testes efetuados no âmbito laboratorial e que não são inseridos por médicos na plataforma SINAVE, que contabiliza os casos divulgados no relatório diário da DGS. Esses casos derivados no âmbito laboratorial são incluídos no total acumulado de infetados com covid-19 a nível nacional mas não discriminados por concelho.

Segundo a fonte local, registava-se até ás 18:00 horas de quinta-feira, 1.397 casos acumulados de infetados desde o início da pandemia, mais três do que ontem. Destes, 1.297 já estão recuperados, mais um do que ontem, lamentando-se ainda 74 óbitos. Existem, atualmente, 26 casos ativos de covid-19 em todo o concelho de Braga.

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Braga

Filha denuncia “donativo” de 10 mil euros em 2018 para aceitar idosa num lar de Braga

Corrupção

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Foto: O MINHO (Arquivo)

A filha de uma utente do lar de idosos da Irmandade de Santa Cruz, em Braga, denunciou hoje que em 2018 teve de pagar um “donativo” de 10 mil euro por uma vaga, contrariando uma acusação do Ministério Público.

O Ministério Público (MP) acusou um ex-provedor daquela irmandade de “solicitar ou exigir” o pagamento de quantias monetárias para a admissão de utentes para o lar de idosos, mas indicava que este procedimento terminou em 2017, após a entrada do novo provedor.

Em fevereiro de 2018, porém, e segundo contou à Lusa Maria Pereira Reis, a irmandade pediu-lhe um donativo de 10 mil euros como contrapartida de vaga para a admissão da mãe no lar.

“A diretora técnica disse-me que havia vaga para a minha mãe, na condição de aceitar as condições deles. E as condições passavam por fazer um donativo de 10 mil euros, alegadamente destinada a melhorar a qualidade dos serviços prestados”, afirmou.

A Lusa teve acesso ao recibo emitido pela irmandade, que dá conta de um “donativo” de 10.001,54 euros.

Outra condição era o pagamento de uma mensalidade de 700 euros.

A filha manifestou-se convencida de que o seu não deverá ser “nem pouco mais ou menos um caso único”.

Lar supervisionado pela Arquidiocese de Braga cobrava até 40 mil euros por vaga

Adiantou que a família se prepara para avançar com uma queixa no Ministério Público contra a irmandade, por alegados “atropelos constantes” à lei.

Segundo a acusação, a que a Lusa teve acesso, a Irmandade é igualmente arguida no processo.

O MP imputa a ambos os arguidos um crime de corrupção passiva no setor privado.

A acusação diz que a partir de 2017, e já com o atual provedor, a diretora técnica deixou de sugerir a entrega de quaisquer quantias, porque o novo responsável “deixou também de emitir ordens nesse sentido”.

A Lusa tentou ouvir o atual provedor, Luís Rufo, mas sem sucesso até ao momento.

No processo que envolve o anterior provedor, o Ministério Público diz que, com a “exigência” de donativos, a irmandade atuou “à revelia de todos os imperativos legais”.

Aponta o caso de 12 utentes, que terão pago entre 7.500 e 40 mil euros para garantirem um lugar no lar.

Com essa “atividade criminosa”, acrescenta a acusação, a irmandade conseguiu uma vantagem patrimonial de 297.500 euros, valor que o Ministério Público quer que o ex-provedor e a irmandade sejam condenados a pagar ao Estado.

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