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CDS afasta para já cenário de confinamento geral e quer medidas cirúrgicas

Covid-19

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

O presidente do CDS-PP considerou hoje que um cenário de confinamento geral do país não deve ser equacionado para já e que o Governo terá antes de tomar medidas cirúrgicas, localizáveis e temporárias contra a covid-19.


Estas posições foram transmitidas por Francisco Rodrigues dos Santos no final da reunião com o primeiro-ministro, António Costa, em São Bento, que se prolongou por quase duas horas, em vez dos 45 minutos que estavam previstos.

Apesar de ter durado mais do dobro do tempo previsto, o líder democrata-cristão disse que não falou com António Costa sobre cenários para a viabilização do próximo Governo Regional dos Açores: “Estive nesta reunião a tratar da situação da pandemia e não da situação da autonomia”, respondeu.

Perante os jornalistas, o líder do CDS considerou que o executivo socialista tem de escolher “uma de duas coisas: Ou salva vidas e contratualiza com os setores particular e social, alargando a capacidade de resposta do sistema de saúde; ou continua de braços cruzados a assistir a este rasto de mortalidade”.

Interrogado sobre a possibilidade de o país regressar a uma situação de confinamento geral na primeira quinzena de dezembro, no âmbito de um novo estado de emergência, Francisco Rodrigues dos Santos afastou para já esse cenário.

“O CDS defende medidas cirúrgicas, dirigidas, zona a zona e temporárias. Algumas delas já deveriam ter sido implementadas e não foram, desde logo a do mapa de risco de contágio em que estejam identificadas as zonas de maior perigo”, contrapôs.

Ou seja, de acordo com Francisco Rodrigues dos Santos, deverá continuar a observar-se a evolução da curva epidemiológica.

“Cabe ao Governo avaliar quais os instrumentos legais que tem à sua disposição para aplicar as medidas que devem ser implementadas para impedir uma escalada descontrolada dos contágios e aliviar a pressão sobre o Serviço Nacional de Saúde. Em Portugal, ninguém deseja uma fotocópia da circunstância que vivemos em março e há muito a fazer ainda antes de se considerar essa hipótese”, sustentou.

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País

Vacina contra a covid-19 aprovada “ainda este mês ou no próximo”

Vacina de Oxford

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Foto: BBC

A vacina contra a covid-19 deverá chegar à América Latina em março ou abril de 2021, depois de ser distribuída pelos Estados Unidos e Europa, segundo o grupo farmacêutico que vai produzir a vacina de Oxford.

Até ao momento, ainda não foi aprovada para comercialização nenhuma das 175 vacinas que estão a ser desenvolvidas no mundo.

No entanto, a aprovação de algumas das vacinas deverá ocorrer em breve, ainda este mês ou no próximo, caso não surjam imprevistos, lembrou Hugo Sigman, fundador e diretor geral do grupo farmacêutico Insud, que irá produzir a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e da AstraZeneca.

As declarações do farmacêutico Hugo Sigman foram feitas hoje durante o seminário online organizado pela Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI) e estão a ser citadas pela agência de notícias espanhola EFE.

Segundo o farmacêutico, ainda não é possível saber quanto tempo irão durar os anticorpos de uma pessoa vacinada, mas prevê-se que seja pelo menos um ano, à semelhança do que acontece com a vacina da gripe.

A vacina da Universidade de Oxford, juntamente com a candidata da Pfizer e da BioNTechque, são atualmente apontadas como as que têm mais hipóteses de serem as primeiras a ser submetidas à aprovação regulatória.

“Todos os países iberoamericanos estão a fazer planos de compras muito importantes”, afirmou o farmacêutico.

Em Portugal, o Governo autorizou a compra de 6,9 milhões de vacinas contra a covid-19, que vão custar 20 milhões de euros, através de um processo que está a ser coordenado entre países da União Europeia (UE).

Sobre as críticas de quem teme que os danos de tomar uma vacina sejam superiores aos benefícios, o farmacêutico garantiu que os mecanismos de segurança são “muito bons” e que “o custo-benefício de se vacinar é superior ao de não se vacinar”.

O objetivo é que pelo menos 70% da população seja vacinada para criar imunidade de grupo.

O farmacêutico lembrou que a covid-19 veio fortalecer o processo de elaboração de um tipo de vacinas que já tinha sido iniciado com a prevenção de outros coronavírus.

Os laboratórios já estavam a trabalhar para combater a SARS (Severe Acute Respiratory Syndrome, que em português se traduz para Síndrome Respiratória Aguda Grave), que foi identificada pela primeira vez em 2003, assim como a MERS (Síndrome Respiratória do Médio Oriente), que surgiu em 2012.

Hugo Sigman manifestou-se ainda confiante quanto à forma como a pandemia deverá evoluir no próximo ano, uma vez que já serão conhecidas as medidas para o tratamento e prevenção da doença e porque haverá uma maior notificação dos casos assintomáticos, o que poderá diminuir a propagação do vírus.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,2 milhões de mortos em mais de 47,5 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 2.694 pessoas dos 156.940 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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Rio teme que orçamento fique pior devido a imposições “irrealistas” do PCP

Orçamento do Estado

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Foto: PSD / Arquivo

O presidente do PSD, Rui Rio, disse hoje temer que o Orçamento do Estado para 2021 fique “ainda pior” depois da discussão na especialidade, devido a imposições “irrealistas” do PCP e reivindicações do BE.

Na abertura de um conjunto de sessões online sobre o Orçamento do Estado para 2021 organizadas pela distrital de Lisboa do PSD, Rui Rio voltou a apontar as razões que sustentaram o voto contra dos sociais-democratas na generalidade, e manifestou-se preocupado com o atual processo de especialidade orçamental.

“Não será o mesmo Orçamento do Estado na votação final global, vai ter alterações na especialidade, mas as alterações que vai ter temo que ainda possam ser para pior, porque estamos a falar de imposições do Partido Comunista e revindicações do Bloco de Esquerda”, alertou.

Rio fez questão de distinguir a posição do BE, que votou contra na generalidade e já só pode “reivindicar umas coisitas”, da do PCP – que se absteve -, considerando que os comunistas terão um “poder brutal” nesta fase de discussão da proposta do Governo.

“Esperemos que não imponha o impossível e que não tenhamos aqui uma crise brutal por força das reivindicações irrealistas do PCP”, afirmou.

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Ministro avisa: É melhor fazer as compras de Natal mais cedo

Covid-19

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Foto: DR

O ministro de Estado e da Economia defendeu que os indicadores demonstram que a experiência de compra em loja “é segura” e apelou aos consumidores para planearem com antecedência as suas compras na época de Natal.

Estas posições foram transmitidas por Pedro Siza Vieira na abertura da sessão de lançamento da iniciativa “Natal 2020, compre cuidando de todos”, que foi encerrada pelo primeiro-ministro, António Costa.

O ministro de Estado e da Economia referiu que Portugal, em consequência da pandemia da covid-19, teve a atividade comercial encerrada ao público mês e meio e que em 04 de maio passado, exatamente há seis meses, se iniciou “o processo de desconfinamento”.

“Desde então, tivemos uma nova experiência de consumo – uma experiência que procurou seguir um conjunto de regras e restrições que estão aptas e adequadas à salvaguarda da saúde da comunidade. E aquilo que estes seis meses demonstram é que a experiência de compra em Portugal é uma experiência segura, em que os consumidores, além de continuarem a contar com o atendimento profissional, também encontram um espaço seguro. Todos observámos como as regras sanitárias estão a ser respeitadas”, sustentou Pedro Siza Vieira.

Na sua breve intervenção, o ministro da Economia apontou depois que os cidadãos começam agora a pensar nas compras de Natal e na forma como se vão organizar no atual contexto de crise sanitária.

“Se queremos conciliar a época de compras de Natal com a segurança coletiva que é exigida, então têm de ser mantidas as precauções e importa planear o processo de compras. Temos de evitar deixar as compras para a última hora e procurar o mais cedo possível frequentar os locais de consumo”, advertiu.

Neste contexto, Pedro Siza Vieira, salientou em particular a possibilidade de o período de trocas dos produtos adquiridos ser alargado até 31 de janeiro, e de também ser alargada a época de promoções, evitando-se assim a concentração de peças nas lojas, sobretudo na semana seguinte ao Natal.

“Após a época de Natal, não teremos de fazer aquela corrida que é frequente aos espaços comerciais para fazer a troca do presente que não tem a cor ou o tamanho certo”, frisou, antes de elogiar o acordo entre associações de defesa dos consumidores, dos centros comerciais ou da distribuição.

“Este entendimento viabiliza a ideia de que a experiência dos consumidores é segura e espalhada no tempo”, acrescentou.

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